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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Gerações - Ano lectivo: Inicios da década de 90


Mais uma geração de colenses, alguns já identificados noutra foto escolar, todos eles hoje ai pela casa dos trinta.
Esta fotografia penso que foi tirada na chamada Escola de Baixo, entretanto desactivada, e a professora é a D.Celizia
O ano lectivo é-me desconhecido, calculo, pela idade dos alunos, que se situe por volta da primeira metade dos anos 90
Se reparar-mos melhor a foto foi tirada de inverno, vê-se que estão todos vestidos de inverno e vê-se do lado esquerdo da imagem, ao fundo, um guarda chuva pendurado no cabide, junto aos alunos, por baixo vê-se água no chão, provavelmente da chuva, deviam estar lá fora no intervalo e foram chamados para tirar a foto, nota-se que têm os pés molhados.
Obrigado ao Pedro Guerra pela foto!

Da esquerda para a direita, em cima: Professora Celizia, Luis; Tiago Ferreira; João Paulo Batista; Carlos; Manelinho.
Em baixo, sentados: Rita Zeferino; Fábio Ramos; Diogo; Ana; Jorge; Toi ; Silvia

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Equipa colense de Pesca Desportiva vencedora no campeonato nacional

Realizou-se no dias 22 e 23 de Junho mais uma jornada do campeonato nacional de pesca embarcada ao achigã.
A barragem do Alqueva, o maior lago artificial da Europa e na sua cota máxima, acolheu esta jornada do campeonato.
Muitas foram as equipas presentes, entre elas a equipa da Vila de Colos, Pedro Félix / Paulo Ramos, que na 2ª ronda desta jornada lograram pescar 5 achigãs totalizando um peso de 3,578 Kg e assim sairem vencedores deste 2º dia da jornada dupla.
Abaixo o vídeo completo sobre esta jornada onde entre os minutos 11:50 e 13:20 poderão ver imagens e entrevistas à equipa colense nesta ronda do campeonato:


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Gente de cá - A Oficina de Ferrador do Ti Joaquim Ismael

Mais uma pérola, esta fotografia, tirada provavelmente nos anos 80 do século passado, na oficina de ferrador do Ti Joaquim Ismael (e vou chama-lo assim porque era assim que todos os conheciam e chamavam).
Na imagem podem ver-se o o Ti Zé do Forno segurando a sua burra que está a ser ferrada a uma das patas pelo Ti Joaquim Ismael, atentamente observados pelo Jacinto Guerreiro (também vulgarmente conhecido pelo Rei Coxo)

quinta-feira, 7 de março de 2013

Gente de cá - João Candeias a cavalo nas ruas de Colos


O João Candeias, a subir a Rua 28 de Maio, na Vila de Colos, algo surpreso pela objectiva do improvável fotógrafo

Fotografia por Izhar Perlman, no livro "Odemira Romântica" Abril 2000

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Gente de Cá - Nelson Banza - Cozinheiro

Nelson Banza, cozinheiro de profissão, cozinheiro por vocação.
Este é a nossa personagem de hoje na rubrica "Gente de Cá".

