Mostrar mensagens com a etiqueta Eira da Lagoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eira da Lagoa. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Morte da Eira da Lagoa - Eterna recordação dos colenses com memória

É carnaval, ninguém leva a mal, é o que se costuma dizer, mas o que é certo é que uma brincadeira de carnaval na antiga e saudosa Eira da Lagoa ( agora mais conhecida como Jardim do Betão), já causou incómodo a algumas pessoas, vá-se lá saber porquê.
Bem, o que é certo é que nas condições em que está o antigo espaço da Eira da Lagoa, de eterna saudade, com as obras a arrastarem-se indefinidamente, há até quem diga que já estão acabadas, sim, porque isto para o que não tem remédio, remediado está, diz o povo, mas o que é certo é que a Eira, tal como a conhecíamos morreu em 2009 com o inicio dos trabalhos de destruição e descaracterização desta parte da nossa terra.
Como forma de brincadeira, e nesta coisa das brincadeiras por vezes despertam-se consciências, alguém se lembrou de colocar alguma placas a evocar o antigo espaço, em forma de lápides memoriais, como se de um cemitério se tratasse, e para dizer a verdade, aquilo ali em certos sítios até faz lembrar um cemitério sim senhor. E os "lagos", onde deveria haver água e peixinhos, só de papel e em desenhos.

Brincadeira ou não, a verdade é que passados 3 anos sobre o inicio das obras o espaço anteriormente conhecido como "Eira da Lagoa" morreu, desapareceu, sumiu-se, e agora nem para ali passear serve, não serve para nada, é o que é, digam o que disserem.
Podem até fazer alguma obras de acabamento, algumas varandas e varandins, mais tijolo menos tijolo, mais isto ou aquilo, o que é certo e sabido é que mais de meio hectare de terreno público que podia e deveria ser aproveitado com o máximo de cuidado e sabedoria em prol do bem estar e lazer da população de Colos foi dizimado, exterminado, limparam o sebo à nossa Eira da Lagoa e ninguém fez nada.
Já diz o povo, sempre o povo, "o que nasce torto nunca mais se endireita".
Não estivássemos nós no pacato Baixo Alentejo e já alguns protestos mais ruidosos se teriam feito ouvir, atrevo-me mesmo a pensar que o espaço, tal como está, seria vandalizado sem dó nem piedade, e por mim penso que seria muito bem feito, pois eu sou daqueles que penso que apenas a total destruição do que está feito abriria caminho a nova obra. Olho por olho, dente por dente!

A pergunta que toda a gente faz, eu pelo menos faço, é para quê uma obra destas em Colos? Mas por acaso alguém parou para pensar que aquele projecto nada tinha que ver com a terra em questão? Por acaso o arquitecto, ou lá o que seja, que desenhou e projectou aquilo alguma vez visitou Colos, alguma vez visitou o espaço em questão? Para quê aquele campo de jogos por cima dos telhados das habitações, será que vai servir para alguma coisa algum dia? As pessoas esperavam era espaços verdes, sobras, onde estão os espaços verdes, os passeios, os canteiros para flores, as árvores, o espaço para caminhar, para descansar, para estar, simplesmente para estar, onde está o espaço que nos faça lembrar que estamos no Alentejo e não num qualquer arrabalde de grande cidade?

Amigos e leitores, a Eira da Lagoa morreu mesmo em 2009, fica a lembrança de todos, vive na recordação daqueles que, como eu, tivemos o previlegio de ali correr e brincar sem medos de encalhar em algum bloco de betão, sem medos de armadilhas escondidas ou cair em algum buraco traiçoeiro, as crianças de agora já não podem dizer o mesmo.



terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Eira da Lagoa - As obras continuam

Em Portugal, por todo o lado, é muito comum utilizar-se a expressão popular "... é como as obras de Santa Engrácia" para designar qualquer tarefa que depois de iniciada, não tem fim à vista.
Assim começa a população de Colos a falar para se referirem ás obras na Eira da Lago.
Costuma-se também dizer, popularmente, que "...o que nasce torto nunca mais se endireita", e como tal já são muitas as histórias em redor desta estranha obra, desde a aprovação de um projecto mal concebido e que em nada beneficia o espaço para onde foi projectado, passando pela indignação dos residentes das ruas inferiores adjacentes ao largo da Eira que viram crescer, de um dia para o outro, paredes duas ou três vezes mais altas que a altura das suas residências, ficando literalmente virados para o betão, passando também pelo bloqueio total das ruas que directamente davam acesso à Escola EB 3+2, deixando apenas uma rua como acesso directo, já ela bastante mal tratada e mal projectada e agora também prejudicada pelas obras de urbanização do terreno contiguo, e finalmente, acontecendo o impensável, com um dos muros de betão já entretanto construídos, a colapsar e cair totalmente deixando no ar e a nu a má qualidade de construção, é caso para perguntar: se agora é assim como será de futuro?