Novembro 2012, data já apontada em diversas agendas dos amantes do TT desportivo e recreativo como sendo o mês maior do TT a sul, com a realização do já grandioso Passeio TT Colos, edição 2012.
Eis senão que....... num golpe de teatro, tudo não passava afinal de uma mentira, um logro, um engano, um desmentido, afinal, segundo os responsáveis máximos pela Sociedade Recreativa Colese, (SRC), que muitas vezes se confundem e não se sabe bem quem são, afinal, escrevia eu, o passeio 2012 nunca esteve para se realizar, sendo anulado à nascença, como um nado morto. Triste sorte para um tão grandioso evento que tantos pilotos, motos, conhecidos e desconhecidos, amigos e simpatizantes de TT desportivo e recreativo, tanta gente trazia à nossa Vila de Colos.
Foi o flop completo......... a ineficácia no seu mais alto grau, a vontade da preguiça e a victória da incapacidade.
Como é possível, pergunto eu, e com conhecimento de causa, que um clube como a SRC, que tem orgãos directivos eleitos, capazes e jovens, e tem uma massa associativa sempre pronta a ajudar, assim como já o demonstrou no passado, como é possível, que esta gente deixe cair aquele que era já o maior evento realizado em Colos nos ultímos anos e para o qual outros deram o seu trabalho suor e lágrimas? Como foi isto possível ainda para mais quando era uma actividade que reconhecidamente, gerava receita, fazia dinheiro, sendo bem administrada e gerida, como tudo, gerava boas receitas e coadjuvada com outras actividades paralelas fazia desse final de semana, que até deveria coincidir, mais ou menos, com a data de aniversário da própria colectividade, fazia desse final de semana, uma festa para Colos e para os Colenses.
Mais uma vez a SRC não esteve à altura das suas responsabilidades e pergaminhos, revelando uma total falta de acção e iniciativa, coisa que, falando em jovens como os responsáveis pela colectividade de momento, começa a ser preocupante, até mesmo em termos clinico/psiquiatricos.
Devo reconhecer também aqui que estou a escrever este artigo com os dados que disponho, mas que, não obstante, de momento, ser "personna no grata" , nas instalações da SRC, não creio errar muito na análise que faço dos factos, ainda para mais quando estive directamente envolvido nos dois primeiros passeios TT da SRC e que , modéstia à parte, foram uns sucessos, deixando eu "a porta escancarada" para novos sucessos de futuro, comigo ou sem mim, porque ninguém é insubstituível, e o passeio practicamente já se fazia a ele mesmo, com meia dúzia de elementos, se tivessem vergonha, não fossem preguiçosos e tivessem gosto pela própria SRC, gosto por fazer acontecer, por mostrar trabalho e angariar fundos, qualidades que manifestamente, nenhum dos elementos mencionados demonstra possuir.
Do futebol nem gosto de falar, mas resolvi apenas abrir uma excepção para apelar aos responsáveis que se retirem das diversas competições onde estão inseridos, evitando assim males maiores para o grande nome de que a SRC tinha a nível de futebol de inatel e distrital.
É uma VERGONHA o que a equipa da SRC anda a fazer pelos campos de futebol por onde tem de cumprir calendário, é uma vergonha para os próprios jogadores, para o treinador, para os responsáveis e uma vergonha para a memória de todos aqueles que já cá não estando presentes fisicamente, estarão concerteza em espírito, e que muito lutaram também para levar este nome e este emblema aos mais altos lugares do futebol concelhio e distrital, e que agora o vejam , semana após semana ser enlameado e compurscado por todo o lado, sendo alvo da risota e gozo de todos.
Por tudo isso tenham vergonha e desistam enquanto é tempo e ainda estão todos vivos, visto que a média de elementos a dar entrada nos hospitais da região, por diversas razões, é praticamente de um por jogo!!
É pena que assim seja, é pena pelo nosso clube, é pena pela nossa terra, mas, como diz um antigo ditado popular, vão-se os anéis mas ficam os dedos, faço votos pelo interesse de novos elementos que certamente chegarão para repor a ordem e dar um pouco mais de dignidade aquela que deve ser um bastião de alguma cultura e recreio em Colos, a SRC como Força Viva da Freguesia, como forma de estar, de conviver e aprender, de encontro e lazer, um clube efectivamente empenhado em desenvolver e agrupar as diferentes gerações de Colenses numa verdadeira passagem de testemunho ao longo dos anos, como sempre foi e será.
Fernando Martinho
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
SRC - 3º Passeio Colos TT 2011 - Rescaldo
Realizou-se no passado dia 13 de Novembro a 3ª edição do Passeio todo o terreno conhecido por Colos TT.
Mais uma vez organizado pela SRC (Sociedade Recreativa Colense) a edição de 2011 esteve longe do sucesso alcançado nas edições anteriores.
Dentro da minha opinião estritamente pessoal e na condição única de participante no passeio, e mesmo correndo o risco de ser mal interpretado (eu, normalmente, sou sempre mal interpretado), vou tentar fazer aqui um rescaldo do passeio e explicar, repito, na minha opinião, o que correu mal e podia ter corrido melhor:
Planeamento e execução:
Começo pelo antes, ou seja, o pensamento e planeamento do passeio não existiu, ou se existiu foi mal planeado e mal pensado. Cada edição deve ser pensada e planeada com alguns meses de antecedência, o percurso deve ser planeado e posteriormente estudado, com verificações e passagens no terreno, ao vivo, não basta apenas fazer um percurso virtual no Google Earth, anuncia-lo no facebook e discuti-lo ao balcão da Sociedade entre uma cerveja e outra, assim só a coisa não funciona, os computadores e a tecnologia ajudam bastante hoje em dia, são ferramentas importantes, mas não se podem sobrepor à realização efectiva das coisas.
Nas edições anteriores os percursos escolhidos e pensados, e as devidas alternativas, começaram a ser vistos e revistos cerca de mês e meio antes da data do passeio, quer de mota quer de jipe, para decidir o percurso final e para evitar problemas de última hora.
Este ano nada disso foi feito, ao que parece o percurso não foi revisto e depois o ter percorrido no passeio a sensação que dá é que foi sendo escolhido na mesma altura das marcações, sem qualquer planeamento e ao sabor do vento e da cabeça de cada um, sendo inexplicáveis algumas voltas e voltinhas sem nexo nem sentido, alguns estradões muito percorridos por transito local que, para além de serem perigosos, eram também um inferno de pó.