Nascido a 15 de Maio de 1976, em Beja, é o irmão mais novo de três, dois dos quais mulheres.
Nascido no seio de uma família muito humilde, logo após o seu nascimento veio habitar para Colos com os seus pais e irmãs e onde também morava a sua avó materna Dilar, que viria a falecer logo depois, tinha ele 4 anos, todos os seus outros avós já haviam falecido até à data do seu nascimento.
 Em criança e adolescência sempre foi educado de forma exemplar e correcta pelos seus pais e irmãs, segundo ele, e agradeçe a educação e a forma como todos o educaram e tudo o que lhe ensinaram, essa forma de educação teve como fruto o homem que é hoje, bastante educado, honrado respeitado, muito digno e muito orgulhoso com todos aqueles que o souberam educar, não só agradeçe aos seus pais e irmãs, como aos restantes familiares e sem o serem, pois com todos aprendeu e ainda aprende grandes e pequenas lições de vida que lhe foram muitos úteis, que ainda o estão a ser e que para o futuro sempre serão úteis, lições essas de aprender a dialogar de forma correta, de socializar, de conviver, de respeitar, alertar para os demais perigos, enfim, que o lançaram para a vida a que se propôs e a par de alguns dos obstáculos que a própria vida nos proporciona e que nós todos temos que estar preparados para os enfrentar e ultrapassar, serão também as lições que tentará dar aos seus filhos, tal como todos nós.
Completou o ensino primário na Vila de Colos, depois frequentou dois anos na Escola Secundária de Ourique, e como o aproveitamento não estava a ser o melhor, os seus pais decidiram colocá-lo em Beja, no Liceu Nacional Diogo de Gouveia, excelente escola de referência nacional, onde durante a semana ficava numa residência para estudante e vinha a casa aos fins-de-semana e onde tinha todas as condições para estudar da melhor forma possível. Completou em Beja o 9º ano e depois ingressou na vida militar, o que não lhe permitiu estudar mais, por já ter algumas responsabilidades financeiras, não podia já ficar sem ordenado, logo, continuou a sua vida profissional sem estudar e sem horário para tal, terminado o serviço militar obrigatório, decidiu meter um ano de voluntariado à experiência, o qual correu bastante bem, tornou a renovar contrato e ficou como militar durante 9 anos. Por lei, findos os 9 anos, teve que sair da vida militar, mas regressou novamente através de concurso nacional, desta vez como civil, onde permaneçe hoje como funcionário dos Quadros Permanentes do Pessoal Civil do Exército (QPCE) e atualmente já completou o ensino secundário no programa das Novas Oportunidades do Centro Naval de Ensino à Distância.

Actualmente trabalha no Quartel de Campo de Ourique em Lisboa, onde é cozinheiro de 1ª, entrou para os Quadros do Exército em 2004 e foi colocado na Escola do Serviço de Saúde Militar em Campo de Ourique. Aos fins-de-semana tem dois extras (trabalhos), ao Sábado à noite é Barman na Discoteca Alexander’s em Santiago do Cacém e é Chefe de Cozinha e responsável pela brigada de cozinha e copa,  na Quinta das Tílias, também em Santiago do Cacém, onde se realizam inúmeros casamentos e outros eventos festivos.

De momento mantem online também um Blog apaixonado, dedicado à nossa gastronomia, especialmente à Rica e saborosa Gastronomia Alentejana, a que todos convido a visitar, e que pode ser vista aqui: Alentejanamente Comendo
Este seu Blog centra-se principalmente na cozinha tradicional portuguesa. Com maior destaque para a fascinante cozinha regional Alentejana, citando nomeadamente as suas tradições, origens, costumes e história. Pretende também inovar e alterar/enriquecer à sua maneira algumas das receitas tradicionais, oferecendo-lhes um ar mais moderno e inovador mas sempre mantendo os ingredientes tradicionais da região.

Um abraço Nelson e continua!

http://nelson-banza.blogspot.pt/

terça-feira, 5 de julho de 2011

Gente de cá - Carlos Júlio vence Prémio Gazeta de Rádio

É o mais prestigiado prémio existente em Portugal na área da rádio. Anualmente distingue os melhores.
Carlos Júlio é um dos melhores. O Prémio Gazeta Rádio deste ano é dele. O anúncio foi feito dia 4 de Julho no sítio do Clube de Jornalistas:
"O Prémio Gazeta de Rádio foi atribuído a Carlos Júlio, da TSF, pela sua reportagem “A terra a quem a trabalha”, um útil, actual e significativo exercício de recuperação da memória, com base em depoimentos de protagonistas de – sublinha o autor – “um tempo ainda hoje muito polémico na sociedade portuguesa” – a Reforma Agrária."
Deixo aqui a reportagem para quem quiser ouvir, basta clicar a setinha:

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O soldado 60 e a sua mala de cartão


