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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Comissão Social Inter-Freguesias

Com a nova reestruturação e reforma administrativa em curso pelo (des)governo da república, foram extintas inúmeras freguesias em Portugal, sendo a maioria incorporadas e anexadas a outras freguesias próximas.
No nosso concelho, Odemira, tudo indica que serão extintas quatro freguesias, a saber: Zambujeira do Mar, Pereiras-Gare, Santa Maria e Bicos, sendo anexadas por inteiro ou parcialmente por outras freguesias vizinhas.
No que a Colos diz respeito, será anexada uma parte da freguesia dos Bicos, sendo a outra parte anexada à freguesia do Vale de Santiago, numa espécie de retorno, modernizado, ao passado quando a freguesia dos bicos era parte integrante da freguesia do Vale de Santiago, e se nas outras freguesias até faz algum sentido o novo mapa administrativo proposto, a freguesia dos Bicos dá a impressão de estar a pagar o preço do extremo isolamento e distância em relação a Odemira, sendo, na minha opinião muito pessoal uma grande injustiça para a população dos Bicos este revés na sua estima e identidade.
Penso mesmo que esta solução para as freguesias do concelho de Odemira não é mais do que uma machadada no interior do concelho, extinguindo as freguesias mais afastadas e interiorizadas, e também muito carenciadas, nos dois extremos do concelho, deixando intactas outras freguesias que podiam muito bem ser também extintas, como a Longueira / Almograve, que podia muito bem ter sido extinta e integrada na freguesia de Milfontes.
Com todas estas movimentações começaram a surgir novas ideias para dinamizar, de alguma forma, as relações entre freguesias, dando origem nos últimos meses ás chamadas "Comissões Sociais Inter-Freguesias", nome pomposo que se espera seja sinónimo de entre ajuda entre freguesias e entre populações para busca do bem comum, das necessidades próprias e do bem estar das populações, espera-se que estas comissões não sejam apenas mais um espaço de lutas politico-partidárias de terceira categoria que apenas interessam aos próprios e que o diálogo entre os diversos intervenientes seja produtivo para as populações em geral, a ver vamos.......

Existem já, segundo a página da Câmara Municipal de Odemira, 6 Comissões deste tipo no concelho:
  • S.Teotónio/Zambujeira do Mar;
  • Sabóia/Pereiras Gare/St.ª Clara-a-Velha/Luzianes Gare;
  • Boavista dos Pinheiros/St.ª Maria/S. Salvador;
  • S. Luís/Relíquias;
  • Vila Nova de Milfontes/Longueira e Almograve;
  • Colos/Bicos/S. Martinho das Amoreiras/Vale Santiago.
Segundo a mesma página da Câmara Municipal de Odemira, estas comissões são «....orgãos plenários de decisão....", e passo a citar:

« As Comissões Sociais Inter-freguesias são órgãos plenários de decisão, pretendendo constituir-se como espaços de reflexão, construção estratégica e alimentação permanente da discussão no seio da Rede Social Municipal. As CSIF’s são constituídas por Presidentes de Junta, organismos públicos, entidades sem fins lucrativos, grupos comunitários organizados representativos de grupos da população e quaisquer pessoas dispostas a contribuir de modo relevante para o desenvolvimento social local.» 

Em relação à nossa freguesia, a comissão criada, abrangendo as ainda freguesias de Colos, Bicos, S. Martinho das Amoreiras e Vale Santiago, já tem um Blog online, para, segundo o que está explicado no próprio Blog:

«... procura-se estabelecer uma maior ligação com as populações das nossas freguesias, de forma a divulgar-se publicamente aquilo que é discutido e decidido nas reuniões, e a facilitar o contributo de  qualquer habitante no sentido de nos enviar ideias, críticas, sugestões. Para isso basta escrever-nos para o endereço electrónico csif6.odemira@gmail.com »

De referir também as entidades habitualmente participantes nesta comissão e suas reuniões que a nós todos diz respeito:

- As quatro freguesias da comissão;
- Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Colos
- Associação Humanitária Dadores de Sangue de Vale de Santiago
- Associação para o Desenvolvimento de Amoreiras-gare
- Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, núcleo do Alentejo (Centro de Convergência);
- Grupo Desportivo e Recreativo de Amoreiras-Gare
- Casa do Povo de S. Martinho das Amoreiras
- Cruz Vermelha de Colos