Cartazes e propaganda:
Os cartazes de divulgação do passeio servem, ou deveriam servir, dois propósitos: divulgar o passeio e angariar verbas extras com a venda de publicidade.
A divulgação, essa ficou muito comprometida pelo facto de os cartazes apenas terem ficado prontos e entregues cerca de cinco dias antes da realização do evento, impossibilitando qualquer divulgação mais aprofundada e abrangente e condicionando até a adesão de mais participantes.
Como é óbvio a publicidade fica altamente comprometida com este facto, os cartazes não foram espalhados com o devido tempo e com uma abrangência muito limitada, defraudando assim todas as pessoas e casas comerciais que tinham comprado espaço de publicidade nos cartazes.
Já nos anos anteriores esta questão dos cartazes foi um problema persistente, sempre chegaram atrasados e a más horas, não compreendendo eu ainda bem onde está o problema, mas dá que pensar!
Percurso e extensão:
Sendo um passeio conhecido nas edições anteriores, entre outras coisas, pela extensão do seu percurso, cerca de 120 quilómetros, do agrado de todos e muito superior aos passeiozinhos que por ai existem, um dos maiores problemas deste ano foi a redução da extensão no percurso, segundo a organização o percurso teve de ser reduzido em 30Km devido à proibição de passagem na zona da Ribeira do Torgal, e com isso impossibilitando a ida a Odemira, e a informação apenas foi comunicada à SRC quinta feira dia 10 de Novembro, três dias antes da data do passeio, até aqui tudo bem, sendo este um passeio legalizado e devidamente autorizado por todas as autoridades competentes, é normal que surjam problemas deste tipo em zonas ambientalmente sensíveis, o que já não foi normal é a completa imobilidade da organização para lidar com o problema e encontrar soluções alternativas para compensar os quilómetros perdidos, o que na minha opinião tinha sido simples de resolver se as alternativas estivessem devidamente estudadas.
Os percursos pensados devem ter sempre alternativas e complementos, apêndices importantes para qualquer eventualidade como a que se verificou e que amputou 30Km ao percurso original do passeio.
Com isto o passeio principiou pelas 10 horas e acabou pelas 13 horas, com uma imobilização para reforço nos Ameixiais onde a paragem durou cerca de 1:30 horas, contas feitas o real tempo a andar foi reduzidíssimo como se pode facilmente calcular.
O resultado disto tudo foi um descontentamento geral entre os participantes das motos e quads, o que se compreende quando existem pessoas que vêem de Lisboa ou Portimão, por exemplo, na expectativa de fazerem um passeio de grande extensão e depois verificam que afinal vieram para uma “voltinha”.
Podem perguntar: Mas afinal qual é a grande diferença disto tudo em relação ao ano passado?
Eu explico: Nas edições anteriores o tempo foi mais preenchido, a sensação de um dia passado no passeio era mais efectiva, porque? Porque o passeio iniciava mais cedo e terminava mais tarde, tinha duas fases distintas, várias paragens para reagrupamento pelo meio e duas paragens efectivas, Odemira e Ameixiais, de forma a chegar a Colos sempre a meio da tarde dando uma plena satisfação a todos os concorrentes, na edição deste ano não houve paragens para reagrupamento e a única paragem, nos Ameixiais, foi insuficiente para ocupar o tempo.
Não se compreende porque é que não se percorreram mais trilhos na zona da Sra. das Neves, por exemplo, dentro da freguesia e local de excelência para a prática do TT e onde se poderiam ter ido buscar, pelo menos, metade dos quilómetros perdidos antes, o dia de marcações deveria ter servido para isto tudo, mas nota-se bem que a execução e escolha do percurso este ano foi efectuada “em cima do joelho”.
O alto das neves deveria também ter servido para efectuar uma paragem e mostrar uma das melhores paisagens da freguesia e do concelho, aproveitando para reagrupar e preencher tempo.
Abastecimentos:
Outro dos problemas em não ir a Odemira era o reabastecimento de combustível, mas afinal esse era apenas um problema fictício, a totalidade do percurso não exigia, para a maior parte das motas, um depósito bastava, afinal o passeio resumiu-se a uma “voltinha”, mas antes ninguém sabia disso sem ser a organização, e por isso a informação que foi passada a todos era que cada concorrente tinha de enviar gasolina extra num dos carros da organização para assim assegurarem o reabastecimento das suas motas.
Ora isto é um absurdo, para alem de nem ser necessário para a maioria das motas, como eu já referi, a informação foi apenas divulgada na hora das inscrições, lançando o pânico entre alguns participantes que foram apanhados completamente desprevenidos. Mais uma situação evitável que tinha sido também resolvida com a manutenção da totalidade da extensão inicial do passeio.
Tudo isto deu um mau aspecto de amadorismo e má organização que deveria e podia ser simplesmente evitado.
Preço e ofertas:
Mas as surpresas não se ficaram por aqui, desenganem-se aqueles que pensam que estas são apenas excepções e azares que confirmam a regra, não, a organização deste ano resolveu ir mais longe ao oferecer menos por mais, ou seja, ao invés das outras duas edições onde as inscrições sempre tiveram um custo de 15,00 euros, este ano a novidade foi a de aumentar para 20,00 euros.
Esta é mais uma medida importante e gravosa e uma machadada no bom nome do passeio, porque mexe na carteira dos participantes.
Um exemplo: a mim que sou da terra o passeio ficou-me num custo total de quarenta euros, sendo vinte euros para a inscrição, e mais vinte euros para gasolina, e destes vinte, dez euros foram desnecessários, porque um depósito apenas dava para fazer a “voltinha”.
Imagine-se agora alguém que vem de longe, como os participantes que vieram de Lisboa ou do Algarve, o sentimento final foi de muita frustração.
O problema em si não é o valor em causa, mas sim o que é oferecido e proporcionado por esse valor ao participante, vinte euros não teria sido um valor elevado se o pacote oferecido tivesse sido idêntico ás edições anteriores, temos de reconhecer que vinte euros por uma “voltinha” de 70Km, uma T-Shirt e alguma coisa para comer é um preço considerado elevado para a maioria, a manutenção do anterior valor de 15,00 euros teria sido a medida mais acertada.