Publicado no Diário do Sul:
Por Maria Vitória Afonso

«A história que vou narrar, sem pretensões de contadora, apenas faz jus aos contadores de histórias da família do “Mal Espigado” a que me orgulho de pertencer.
Analfabetos, mas senhores de uma oralidade que prendia os casuais ouvintes, ainda hoje recordados pela nova geração.
O mancebo, que no título da minha crónica intitulo de soldado, nasceu em Colos em 1907. Filho de pequenos agricultores, não deixava porém de ser um menino mimado, principalmente por parte de sua mãe.
Quando chegou à idade escolar, começou a frequentar a mesma e fez o seu percurso normal com brilho e inteligência. Com 14 anos entrou numa oficina para aprender um ofício, precisamente o de carpinteiro de carros. O seu mestre, cedo lhe reconheceu inteligência e capacidade para a profissão Por lá foi evoluindo até chegar à idade do serviço militar. Em 1927,data em que atingiu os 20 anos foi à inspecção e ficou apurado.
Único filho, adorado pela mãe, transformou-se na suprema preocupação, uma vez que o país atravessava grande instabilidade política devido à recente revolução de 28 de Maio.
Os jornais noticiavam que em Lisboa havia constantemente tiros, revoltas, insurreições.
Acontece que havia em Colos, um militar prestigiado, o tenente coronel aviador Brito Pais Falcão, que com sua irmã era dono da Herdade do Monte Velho.
O tio por afinidade, deste mancebo era um trabalhador rural, pessoa inteligente em que Brito Pais confiava e até encarregado de lhe transmitir as ocorrências na herdade quando ele se afastava par ao estrangeiro ou para Lisboa. E era através de cartas que eles comunicavam.
A mãe do mancebo pediu ao cunhado que intercedesse junto de Brito Pais para que ele o protegesse durante o serviço militar.
Foi então marcada uma reunião de tio e sobrinho com Brito Pais na referida herdade precisamente no luxuoso escritório da residência na herdade. Aprazado o dia, sobrinho e tio dirigem-se ao Monte Velho.
A tranquilidade do fiel empregado contrastava com o nervosismo e a falta de a-vontade do jovem. Muito bem recebidos devido ao prestígio e honestidade do exímio trabalhador, o insigne militar muito amavelmente começou a redigir a carta para o comandante do quartel a que o mancebo fora destinado.
Terminada a carta, esboçou um sorriso, entregou-a ao rapaz e disse talvez um pouco despropositadamente:
“Os rapazes de agora são como verdadeiros anjinhos”:
Os dois agradeceram muito e retiraram-se.
O sobrinho no entanto não gostou nada da frase.
Chegou o dia da partida para a tropa. A mãe, extremosa preparou a mala de cartão com algumas roupas para o filho O que era um luxo nesta progenitora pois quase todos os rapazes, pobres como ele levavam suas roupas dentro dum talego.
Com muito carinho depositou a carta do nosso herói no fundo da mala, pois a recomendação deste prestigiado oficial era para ela uma mais valia.
Dois anos serviu o mancebo cumprindo o tempo devido. Era filho único e desejava muito despachar-se para vir ajudar os pais na agricultura.
Quando estava já de saída veio um oficial do exército ter com ele e disse:
-Sessenta, devido à tua inteligência e comportamento, sugiro-te que fiques para prosseguir carreira pois te apoiarei em tudo.
-Agradeço meu capitão, mas sou filho único e não vou dar a meus pais o desgosto de passarem  o resto dos seus dias com  o filho longe.
Nem assim a carta do insigne aviador saiu da mala de cartão.
Esta história é verídica.
Seus personagens: 
Tenente Coronel Brito Pais Falcão
Meu tio avô José Amador
José Eduardo - o humilde mancebo cuja mãe solicitou a carta que ele por brio não quis utilizar.    
José Eduardo era meu pai, que sempre estimou e admirou o insigne aviador que ele considerava uma excelente pessoa além dum herói nacional.
Brito Pais que tanto arriscou a vida nas suas expedições e que foi um pioneiro da aviação viria a morrer num estúpido acidente quando o seu avião chocou com outro aparelho.
O seu funeral realizou-se no dia 6 de Abril de1935 para o cemitério de Colos e no qual esteve presente Gago Coutinho. Este funeral teve mais de 10000 pessoas incluindo todos os colenses entre os quais o pai e o tio que o choraram sentidamente.»

