terça-feira, 11 de março de 2014

Cozinha Alentejana passa também por Colos

Já antes aqui tinha feito referência a Nelson Banza e ao seu Blog  Alentejanamente Comendo.
O Nelson tem 37 anos, é natural de Colos e é destaque na edição desta semana do Diário do Alentejo

 Nasceu em Beja, filho de naturais de Entradas, cresceu em Colos e vive em Santiago do Cacém. É um alentejano dos quatro costados e, enquanto profissional da cozinha, interessam-lhe particularmente as “tradições, origens, costumes e história” da gastronomia da região, que partilha com os leitores no blogue “Alentejanamente Comendo”. Um espaço onde também sugere inovações, mas sempre fiel aos ingredientes originais, sem os quais, defende, as receitas tradicionais perdem a sua identidade.

Entrou para a cozinha pela porta do exército e descobriu uma vocação. Hoje é profissional da área, ao serviço da Escola do Serviço de Saúde Militar (ESSM), em Lisboa, e como chefe na Quinta das Tílias, em Santiago do Cacém, e mantém o blogue “Alentejanamente Comendo”, onde divulga as raízes históricas dos comeres da região.   

Foi no Exército que descobriu que queria ser cozinheiro. Como foi esse processo de descoberta? 
Não tinha ainda bem definido o que queria seguir profissionalmente e então, aos 18 anos, decidi ingressar como voluntário para o exército. Uma vez lá dentro, comecei a explorar as várias portas que poderia abrir para a minha carreira profissional. E a que mais me despertou a atenção foi a cozinha; sempre tive um fraquinho e um fascínio pela cozinha. Pedi para fazer um curso de cozinha, e ao fim de duas semanas estava a caminho da Escola Prática de Administração Militar, na Póvoa de Varzim. Ainda na tropa, deram-me um estágio de três meses num hotel de 4* em Santarém, a respetiva carteira profissional de cozinheiro e depois fui para a Messe de Oficiais em Caxias. 
Onde está a grande diferença entre cozinhar no meio militar e no civil?
Está na diversidade das ementas, no racionamento dos géneros e sobretudo na linha que temos que seguir quando elaboramos um determinado prato. Não po}demos inventar muito nem fugir muito, temos que fazer mesmo aquilo que está na ementa com os géneros que nos dão. Tudo se torna muito repetitivo, as ementas rodam e os pratos são sempre os mesmos. Ao contrário, no meio civil, podemos dar asas à criatividade sem pedirmos autorizações. 
Quando e com que propósito surgiu o blogue “Alentejanamente Comendo”? 
Surgiu em 2012 com o propósito de promover, divulgar e partilhar a nossa rica cozinha alentejana que, sem dúvida, é um dos grandes potenciais valores da região. 
É um investigador das origens e da história da cozinha alentejana. Que contributos ficaram dos vários povos que por cá estiveram? 
É muito importante “desenterrar” da história as origens desta tão fascinante cozinha; é muito importante dar a conhecer a todos, sobretudo aos mais novos, as raízes da cozinha alentejana, a grande influência dos muçulmanos. Por exemplo, saber a história da tão afamada sopa de beldroegas, da nossa açorda alentejana, da sopa de tomate, entre tantas outras deixadas pelos árabes; saber como era a nossa cozinha na época da expansão; e também como era vista a cozinha durante o Império Romano. Tudo isto é importante e não se deve perder – o Alentejo é um herdeiro afortunado da prestigiada influência árabe. 
É possível modernizar o nosso modo tradicional de comer sem lhe retirar identidade? 
Sim, é possível modernizar o nosso modo tradicional de comer sem lhe retirar a tradição. Ainda hoje existem lugares onde se cozinha conforme a tradição e a receita árabe. Lembro-me, por exemplo, do ensopado de borrego feito ao sabor das brasas e com os ingredientes idênticos aos da época. Atualmente não é muito usual, mas podemos continuar a fazer uma boa sopa de feijão frade no nosso fogão a gás mantendo o método tradicional! É possível usar os nossos produtos tradicionais com as nossas receitas regionais dando-lhes um ar mais moderno e inovador, sem ‑lhes retirar a identidade. Quando se alteram os ingredientes de uma receita tradicional, então esta deixa de ser uma receita tradicional! Podemos alterar o método de confeção mas não a receita.
Carla Ferreira (Diário do Alentejo)

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Sociedade Recreativa Colense - Plano de Actividades para o ano 2014

A Sociedade Recreativa Colense (SRC) apresentou o seu plano de actividades para o ano de 2014.
Contrariando os anos anteriores onde a anarquia imperou e não havia, de todo, um plano de actividades conhecido, a nova direcção, na linha que tem pautado o seu mandato até agora, com organização e competência, apresenta um plano de actividades ambicioso, apresentando actividades diversas, tentado agradar e ir ao encontro de todos os seus associados.
Assim, desde Janeiro a Dezembro de 2014, a SRC propõe-se a por em prática actividades que vão deste torneios de cartas, bilhar e matraquilhos, passando por um Track Day de motos, atletismo, tiro ao alvo, futebol de 5, airsoft, concurso de fotografia, jogos tradicionais, passei TT, etc... não esquecendo a Feira de S. João em Junho, ponto alto do ano em Colos e encontro de todos os Colenses, onde a SRC tem intenção de se fazer representar a um alto nível.