Até os autocolantes com os números de cada concorrente foram suprimidos este ano, e para quem pensa que os autocolantes servem unicamente para colar nas viaturas, motas e jipes, desenganem-se de novo, existe muita gente que os colecciona e o pessoal dos jipes gosta de os colocar e manter nos jipes muito para além dos passeios, sendo a prova e recordação dos percursos efectuados e de dias bem passados.
O passeio dos Jipes:
Quanto aos Jipes pouco tenho a dizer, sempre pensei que os Jipes não deveriam fazer parte do passeio, não tenho nada contra os Jipes, pelo contrário, mas penso e defendo que são coisas diferentes, ou se faz um passeio para motas ou se faz um passeio para Jipes, ou então faz-se dois passeios simultâneos mas separados, porque esta ideia de fazer o percurso igual para Jipes e Motos esta provado que está errada e longe de dar bons frutos.
Juntar Jipes e Motos no mesmo passeio e em percurso igual é errado.
Conclusão:
A sensação que deu, para quem conhece a organização e funcionamento da SRC com esta actual direcção, foi que o passeio era para despachar e andar, porque de tarde, pelas 15:00 horas, tinham o compromisso de um jogo de futebol do campeonato a realizar em Luzianes-Gare.
Compreendo o problema, mas devidamente organizadas as coisas, e com um bocadinho de boa vontade e sacrifício, a SRC tinha, ou devia ter, pessoal para conseguir leva a cabo os dois compromissos sem problemas de maior.
O passeio de Colos, embora conte apenas com três edições, tomou uma grande notoriedade e fama da primeira para a segunda edição, e a segunda edição confirmou tudo o que os participantes esperavam, enquanto este ano as expectativas criadas defraudaram tudo e todos, transformando esta edição num vulgar passeiozinho igual a tantos que por ai proliferam, desperdiçando assim a organização uma oportunidade para cimentar a fama e excelência que este passeio tinha adquirido em apenas dois anos, ao ponto de ser apelidado como um dos melhores passeios a sul do Tejo.
Espero muito sinceramente que não tenham prejudicado irreparavelmente as futuras edições do passeio, e que entendam as minhas criticas como criticas construtivas, para que no próximo ano o passeio volte a ter o encanto e mística alcançadas nas edições anteriores e que tanta gente trouxe à nossa terra.
Pela minha parte, estou completamente à vontade para falar e escrever, fiz com muito orgulho parte da organização das anteriores edições, sempre com bons resultados, e a opção de não fazer parte da organização este ano foi inteiramente minha, penso que depois de dois bons anos de lançamento e desenvolvimento da ideia de passeio TT em Colos, e porque não sou dono de nada nem tão pouco gosto ou quero sobrepor-me à direcção da SRC, cabe a outros tomar a responsabilidade e a acção, desenvolver ideias próprias, fazer acontecer, mas tentando sempre que aconteça melhor, com mais qualidade e mais excelência, coisa que este ano não, manifestamente, não aconteceu.
Até para o próximo ano no Colos TT 2012
Mais uma vez organizado pela SRC (Sociedade Recreativa Colense) a edição de 2011 esteve longe do sucesso alcançado nas edições anteriores.
Dentro da minha opinião estritamente pessoal e na condição única de participante no passeio, e mesmo correndo o risco de ser mal interpretado (eu, normalmente, sou sempre mal interpretado), vou tentar fazer aqui um rescaldo do passeio e explicar, repito, na minha opinião, o que correu mal e podia ter corrido melhor:
Planeamento e execução:
Começo pelo antes, ou seja, o pensamento e planeamento do passeio não existiu, ou se existiu foi mal planeado e mal pensado. Cada edição deve ser pensada e planeada com alguns meses de antecedência, o percurso deve ser planeado e posteriormente estudado, com verificações e passagens no terreno, ao vivo, não basta apenas fazer um percurso virtual no Google Earth, anuncia-lo no facebook e discuti-lo ao balcão da Sociedade entre uma cerveja e outra, assim só a coisa não funciona, os computadores e a tecnologia ajudam bastante hoje em dia, são ferramentas importantes, mas não se podem sobrepor à realização efectiva das coisas.
Nas edições anteriores os percursos escolhidos e pensados, e as devidas alternativas, começaram a ser vistos e revistos cerca de mês e meio antes da data do passeio, quer de mota quer de jipe, para decidir o percurso final e para evitar problemas de última hora.
Este ano nada disso foi feito, ao que parece o percurso não foi revisto e depois o ter percorrido no passeio a sensação que dá é que foi sendo escolhido na mesma altura das marcações, sem qualquer planeamento e ao sabor do vento e da cabeça de cada um, sendo inexplicáveis algumas voltas e voltinhas sem nexo nem sentido, alguns estradões muito percorridos por transito local que, para além de serem perigosos, eram também um inferno de pó.
Cartazes e propaganda:
Os cartazes de divulgação do passeio servem, ou deveriam servir, dois propósitos: divulgar o passeio e angariar verbas extras com a venda de publicidade.
A divulgação, essa ficou muito comprometida pelo facto de os cartazes apenas terem ficado prontos e entregues cerca de cinco dias antes da realização do evento, impossibilitando qualquer divulgação mais aprofundada e abrangente e condicionando até a adesão de mais participantes.
Como é óbvio a publicidade fica altamente comprometida com este facto, os cartazes não foram espalhados com o devido tempo e com uma abrangência muito limitada, defraudando assim todas as pessoas e casas comerciais que tinham comprado espaço de publicidade nos cartazes.
Já nos anos anteriores esta questão dos cartazes foi um problema persistente, sempre chegaram atrasados e a más horas, não compreendendo eu ainda bem onde está o problema, mas dá que pensar!