 Maria Vitória Afonso

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Gerações - Ano lectivo desconhecido

Mais uma geração de colenses, todos eles hoje com idades a rondar, em média, os 30 anos.
Esta fotografia foi tirada no exterior da saudosa, e para sempre, Escola Primária de Colos, edifício neste momento ocupado por outra instituição, infelizmente!


Da esquerda para a direita, de pé: Professora Luisa, ?, Luis, Nuno, ?, Tiago Ferreira, Manuel Matias (Manelinho), Sílvia, Professor Rosendo
Ao meio: ?, Rita Silva, Carlos, Rita Zeferino, Jorge, ?, Sérgio Campos, Paula
Por baixo sentados: Luís Mariani, Fábio, Ana, João Paulo Batista, Marta Catarino, ?, Rita Mestre 

Mais uma vez apelo a todos para que me ajudem a identificar os restantes, assim como o ano da foto.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Gente de cá - Maria Vitória Eduardo Afonso

Muitos vão ser os admirados com este postal que aqui vos deixo hoje, mas não podia deixar de dar a conhecer mais um colense desconhecido, neste caso uma colense.
Maria Vitória Eduardo Afonso, nasceu em Colos na década de quarenta. Feito o ensino básico primário e oficial na terra natal, Colos, frequentou o liceu de Beja e a escola do Magistério da mesma cidade. Exerceu como professora nos distritos de Beja e Setúbal e reside há cerca de trinta anos no concelho do Seixal.
Durante dois anos manteve uma coluna mensal no Jornal do Seixal chamado "Tribuna do Povo".
Essa coluna chamava-se Cantinho Alentejano" e, nela, relatava aspectos etnográficos e sociológicos do seu querido Alentejo.
Actualmente colabora no "Diário do Sul", jornal de Évora, onde aborda a indiossincrasia do povo alentejano do ponto de vista das mentalidades e da sua cultura popular.
Poetisa popular, tem publicado alguns poemas neste jornal, sócia do Circulo Nacional de Arte e Poesia, da A.P.P. (Associação Portuguesa de Poetas) e da Casa do Educador do Seixal, em cujo site é co-redactora.
Tem declamado poemas em algumas rádios, nomeadamente no ex-programa "Momento Poético" na Rádio DigitalFM de Famalicão, e participa actualmente "Poesia y algo más" na Radio Arinfo de Buenos Aires, Argentina.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Novo motard em Colos

O nosso conhecido Celso, resolveu aderir aos "motards", mas a escolha da mota é que poder ser considerada, no mínimo, discutível, mas ao menos pela preservação do veiculo tem todo o mérito.
Há, já me esquecia, o capacete também é do mais original que existe, já não se vêem por ai muitos, preserva isso bem Celso que tens ai uma raridade
Até a buzina é de época......

domingo, 25 de abril de 2010

Gerações

A impotência de hoje paralisa as nossas mãos. Mas saibamos tornar a nossa angústia útil à geração que nos vai substituir. Seremos a pedra com a qual os nossos filhos farão um pilar da casa futura e educação é simplesmente a alma de uma sociedade a passar de uma geração para a outra
No fim de tudo, a humanidade que deveria ter seis mil anos de experiência, recai na infância a cada geração.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Gente de cá - Zé do Forno