Abaixo apresento o plano de actividades completo divididos pelos doze meses do ano:

sábado, 11 de janeiro de 2014

Sociedade Receativa Colense convoca Assembleia Geral para apresentação de Relatório e Contas relativo ao ano de 2013

A Sociedade Recreativa Colense convocou para o próximo dia 18 de Janeiro de 2014 uma Assembleia Geral para apresentação ao sócios do Relatório o Contas do ano de 2013 relativo aos período de entre a sua tomada de possa em meados de Jinho de 2013 até ao findar do ano 2013.
Na ordem de trabalhos estará a Discussão do Relatório e Contas e assuntos diversos relacionados com a vida da colectividade.
Pede-se a todos os sócios a comparência mostrando assim a o seu interesse pelo momento actual e actividades da nossa colectividade.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Relatorio e Contas 2013 - SRC - Sociedade Recreatva Colense

A Sociedade Recreativa Colense apresentou aos seus associados o relatório e contas relativo ao exercício do ano 2013 desde a tomda de posse pelos actuais corpos gerentes.
Período entre 22/05/2013 e 31/12/2013
Podem consultar e ler o relatório na integra aqui:

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Passeio SRC Colos TT Jipes 2013 - Rescaldo

Pode-se dizer que o passeio SRC Colos TT para Jipes edição 2013 foi um sucesso. Apesar do número reduzido de participantes, cerca de 10 jipes, a organização da Sociedade Recreativa Colense (SRC) foi excelente e o desenrolar do passeio foi muito agradável, com paisagens magnificas e níveis de dificuldade para os gostos de todos os participantes, quase sempre com percursos alternativos para os menos "afoitos" a estas lides.
Com a concentração no Largo da Sociedade logo pela manhã, e com as inscrições efectuadas, a caravana de jipes seguiu para o Barranquinho, e dai para o emaranhado de caminhos florestais da serra da Lagariça, onde as constantes subidas e descidas faziam a delicia dos aficionados do TT lúdico e recreacional.
Desde o alto do Moinho da Serra, onde a vista sobre o branco do casario da Vila de Colos contrasta com o horizonte, até aos barrancos mais baixos da serra onde ainda se encontrava alguma lama, subindo novamente até ao Moinho dos Cebolas para novamente apreciar a deslumbrante paisagem, os participantes desceram então a serra com as ruínas do Moinho da Arrabaça do lado esquerdo, encaminhando-se para a Herdade da Corte onde os esperava as maiores dificuldades em termos de percurso, com obstáculos naturais de níveis elevados e de dificuldade para todos, independentemente do jipe de cada um.
Foi o local onde se juntou mais expectadores para ver passar a caravana a transpor as enormes crateras naturais originadas pelas chuvadas de outros anos.
O caminho era uma antiga estrada, agora desactivada e sem passagem, logo muito degradada pelo tempo e pelas torrentes de água.
Todos os participantes, com menor ou maior dificuldade lá conseguiram passar estes obstáculos com aplausos do público presente.
Logo de seguida paragem para um repasto pois o passeio ia sensivelmente a meio e as barrigas já "davam horas".
Seguiu-se depois o caminho pelo Vale Rodrigues, passando pelo Cai Logo, Barragem da Afincerna e subida para o Moinho dos Bogalhos (Este passeio quase se podia chamar "rota dos moinhos", pois visitamos e avistamos quatro dos mais emblemáticos da Freguesia), rumando então ao Alto da Senhora das Neves, sitio também muito emblemático e de paragem obrigatória em qualquer passeio TT da Freguesia de Colos.
Nas imediações do Santuário das Neves os participantes puderam testar as suas máquinas numa íngreme e comprida subida em que alguns apenas conseguiam completar depois de várias tentativas.
Segui-se o regresso à Vila de Colos para o merecido repasto composto de canja e feijoada, que estava óptima por sinal!
Com mais esta dinâmica iniciativa organizativa a SRC e os seus corpos gerentes, e com a ajuda voluntária e desinteressada de alguns sócios, mostraram mais uma vez que se podem fazer muitas e diversas actividades abrangendo um grande número de gostos e vontades, atraindo à nossa terra gente de fora e dando a conhecer os nossos costumes, tradições e a nossa forma muito particular de estar na vida.
Seguem-se algumas das muitas e mais diversas fotografias que o vosso escriba teve o prazer de sacar neste dia muito agradável:
Em nome da SRC e em meu nome individual os nossos agradecimentos a quem compareceu a este passeio, e que para o próximo ano compareçam os mesmos e muito mais, temos muito para oferecer.
Bem haja a todos e até ao próximo passeio TT 2014!