Percurso e extensão:
Sendo um passeio conhecido nas edições anteriores, entre outras coisas, pela extensão do seu percurso, cerca de 120 quilómetros, do agrado de todos e muito superior aos passeiozinhos que por ai existem, um dos maiores problemas deste ano foi a redução da extensão no percurso, segundo a organização o percurso teve de ser reduzido em 30Km devido à proibição de passagem na zona da Ribeira do Torgal, e com isso impossibilitando a ida a Odemira, e a informação apenas foi comunicada à SRC quinta feira dia 10 de Novembro, três dias antes da data do passeio, até aqui tudo bem, sendo este um passeio legalizado e devidamente autorizado por todas as autoridades competentes, é normal que surjam problemas deste tipo em zonas ambientalmente sensíveis, o que já não foi normal é a completa imobilidade da organização para lidar com o problema e encontrar soluções alternativas para compensar os quilómetros perdidos, o que na minha opinião tinha sido simples de resolver se as alternativas estivessem devidamente estudadas.
Os percursos pensados devem ter sempre alternativas e complementos, apêndices importantes para qualquer eventualidade como a que se verificou e que amputou 30Km ao percurso original do passeio.
Com isto o passeio principiou pelas 10 horas e acabou pelas 13 horas, com uma imobilização para reforço nos Ameixiais onde a paragem durou cerca de 1:30 horas, contas feitas o real tempo a andar foi reduzidíssimo como se pode facilmente calcular.
O resultado disto tudo foi um descontentamento geral entre os participantes das motos e quads, o que se compreende quando existem pessoas que vêem de Lisboa ou Portimão, por exemplo, na expectativa de fazerem um passeio de grande extensão e depois verificam que afinal vieram para uma “voltinha”.
Podem perguntar: Mas afinal qual é a grande diferença disto tudo em relação ao ano passado?
Eu explico: Nas edições anteriores o tempo foi mais preenchido, a sensação de um dia passado no passeio era mais efectiva, porque? Porque o passeio iniciava mais cedo e terminava mais tarde, tinha duas fases distintas, várias paragens para reagrupamento pelo meio e duas paragens efectivas, Odemira e Ameixiais, de forma a chegar a Colos sempre a meio da tarde dando uma plena satisfação a todos os concorrentes, na edição deste ano não houve paragens para reagrupamento e a única paragem, nos Ameixiais, foi insuficiente para ocupar o tempo.
Não se compreende porque é que não se percorreram mais trilhos na zona da Sra. das Neves, por exemplo, dentro da freguesia e local de excelência para a prática do TT e onde se poderiam ter ido buscar, pelo menos, metade dos quilómetros perdidos antes, o dia de marcações deveria ter servido para isto tudo, mas nota-se bem que a execução e escolha do percurso este ano foi efectuada “em cima do joelho”.
O alto das neves deveria também ter servido para efectuar uma paragem e mostrar uma das melhores paisagens da freguesia e do concelho, aproveitando para reagrupar e preencher tempo.
Abastecimentos:
Outro dos problemas em não ir a Odemira era o reabastecimento de combustível, mas afinal esse era apenas um problema fictício, a totalidade do percurso não exigia, para a maior parte das motas, um depósito bastava, afinal o passeio resumiu-se a uma “voltinha”, mas antes ninguém sabia disso sem ser a organização, e por isso a informação que foi passada a todos era que cada concorrente tinha de enviar gasolina extra num dos carros da organização para assim assegurarem o reabastecimento das suas motas.
Ora isto é um absurdo, para alem de nem ser necessário para a maioria das motas, como eu já referi, a informação foi apenas divulgada na hora das inscrições, lançando o pânico entre alguns participantes que foram apanhados completamente desprevenidos. Mais uma situação evitável que tinha sido também resolvida com a manutenção da totalidade da extensão inicial do passeio.
Tudo isto deu um mau aspecto de amadorismo e má organização que deveria e podia ser simplesmente evitado.
Preço e ofertas:
Mas as surpresas não se ficaram por aqui, desenganem-se aqueles que pensam que estas são apenas excepções e azares que confirmam a regra, não, a organização deste ano resolveu ir mais longe ao oferecer menos por mais, ou seja, ao invés das outras duas edições onde as inscrições sempre tiveram um custo de 15,00 euros, este ano a novidade foi a de aumentar para 20,00 euros.
Esta é mais uma medida importante e gravosa e uma machadada no bom nome do passeio, porque mexe na carteira dos participantes.
Um exemplo: a mim que sou da terra o passeio ficou-me num custo total de quarenta euros, sendo vinte euros para a inscrição, e mais vinte euros para gasolina, e destes vinte, dez euros foram desnecessários, porque um depósito apenas dava para fazer a “voltinha”.
Imagine-se agora alguém que vem de longe, como os participantes que vieram de Lisboa ou do Algarve, o sentimento final foi de muita frustração.
O problema em si não é o valor em causa, mas sim o que é oferecido e proporcionado por esse valor ao participante, vinte euros não teria sido um valor elevado se o pacote oferecido tivesse sido idêntico ás edições anteriores, temos de reconhecer que vinte euros por uma “voltinha” de 70Km, uma T-Shirt e alguma coisa para comer é um preço considerado elevado para a maioria, a manutenção do anterior valor de 15,00 euros teria sido a medida mais acertada.
Até os autocolantes com os números de cada concorrente foram suprimidos este ano, e para quem pensa que os autocolantes servem unicamente para colar nas viaturas, motas e jipes, desenganem-se de novo, existe muita gente que os colecciona e o pessoal dos jipes gosta de os colocar e manter nos jipes muito para além dos passeios, sendo a prova e recordação dos percursos efectuados e de dias bem passados.
O passeio dos Jipes:
Quanto aos Jipes pouco tenho a dizer, sempre pensei que os Jipes não deveriam fazer parte do passeio, não tenho nada contra os Jipes, pelo contrário, mas penso e defendo que são coisas diferentes, ou se faz um passeio para motas ou se faz um passeio para Jipes, ou então faz-se dois passeios simultâneos mas separados, porque esta ideia de fazer o percurso igual para Jipes e Motos esta provado que está errada e longe de dar bons frutos.
Juntar Jipes e Motos no mesmo passeio e em percurso igual é errado.
Conclusão:
A sensação que deu, para quem conhece a organização e funcionamento da SRC com esta actual direcção, foi que o passeio era para despachar e andar, porque de tarde, pelas 15:00 horas, tinham o compromisso de um jogo de futebol do campeonato a realizar em Luzianes-Gare.
Compreendo o problema, mas devidamente organizadas as coisas, e com um bocadinho de boa vontade e sacrifício, a SRC tinha, ou devia ter, pessoal para conseguir leva a cabo os dois compromissos sem problemas de maior.