Em tempos que já lá vão não existiam padarias em Colos, nem ninguém que viesse de fora vender pão. Eram as próprias famílias que amassavam á medida das necessidades de cada uma, levando de seguida o pão para cozer num dos três fornos existentes na freguesia.
José Pereira, mais conhecido em Colos por Zé do Forno, nasceu em Garvão há 85 anos. Com cerca de 20 anos, veio viver para Colos com os pais e os dois irmãos, à procura de uma vida melhor, depois de em moço ter ajudado o pai, que era moiral, a guardar porcos.
Ao chegarem a Colos, o pai comprou um dos três fornos que coziam o pão na terra, pondo-o a ele, que era o mais velho, a cuidar do negócio. Tudo isto nos anos 40 do século passado.
Trabalhando sozinho, era pau para toda a obra: apanhava lenha «onde a agarrava e a deixavam trazer», acendia o forno, ia buscar os tabuleiros com o pão cru e mais tarde ia entregá-los aos donos com o pão já cozido.
Para que tudo corresse bem, tinha que ir de véspera a casa dos fregueses para saber que é que precisava de cozer no dia seguinte. As pessoas amassavam de noite pois tinham de trabalhar de dia.
O pagamento da cozedura era feito no sistema da “maquia”: o dono do forno, em vez de receber em dinheiro, ficava com um certo número de pães de entre o total da cozedura. Já não se lembra das quantidades exactas, mas a coisa rondava um pão de “maquia” por cada 12 ou 15 pães cozidos. A partir de certa altura mudou o sistema de “maquia”, passando o serviço a ser pago em dinheiro.
Casou com 22/23 anos, mas nunca teve filhos «porque não calhou». A mulher morreu ainda nova, com cerca de cinquenta anos. Como não tem descendentes directos, a casa do forno vai ficar para os sobrinhos.
Deixou de cozer no inicio dos anos oitenta, depois de ter tido que arranjar «um livro de contabilidade para assentar os pães que cozia e o ordenado que tirava» e de lhe terem exigido «condições para continuar a cozer que ele não tinha», tendo decidido por isso «da baixa do forno».
Neste momento, ele e o irmão mais novo, de 79 anos, vivem no Lar da Misericórdia em Colos.Tem uma pensão de 42 contos (210 euros) que serve para pagar o alojamento e ainda lhe dão «algum troco».
Esteve doente há cerca de dez anos atrás. Levaram-no para Odemira e a seguir para Beja e «desde essa altura ficou a viver no Lar», onde «come, dorme, vê televisão e vem até cá fora apanhar sol quando o tempo deixa».
Obrigado Ti Zé, por ter cozido o pão que durante quatro décadas alimentou muitos dos habitantes da Vila de Colos.

Publicado no Jornal  Costa a Costa

segunda-feira, 8 de março de 2010

Gente de cá - André Guerreiro

André Guerreiro, verdadeiro filho da freguesia, a mãe é da Ribeira do Seissal e o pai e o nosso super conhecido Fontainhas, colense de gema.
Multifacetado e irreverente, André Guerreiro enveredou por uma carreira de barman com enorme sucesso, conforme testemunha o video:
É um artista de Colos, pois claro....


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Um Colense na Selecção Europeia da Bass Eurocup

Nos dias 4,5 e 6 de Fevereiro realizou-se na Barragem de Santa Clara a edição 2010 da Bass Eurocup.
A Bass Eurocup é a competição de pesca ao achigã mais importante da Europa.
Realizada anteriormente em Espanha com o nome de Eurobass, a Eurocup põe frente a frente pescadores profissionais americanos e europeus. Em cada barco competem dois pescadores, um europeu e um americano; aquele que conseguir um maior peso ganha um ponto para a sua equipa, vencendo assim aquela que somar a maior pontuação. Esta competição é organizada por Javier Galiana no âmbito do Lisboa Sport Show e Lisboa Boat Show.
O português Pedro Félix, natural e residente em COLOS, campeão de Portugal em 2005, foi o capitão da equipa que era também integrada por Joaquim Moio (campeão de Portugal nos dois últimos anos), António Gonçalves (vencedor do último Encuentro Latino de Bass), José Moreira, José Cruz (campeão da Norbass 2009), Rui Carreira (campeão em 2007 do Encuentro Latino de Bass), Nuno Feijoca e ainda pelos espanhóis José Collado, Eloy Fernández e Fran Pérez, todos bem conhecidos dos aficionados da Península Ibérica.
Por sua vez a equipa americana foi constituída pelos seguintes pescadores profissionais: Greg Gutierrez, que será o capitão, André Moore, Kim Bain (primeira mulher da História Participou Bassmaster que no clássico), Jimmy Mize, Pete Lagoas, Preston Clark, Vince Fulks, Paul Hirosky , Bink Desaro e Bret Gouvea. 