Mais uma vez Colos a ficar "desfalcada", não percebi bem porque é que a Sociedade Recreativa de Colos (SRC) não esta representada, sendo já dado como integrante o Grupo Desportivo das Amoreiras Gare, espero que os responsáveis pela SRC rectifiquem este ponto e passem também eles a integrar de forma habitual estas reuniões da comissão.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Apresentação do Livro "Contos Alentejanos, Cozendo o Pão, Costurando a Vida" de Maria Vitória Afonso

Decorreu na nossa Vila de Colos, dia 19 de Janeiro, a apresentação do livro "Contos Alentejanos, Cozendo o Pão, Costurando a Vida" da autora colense Maria Vitória Afonso.
Foi com muito prazer e admiração que estive presente neste acontecimento, o qual, infelizmente, não teve a participação e adesão que se desejava por parte dos colenses, talvez por falta de mais divulgação e também por acontecimentos paralelos que desviaram algumas das pessoas que habitualmente estariam presentes. Contudo, é com tristeza que verifico a falta de sensibilidade dos colenses para este tipo de acontecimentos culturais, não reconhecendo de imediato a importância para a divulgação cultural e visibilidade que isto tem para a nossa terra.
É para mim muito confuso ver um livro, e permita-me a autora o atrevimento de dizer que este é um livro principalmente focado sobre Colos, de uma autora natural de Colos, e ter menos assitência na sua apresentação em Colos do que teve noutros locais, por exemplo, na Amora (Seixal), onde como podem ver teve casa cheia.
A apresentação na Vila de Colos decorreu no salão de festas da Junta de Freguesia, pelas 15:00 horas e teve a presença de algumas individualidades do nosso concelho, e muitos amigos e admiradores da autora.
Assim, na cerimónia, que teve como condutora a Profª. Mariana Mareco, estiveram presentes e usaram da palavra o presidente da Câmara Municipal de Odemira, José Alberto Guerreiro, o presidente da Junta de Freguesia de Colos, Manuel Penedo, o cantor Francisco Naia, o Dr. Eduardo Raposo, destacado dirigente do CEDA (Centro de  Estudos Documentais do Alentejo), o presidente da casa do Educador do Seixal, Prof. Tomás Bento, o editor do livro, Fernando Mão de Ferro, para além, claro, da autora que a todos agradeceu, emocionada, as palavras de carinho e admiração pela sua obra e vida literária.
A cerimónia prosseguiu com a intervenção do cantor Francisco Naia, que a todos encantou com a sua magnifica voz a cantar temas do seu ultimo trabalho discográfico, e que por ultimo homenageou a autora cantado, de improviso, dois poemas do seu anterior livro "Contos e Vivências do Sudoeste Alentejano".
Por fim, porque estamos no Alentejo, e como não podia deixar de ser, todos foram brindados com um repasto onde estiveram presentes os mais diversos sabores alentejanos.

Na minha modesta opinião, Maria Vitória Afonso vem com mais esta obra reforçar a qualidade de acérrima defensora e divulgadora da tradição, cultura e saberes tradicionais alentejanos, nomeadamente no que à Vila de Colos diz respeito e à região do Sudoeste Alentejano onde estamos inseridos.
Este livro, que acaba por ser uma continuação, para melhor, da obra anterior da autora, e encerra em si um universo alentejano em vias de extinção e practicamente desconhecido para as novas gerações, que se torna urgente reunir e preservar, e transforma as obras da autora uma referência na divulgação das tradições e vivências da nossa terra, em linha, por exemplo, com o livro de António Machado Guerreiro, "Colos, Alentejo, Elementos Monográficos", editado pela primeira vez nos anos 60 do século passado e reeditado depois, em 1987, pela Câmara Municipal de Odemira, e que continua a ser a principal referência literária e etnográfica sobre a Vila de Colos publicada até aos nossos dias.