O passeio de Colos, embora conte apenas com três edições, tomou uma grande notoriedade e fama da primeira para a segunda edição, e a segunda edição confirmou tudo o que os participantes esperavam, enquanto este ano as expectativas criadas defraudaram tudo e todos, transformando esta edição num vulgar passeiozinho igual a tantos que por ai proliferam, desperdiçando assim a organização uma oportunidade para cimentar a fama e excelência que este passeio tinha adquirido em apenas dois anos, ao ponto de ser apelidado como um dos melhores passeios a sul do Tejo.
Espero muito sinceramente que não tenham prejudicado irreparavelmente as futuras edições do passeio, e que entendam as minhas criticas como criticas construtivas, para que no próximo ano o passeio volte a ter o encanto e mística alcançadas nas edições anteriores e que tanta gente trouxe à nossa terra.
Pela minha parte, estou completamente à vontade para falar e escrever, fiz com muito orgulho parte da organização das anteriores edições, sempre com bons resultados, e a opção de não fazer parte da organização este ano foi inteiramente minha, penso que depois de dois bons anos de lançamento e desenvolvimento da ideia de passeio TT em Colos, e porque não sou dono de nada nem tão pouco gosto ou quero sobrepor-me à direcção da SRC, cabe a outros tomar a responsabilidade e a acção, desenvolver ideias próprias, fazer acontecer, mas tentando sempre que aconteça melhor, com mais qualidade e mais excelência, coisa que este ano não, manifestamente, não aconteceu.
Até para o próximo ano no Colos TT 2012
terça-feira, 8 de novembro de 2011
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
2º Passeio Colos TT 2010 - Sociedade Recreativa Colense - Rescaldo
O dia amanheceu chuvoso, a noite tinha sido mal dormida, e já se ouvia chover desde as quatro horas da madrugada, confirmavam-se os piores cenários imaginados dias antes através das visitas às previsões meteorológicas, todas elas anunciavam chuva para a manhã de domingo dia 14, a data do 2º passeio TT Colos 2010.
Depois dos últimos fins-de-semana terem sido de intensa azáfama envolvendo os preparativos no terreno para o passeio, corria-se o risco de o acontecimento ser um fiasco devido ao temporal. O dia anterior, sábado, tinha sido de marcações e colocação de placas indicativas ao longo dos 120Km de percurso que foi escolhido para este ano, e para quem pensa que estas coisas são simples de organizar e pôr em andamento, começo logo por dizer que só nas marcações, éramos quatro pessoas, gastamos três dias, cerca de 10Km de fita e 80 placas de indicação.
Mas voltando ao dia do passeio, os meus receios eram completamente infundados, a afluência de participantes, quer em motos, quer em jipes, foi elevadíssima e para ajudar a chuva parou pelas nove horas da manhã, o nevoeiro que se começou a deixar ver por entre as serras fazia prever a continuação de um belo dia, começava-se a adivinhar um excelente passeio, a marca das 75 inscrições do primeiro passeio rapidamente foi ultrapassada, estava montado o palco para mais um sucesso da Sociedade Recreativa Colense.
A partida teve de ser adiada porque as inscrições não paravam, e ao todo foram 106 inscrições entre motos, quads e jipes, o que revela bem a elevada confiança na nossa capacidade organizativa por parte de todos os participantes, e havia gente dos mais variados sítios, desde as aldeias e lugares mais próximos de Colos, de todo o concelho de Odemira, Ourique, Santiago do Cacém, e ainda participantes de Lisboa e Algarve, este é já um passeio TT de nível alto, que não se limita à presença dos participantes locais.
Dada a partida verifico que a muita chuva afinal não danificou muito o terreno, e as estradas estão óptimas para a pratica do TT, passamos a Relíquias a bom ritmo e rumamos aos montes próximos do alto da Sr.ª das Neves, as primeiras subidas com grau de dificuldade para os jipes começam ai, as motos e quads já galgavam tudo o que ia aparecendo.
No Monte da Estrada primeira paragem para reagrupamento das motos e quads, primeiro descanso para todos, primeiros comentários e primeiras notícias de desistências e avarias, a carrinha vassoura havia de recolher os azarados e as máquinas. Um ponto assente entre todos eram as excelentes marcações que não deixavam ninguém perder-se.
Depois de reagrupar as motos e quads resolvemos não esperar pelos jipes, embora não fazendo descriminação de percurso entre motos e jipes, eles são sempre mais lentos e têm a sua maneira própria de fazer os passeios, a excepção era o Suzuki Samurai cor-de-rosa de tinha um andamento diabólico e conseguia acompanhar as ultimas motos sendo sempre o primeiro jipe a chegar aos pontos de encontro.Continuando o passeio, fizemo-nos aos trilhos no sentido de Odemira, cruzando a Ribeira do Torgal numa zona lindíssima, por entre uma vasta mata selvagem junto à ribeira, com o cerro do castelo a servir de guia, por momentos fez esquecer que estávamos no Alentejo, mas parecendo um passeio nas serras do norte.
Passando os fantásticos troços e trilhos da zona do Pego das Pias, rapidamente chegamos à Ponte do Sol Posto, cruzamos a Estrada Nacional 120, onde o pessoal dos coletes reflectores já cumpria o seu dever, encarregados de controlar o trânsito da estrada e assegurar a todos uma passagem em segurança, descemos por entre uma mata de eucaliptos até avistarmos o Rio Mira, ladeando as margens para depois chegarmos a Odemira, descansar, abastecer homens e máquinas, a primeira parte do percurso estava concluída com sucesso.
Concentrados junto ao cais de Odemira, toda a gente teve a merecida “bucha” e as duas bombas de abastecimento de combustível asseguravam a segunda parte do passeio, a chuva fez questão de aparecer para uma rápida visita, mas o sol era mais forte e até já fazia sentir algum calor. Já o pessoal das motos descansava a valer quando a maioria dos jipes apareceu dando assim por encerrada para todos a primeira parte do percurso, o total reagrupamento estava feito.