 
  

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Colenses da História - António Brito Paes Falcão


Foi numa manhã de nevoeiro, em Abril de 1924, que António Brito Pães Falcão – juntamente com o eterno companheiro de aventuras, José Manuel Sarmento de Beires – descolou de Vila Nova de Milfontes no seu Breguet. A bordo do “Pátria”, partiu para aquela que foi, na altura, a maior aventura do mundo: ligar Portugal a Macau, no extremo oriente do globo, por via aérea. Afinal, a aventura foi sempre o tónico de António Brito Paes Falcão ao longo da sua vida. Nascido a 15 de Julho de 1884 em Colos, cedo enveredou pela carreira militar, servindo o exército português. Primeiro, em Moçambique e Angola, depois em França e na Flandres, durante a primeira Grande Guerra Mundial.
Romântico inveterado e pioneiro do risco, tirou o brevet de piloto e esteve umbilicalmente ligado aos primeiros passos da aviação militar em Portugal. Em 1922, sem autorização do ministro da Guerra, partiu a bordo do decrépito “Cavaleiro Negro” e tentou um voo directo à Madeira, orientado unicamente por uma bússola, mas o nevoeiro fê-lo cair ao mar, de onde foi resgatado por uma embarcação britânica. Os seus superiores censuraram-no por desobediência e louvaram-no por bravura. Cada vez mais afoito, seguiu-se a viagem até Macau, onde chegou a 20 de Junho 1924. Morreu a 22 de Fevereiro de 1934, da forma mais irónica possível. Depois de ultrapassar e sobreviver às maiores aventuras da época, António Brito Paes Falcão não resistiu a um embate de aviões, provocado por… encandeamento solar. O homem que, contra todos os azares e obstáculos, sobrevivera aos combates da Flandres, que escapara da aventura aérea do voo à  Madeira, que resistira à longa e perigosa viagem a Macau, perecia num estúpido embate de aviões. 
No dia 6 de Abril de 1935, o corpo foi transladado de Lisboa para Colos, em cujo cemitério repousa. À partida do préstimo, esteve presente outra glória da aviação portuguesa: Gago Coutinho. Nesse dia, segundo estimativas do periódico Vida Alentejana, afluíram a Colos mais de 10.000 pessoas, provenientes de todo o distrito. O mesmo semanário (dirigido por Pedro Muralha), chamou então a Brito Paes, em caixa alta, "um herói e um santo", significando a sua coragem física e moral, os seus feitos de armas, o seu pioneirismo aventuroso, a sua nobreza de carácter.
A magnífica epopeia destes dois pioneiros do principio do século não deve ser esquecida, a participação Portuguesa alcançou aqui uma posição de especial relevo. Destacaram-se, então, Brito Paes e Sarmento Beires, que com a sua coragem e dedicação realizaram notáveis feitos em prol da Aeronáutica e da Pátria, os quais melhor apreciaremos se tivermos presente os tempos difíceis que se viviam em Portugal e o limite dos recursos existentes.
 Temos nós, Portugueses, feito justiça a esse grupo de aviadores que iniciaram uma epopeia levando por ar a "CRUZ DE CRISTO" outrora orgulhosamente exibida nas velas que cruzaram os Mares ?

"Habitantes de um País pequeno, pobre e ignorado,
o culto do passado não é um pretexto
para nos envaidecermos com o que já fizemos,
e nos dispensarmos do trabalho de nos levar a fazer
mais alguma coisa…
Receando que nos chamem vaidosos, deixamos
na sombra o que já fizemos e que mais tarde vem
a ser atribuído aos outros…
Assim tem sido sempre, já mesmo no tempo antigo
das nossas descobertas oceânicas,
tão mal apreciadas, lá fora."


Almirante Gago Coutinho