O Alentejo é a maior região de Portugal, mas também é a mais pobre, tradicionalmente fomos o celeiro do país, mas hoje com a destruição da agricultura pelos sucessivos governos da República Portuguesa, somos uma terra de quase fome, miséria e desemprego. Económicamente abandonados pelo poder central, despovoados pelas nossas gentes que procuram na emigração para a capital e o estrangeiro a única forma de viver com dignidade, o Alentejo tornou-se num verdadeiro deserto para os próprios Alentejanos, feridos no seu orgulho regional, na sua identidade cultural e na sua dignidade humana. Desde à séculos, com as mais violentas revoltas e ocupações até às mais recentes vagas de emigração, o povo do Alentejo tem uma longa história de sofrimento.
O Baixo Alentejo é, provavelmente, a região mais coesa e homogénia do território do Estado Português, talvez com a excepção do Algarve, e embora próximos, para além da saudável vizinhança, pouco ou nada temos a ver com o Algarve ou com qualquer outra região de Portugal.  Temos uma cultura própria, (na música, dança, arquitectura, literatura, gastronomia, etc.), falamos no nosso quotidiano do dia a dia uma variação própria da língua portuguesa, temos uma mundividência própria, temos problemas próprios e temos sem dúvida uma identidade única.
Contudo, somos e temos orgulho em ser portugueses, contribuímos para a rica diversidade cultural do nosso país.
Mas o Alentejo não é só "paisagem", como já referi antes, queremos que o Alentejo seja uma região desenvolvida e de progresso, e não apenas com um povo hospitaleiro, somos Alentejanos e temos orgulho em sê-lo, amamos a terra onde nascemos e onde nasceram os nossos pais, temos uma identidade muito forte e uma cultura muito própria, que necessita de ser preservada e divulgada como legado ás novas gerações, numa continuidade sustentada para evitar ainda mais a extinção cultural e tradicional que temos vindo a ser alvo nas últimas décadas.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ribeira do Seissal - 16 de Fevereiro - Celebração do Dia dos Namorados

vista sra das neves
Passeio a pé com algumas surpresas desde a Ribeira do Seissal até à Capela da Nossa. Sra. das Neves, na freguesia de Colos em Odemira. A capela está situada no cume de um monte com uma vista magnifica e a caminho poderemos ainda apreciar o Anjo monumental esculpido pela artesã local Esmeralda Sobral. A Senhora das Neves é o único santuário mariano da zona de Colos que ainda é alvo do interesse da população, havendo a 5 de Agosto uma festa com procissão ladeira acima até à capela. Também naquele lugar se encontram vestígios de antigas muralhas defensivas do período islâmico.
Desafiamos os casais mais arrojados a juntarem-se a nós neste passeio com pic-nic e muitas surpresas.
Passeio de meio dia
€ 15 pp**
Gratuito para crianças acompanhadas.
(50% de desconto para os residentes no Concelho

Visita guiada a Colos - Dia 12 de Janeiro - Fotos

 Na sequência da visita guiada à Vila de Colos, promovida pelo Mundomontado, dia 12 de Janeiro, e onde os presentes visitaram a Vila, arredores, a sua Igreja Matriz, os Lagares de Azeite, tanto o antigo e tradicional como a unidade moderna de produção de Azeite, etc....... aqui deixo algumas fotos gentilmente cedidas pela Elise Haton do Mundomontado:

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Visita guiada a Colos - Dia 12 de Janeiro


 Visita guiada de Colos e Oficina de Artes & Ofícios - Tecelagem

No dia 12 de JANEIRO, venha passar um dia diferente na Vila de Colos
Para as amantes de história, convidamos para uma visita guiada ao centro da VILA DE COLOS, no Concelho de Odemira, no Baixo Alentejo.
A fundação do Concelho de Colos remonta ao Século XV, com Foral de D. Manuel I no auge da época dos Descobrimentos portugueses. Povoado fortificado sob a égide da Ordern de Santiago como atesta a espada na fachada da Igreja Matriz. Poderemos visitar também a Igreja de Santa Isabel da 2ª metade do séc. XVI e ainda outros edifícios e ruas cuja toponímia atesta a importância desta localidade na história regional.
Visitaremos ainda, um antigo Lagar com mais de 100 anos e que se encontra desactivado mas, onde poderemos observar todo o mecanismo e faremos uma prova de azeites. Ainda hoje, a Vila dispõe dos mais variados serviços para o visitante incluindo um Mercado Municipal com pastelaria tradicional.

Local: Mercado Municipal de Colos, pelas 10:00 horas
Inscrição: 20,00 euros por pessoa (50% de desconto para residentes no concelho)

Ainda neste dia, partícipe numa OFICINA DE TECELAGEM e ajude a valorizar as Artes & Ofícios tradicionais.
Venha aprender fazendo, nesta oficina guiada por Ana Penedo que gentilmente nos abre as portas do seu atelier. Vai ter oportunidade de contactar com esta técnica milenar e aprender o que é a urdideira, a montar as guias do tear e a medir a teia. Incluí a oferta de um tradicional tapete de trapos realizado durante a oficina.

Local: Mercado Municipal de Colos, pelas 14:00 horas
Inscrição: 25,00 euros por pessoa  
 * Nota: necessária reserva obrigatória e sujeito a Nº mínimo de participantes

WEB: www.mundomontado.com
EMAIL: booking@mundomontado.com
TEL: 286 516 788
         933 195 567
         917 538 106