Iniciamos a segunda parte sensivelmente pelas 14:00 horas, o percurso até à Nacional 120 era igual, seguindo depois por um estradão à direita que conduzia até à Nacional 263 que atravessamos novamente com a preciosa ajuda do pessoal dos coletes amarelos, e continuamos até à já mítica subida impossível dos Ameixiais para nova paragem, reagrupamento e observar as sucessivas tentativas dos mais bravos e destemidos a tentar escalar com as máquinas de duas rodas a enorme “parede” de terra e rocha, e se no ano passado dois corajosos conseguiram chegar ao topo, este ano a subida fez jus ao nome e foi mesmo impossível. De salientar neste ponto a enorme afluência de espectadores, exteriores ao passeio, que este ano quiseram estar presentes para assistir ao espectáculo da subida este ano, o que revela bem a fama já alcançada pelo passeio TT Colos.
Esta era a ultima paragem antes de efectuar a derradeira tirada até Colos, e os troços escolhidos para esta parte foram os mais rápidos e que melhor andamento proporcionavam aos participantes que gostam de andar mais rápido, logo no inicio cerca de 10Km pelo alto dos montes de uma floresta de eucaliptos, em picadas largas e estradões duplos onde eram possíveis as ultrapassagens rápidas com andamentos loucos.
Cruzamos a estrada municipal junto a Pereiro e seguimos para a Chaiça da Matriz efectuando a passagem da linha do caminho-de-ferro por cima do Túnel do Vale Discas, seguindo até ás Amoreiras-Gare, e depois até Colos para dar o passeio 2010 por encerrado.
Seguiu-se o repasto para todos, canja e feijoada, no salão da Junta de Freguesia, convívio e amizade entre todos, comentários, opiniões e histórias de mais um excelente dia de passeio.
Notas finais para toda a excelente organização, tanto das pessoas da SRC, como das pessoas exteriores à SRC, como é o meu caso, o passeio 2010 foi um sucesso absoluto, estamos todos de parabéns, vai concerteza ser recordado por muitos e bons anos na memória de participantes e organizadores, pela minha parte assim será como já antes foram outros acontecimentos que fazem parte da história de Colos e da SRC, mas que infelizmente caiem em esquecimento na memória curta dos colenses.
Notas finais para toda a excelente organização, tanto das pessoas da SRC, como das pessoas exteriores à SRC, como é o meu caso, o passeio 2010 foi um sucesso absoluto, estamos todos de parabéns, vai concerteza ser recordado por muitos e bons anos na memória de participantes e organizadores, pela minha parte assim será como já antes foram outros acontecimentos que fazem parte da história de Colos e da SRC, mas que infelizmente caiem em esquecimento na memória curta dos colenses.
Para mim, como colense, dá-me uma enorme satisfação pessoal ver a minha terra ser reconhecida e falada pelas boas razões, ser visitada por gente de longe, e conseguir, através da realização deste tipo de eventos, reunir tamanha quantidade de pessoas e veículos em Colos.
Pela minha parte também, pessoalmente, e em nome da SRC, quero agradecer a todos os que, de alguma forma, ajudaram e tornaram possível o passeio 2010: ao João Delgado, André Correia, Pedro Guilherme, António Delgado, Luís Matias, Diniz Baptista, Carla Loução, Ricardo Loução (Boga), Nicole Silva, Raquel, Vânia Fernandes, Miguel Ângelo, Diogo Trinchante (Scott), João Trinchante, CC (Carlos Costa), André “Queijadas”, Ana Penacho (Caracóis), Eliana, Chico “Baliza”, Zé Guerreiro, Marinho, Paulo Martinho (Bigas), Pedro Casca, Filipe Pereira, Nuno Ferreira, Tiago Ferreira, Carlos Ferreira, D. Alcidia, D.Ana Maria Delgado
Um agradecimento especial para a Junta de Freguesia, na pessoa do seu presidente, Sr. Manuel Penedo, pela ajuda e colaboração com a SRC e na cedência da carrinha vassoura.
Para os que nada fizeram e nada ajudaram, nada a dizer, toda a gente sabe quem são, a melhor resposta é o enorme sucesso desta edição.
Nota negativa para a maldade de algumas pessoas e para os que, de alguma forma, tentaram sabotar o passeio, como por exemplo com a colocação de pedras e obstáculos no caminho, com a retirada de placas indicativas ou a sua adulteração com o objectivo de dar falsas indicações, com a retirada das fitas sinalizadoras, etc, a esses quero dizer que a gente encontra-se por ai e que não será através de acções baixas, cobardes e mesquinhas que vão conseguir alguma coisa.
Obrigado a todos e até ao passeio Colos TT 2011
Obrigado a todos e até ao passeio Colos TT 2011
O dia antes, marcações:
O passeio:





quarta-feira, 13 de outubro de 2010
2º Passeio TT Colos - Sociedade Recreativa Colense
Dia 14 de Novembro, pelo segundo ano consecutivo, a Sociedade Recreativa Colense organiza um passeio toro-o-terreno aberto a Motos, Quads e Jipes em geral.
Com inicio pelas nove horas, esperam-nos cerca de 120 kilómetros de pura adrenalina e aventura ente Colos e Odemira, por entre montado, floresta e serra será certamente um dia inesquecível e diferente para todos.
O formato deste ano conta com mais kilómetros, mas o traçado, que foi do agrado de todos, permanece quase idêntico, com paragem a meio, em Odemira, para abastecimento das máquinas dos participantes, com regresso a Colos e passagem pela subida impossível dos Ameixiais.
Com inicio pelas nove horas, esperam-nos cerca de 120 kilómetros de pura adrenalina e aventura ente Colos e Odemira, por entre montado, floresta e serra será certamente um dia inesquecível e diferente para todos.
O formato deste ano conta com mais kilómetros, mas o traçado, que foi do agrado de todos, permanece quase idêntico, com paragem a meio, em Odemira, para abastecimento das máquinas dos participantes, com regresso a Colos e passagem pela subida impossível dos Ameixiais.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Rescaldo do 1º Passeio TT em Colos - Comemorações dos 75 anos da Sociedade Recreativa Colense
O dia começou cinzento, ameaçava chuva, e eu nem dormia havia duas noites, a preocupação apoderou-se de mim e o sono nessas alturas nunca aparece, o dia e grande parte da noite anterior tinham sido para efectuar as últimas marcações dos percursos alternados das motos e dos jipes, afixação de placas, sinalização de caminhos, verificação de outros, muito, mesmo muito trabalho, e que grande escalfa levou a minha velhinha Pick-Up Nissan King-Cab 4X4 por estes dias, fiz cerca de 500 Km entre marcações, verificações e reverificações, afinal tudo tinha de estar na mais perfeita ordem no dia 14, faz parte da tradição organizativa da minha terra, poucas vezes realizamos alguma coisa, mas quando o fazemos sempre é um sucesso reconhecido por todos os que nos visitam.
Continuando: pelas 8:00 horas começaram a aparecer os primeiros participantes, jipes na sua maioria, e eu a pensar, mas onde diabo andam os quads?? Bem, logo depois um grupo de quads fez-se ouvir, seguido de algumas motos de 2 rodas, a coisa começava a compor-se aos poucos, era o primeiro passeio deste género que se organiza aqui e o número de participantes continuava uma incógnita.
Cerca das 8:30 começou a chover com intensidade, eu fiquei maluco......a chuva que eu tanto tinha pedido nas últimas semanas estava a cair justo no dia em que não deveria cair......mas era bem vinda porque a ideia da lama era bem melhor que o pesadelo do pó alentejano. Choveu cerca de 30 minutos, e numa grande extensão do percurso, esta água foi o suficiente para apagar completamente o pó e proporcionar a todos um excelente piso no trilhos a percorrer, a sorte estava do nosso lado.
Com o tempo, até ás 9:00 horas, as inscrições continuavam a bom ritmo, já haviam cerca de 65 inscrições ao todo, entre motos, jipes e quads, o que era muito bom para uma primeira vez, e anda continuavam a chegar participantes de última hora, no fim foram 70 motores a fazer a alvorada para um dia inesquecível.
Arrancamos para a primeira parte do percurso, até ao alto da Senhora das Neves, cerca de 20Km cumpridos a um ritmo diabólico pelos meninos do custume, (eles sabem quem são), mas infelizmente o tempo enevoado não deixou apreciar a fantástica paisagem alentejana, uma pena para as pessoas que vieram de mais longe, até de Lisboa tivemos participantes, mas fica para o próximo ano. O 4X4 apareceram depois, e mesmo assim surpreenderam-me com o bom ritmo imposto pelo carro 001, não havia atrasos no programa, o que era muito bom, tínhamos até um avanço em relação ao programa de cerca de 30 minutos, a malta das duas rodas entreteve-se a subir e descer uma das duas subidas de dificuldade elevada que estavam programadas ao longo do passeio.
Não havendo paisagem para apreciar na Srª das Neves demos a ordem de partida para o próximo ponto de paragem que era no cais de Odemira, junto ao Rio Mira, mais ou menos a meio do percurso e onde se podia abastecer de combustível e onde fizemos o reagrupamento e o petisco da manhã, as condições eram as ideais, estava um parque de estacionamento junto a rio por nossa conta, comida e bebida com fartura, o horário estava a ser cumprido na integra.
Todos com as barrigas cheias e as máquinas abastecidas de ordem demos de novo arranque para a derradeira etapa, faltavam cerca de 55 Km por mais alguns troços selectivos de extrema beleza e onde todos se podiam divertir a pilotar as suas máquinas, lamentavelmente aconteceu aqui o único incidente a lamentar do passeio, ainda dentro de Odemira e logo na partida, ainda em estrada de asfalto, uma Kawasaki de 2 rodas derrapa no piso ainda molhado e atira o seu piloto contra um poste de cimento, como é óbvio foi um acidente invulgar e o piloto não podia mais prosseguir conosco, o passeio foi interrompido de imediato e em menos de 5 minutos duas ambulâncias estavam no local, ainda pensamos mal da vida, mas depois de alguma ponderação e de nos assegurarmos da real condição do ferido, resolvemos continuar, e no fim de contas tudo não passou de um grande susto, o piloto já está em casa a recuperar e aqui o esperamos para a próxima.
Como o caminho onde aconteceu o acidente era estreito as ambulâncias interromperam totalmente o percurso e a solução foi esperar, reagrupamos junto à famosa subida dos Ameixiais, uma "parede" ao estilo da subida impossível, com cerca de 250 metros, para quem quisesse experimentar, coisa que foi ensaiada por alguns bravos do pelotão em 2 rodas, já conhecedores das dificuldades e que nos proporcionaram a todos um grande espectáculo de destreza e coragem, conseguindo apenas dois deles "escalar" a muralha, uma paragem para repetir no próximo ano.
Prosseguimos para a parte final do percurso, agora a paragem seguinte seria já em Colos, completando assim a totalidade do passeio, e esta seria também a etapa mais rápida de todas, cerca de 40km muito ao estilo das bajas, com o melhor piso a pensar essencialmente nos quads, não fosse a escolha e marcação autoria aqui do vosso escriba.
Chegada sem mais problemas para os participantas, sentido de dever cumprido, grande peso removido de cima dos meus ombros, na chegada fiz questão de ir falando com as pessoas, quis ouvir as opiniões, sugestões, etc, só assim se aprende mais para tentar corrigir nos próximos, toda a gente gostou, a opinião era unânime, para um primeiro passeio a organização estava fora de série, acima de quaisqueres expectativas, percurso muito bem marcado (embora eu continue a achar que não, desapareceram muitas marcações e eu não consegui chegar a todo o lado), todos muito satisfeitos, podíamos seguir para o tradicional jantar de convívio que decorreu na maior das normalidades, o meu agradecimento para as cozinheiras e pessoal da cozinha que fizeram um cozido de grão excepcionalmente fantástico.
De salientar que este passeio atravessou 7 estradas asfaltadas, 5 nacionais e 2 camarárias, e em todas havia equipas de quatro elementos devidamente identificados com coletes reflectores, a controlar o trânsito rodoviário, para que as passagens se efectuassem na maior segurança possível, coisa que foi elogiada por todos.
E pronto, deixo algumas fotos, não muitas, este fotógrafo neste dia estava mais virado para a pilotagem e não tinha cabeça para fotografias, deixei essa tarefa entregue ás inúmeras pessoas que assistiram em diversos pontos de percurso, e anda não tenho as fotos todas reunidas.
Bem haja a todos os que participaram, o meu obrigado, voltem sempre e desculpem as maiores, para o ano há mais e melhor!!
Por fim quero endereçar uma palavra de especial agradecimento ao João Delgado, ao André Correia, ao Luís Matias, ao Sílvio Candeias, ao Franklin Loução e ao Ricardo.
Agradeço também à Junta de Freguesia de Colos pelo apoio disponibilizado.
Continuando: pelas 8:00 horas começaram a aparecer os primeiros participantes, jipes na sua maioria, e eu a pensar, mas onde diabo andam os quads?? Bem, logo depois um grupo de quads fez-se ouvir, seguido de algumas motos de 2 rodas, a coisa começava a compor-se aos poucos, era o primeiro passeio deste género que se organiza aqui e o número de participantes continuava uma incógnita.
Cerca das 8:30 começou a chover com intensidade, eu fiquei maluco......a chuva que eu tanto tinha pedido nas últimas semanas estava a cair justo no dia em que não deveria cair......mas era bem vinda porque a ideia da lama era bem melhor que o pesadelo do pó alentejano. Choveu cerca de 30 minutos, e numa grande extensão do percurso, esta água foi o suficiente para apagar completamente o pó e proporcionar a todos um excelente piso no trilhos a percorrer, a sorte estava do nosso lado.
Com o tempo, até ás 9:00 horas, as inscrições continuavam a bom ritmo, já haviam cerca de 65 inscrições ao todo, entre motos, jipes e quads, o que era muito bom para uma primeira vez, e anda continuavam a chegar participantes de última hora, no fim foram 70 motores a fazer a alvorada para um dia inesquecível.
Arrancamos para a primeira parte do percurso, até ao alto da Senhora das Neves, cerca de 20Km cumpridos a um ritmo diabólico pelos meninos do custume, (eles sabem quem são), mas infelizmente o tempo enevoado não deixou apreciar a fantástica paisagem alentejana, uma pena para as pessoas que vieram de mais longe, até de Lisboa tivemos participantes, mas fica para o próximo ano. O 4X4 apareceram depois, e mesmo assim surpreenderam-me com o bom ritmo imposto pelo carro 001, não havia atrasos no programa, o que era muito bom, tínhamos até um avanço em relação ao programa de cerca de 30 minutos, a malta das duas rodas entreteve-se a subir e descer uma das duas subidas de dificuldade elevada que estavam programadas ao longo do passeio.
Não havendo paisagem para apreciar na Srª das Neves demos a ordem de partida para o próximo ponto de paragem que era no cais de Odemira, junto ao Rio Mira, mais ou menos a meio do percurso e onde se podia abastecer de combustível e onde fizemos o reagrupamento e o petisco da manhã, as condições eram as ideais, estava um parque de estacionamento junto a rio por nossa conta, comida e bebida com fartura, o horário estava a ser cumprido na integra.
Todos com as barrigas cheias e as máquinas abastecidas de ordem demos de novo arranque para a derradeira etapa, faltavam cerca de 55 Km por mais alguns troços selectivos de extrema beleza e onde todos se podiam divertir a pilotar as suas máquinas, lamentavelmente aconteceu aqui o único incidente a lamentar do passeio, ainda dentro de Odemira e logo na partida, ainda em estrada de asfalto, uma Kawasaki de 2 rodas derrapa no piso ainda molhado e atira o seu piloto contra um poste de cimento, como é óbvio foi um acidente invulgar e o piloto não podia mais prosseguir conosco, o passeio foi interrompido de imediato e em menos de 5 minutos duas ambulâncias estavam no local, ainda pensamos mal da vida, mas depois de alguma ponderação e de nos assegurarmos da real condição do ferido, resolvemos continuar, e no fim de contas tudo não passou de um grande susto, o piloto já está em casa a recuperar e aqui o esperamos para a próxima.
Como o caminho onde aconteceu o acidente era estreito as ambulâncias interromperam totalmente o percurso e a solução foi esperar, reagrupamos junto à famosa subida dos Ameixiais, uma "parede" ao estilo da subida impossível, com cerca de 250 metros, para quem quisesse experimentar, coisa que foi ensaiada por alguns bravos do pelotão em 2 rodas, já conhecedores das dificuldades e que nos proporcionaram a todos um grande espectáculo de destreza e coragem, conseguindo apenas dois deles "escalar" a muralha, uma paragem para repetir no próximo ano.
Prosseguimos para a parte final do percurso, agora a paragem seguinte seria já em Colos, completando assim a totalidade do passeio, e esta seria também a etapa mais rápida de todas, cerca de 40km muito ao estilo das bajas, com o melhor piso a pensar essencialmente nos quads, não fosse a escolha e marcação autoria aqui do vosso escriba.
Chegada sem mais problemas para os participantas, sentido de dever cumprido, grande peso removido de cima dos meus ombros, na chegada fiz questão de ir falando com as pessoas, quis ouvir as opiniões, sugestões, etc, só assim se aprende mais para tentar corrigir nos próximos, toda a gente gostou, a opinião era unânime, para um primeiro passeio a organização estava fora de série, acima de quaisqueres expectativas, percurso muito bem marcado (embora eu continue a achar que não, desapareceram muitas marcações e eu não consegui chegar a todo o lado), todos muito satisfeitos, podíamos seguir para o tradicional jantar de convívio que decorreu na maior das normalidades, o meu agradecimento para as cozinheiras e pessoal da cozinha que fizeram um cozido de grão excepcionalmente fantástico.
De salientar que este passeio atravessou 7 estradas asfaltadas, 5 nacionais e 2 camarárias, e em todas havia equipas de quatro elementos devidamente identificados com coletes reflectores, a controlar o trânsito rodoviário, para que as passagens se efectuassem na maior segurança possível, coisa que foi elogiada por todos.
E pronto, deixo algumas fotos, não muitas, este fotógrafo neste dia estava mais virado para a pilotagem e não tinha cabeça para fotografias, deixei essa tarefa entregue ás inúmeras pessoas que assistiram em diversos pontos de percurso, e anda não tenho as fotos todas reunidas.
Bem haja a todos os que participaram, o meu obrigado, voltem sempre e desculpem as maiores, para o ano há mais e melhor!!
Por fim quero endereçar uma palavra de especial agradecimento ao João Delgado, ao André Correia, ao Luís Matias, ao Sílvio Candeias, ao Franklin Loução e ao Ricardo.
Agradeço também à Junta de Freguesia de Colos pelo apoio disponibilizado.
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