terça-feira, 25 de junho de 2013

Feira de S.João Colos 2013 – Rescaldo

Esta quase passado mais um Junho e mais uma Feira de S.João, edição 2013 no novo formato misto.
Não haverá muito a dizer sobre a edição deste ano, na verdade não houve nenhuma novidade digna de registo, e só isso já é mau o bastante, mas para pior antes assim porque até houve evolução, na continuidade, é certo, mas evolução é sempre evolução.

Podia realmente fazer este postal com um sentido critico e certamente haverá sempre coisas a criticar, dizer mal é simples, fazer, realizar, tornar possível,  é mais complicado, o problema, quanto a mim é fazer bem feito, de forma a evitar a maior quantidade de erros possíveis, atraindo público e visitantes com variedades e diversões, actividades e coisas novas, e na realidade isso não aconteceu, novamente, ao que tudo indica a Associação Colos XXI, que é a entidade que tomou as rédeas da organização do evento, apoiada e apoiando-se na Junta de Freguesia de Colos, voltou a descurar a parte recreativa/musical, e no que a variedades diz respeito a feira voltou a ser muito pobre para um acontecimento que, ao ser recente neste formato, quer-se a crescer saudável e sustentada.
A Feira esteve muito igual ás anteriores edições, para melhor, tenho de admitir, maior organização, por exemplo, ao nível dos bares, diferentes no seu formato, para melhor, com a construção, por parte da Junta de Freguesia, que mais uma vez forneceu toda a logística, de um telheiro igual de ponta a ponta, com todos os bares iguais no seu formato e tamanho e cobertos igualmente de ponta a ponta com rede de sombra, evitando assim a confusão do ano passado, com o pessoal dos diversos bares a estender e colocar o que tinham à mão para evitar o terrível sol e calor de S.João, mais parecendo a feira dos tendeiros que outra coisa.
O calor, registe-se, que sempre faz a habitual visita por ocasião da feira, ainda me recordo das edições na saudosa Eira da Lagoa, onde até o alcatrão da estrada derretia no dia da feira, outros tempos, outras histórias….
O formato este ano já incorporava o facto de a Feira ter sido passada para o ultimo final de semana de Junho, na minha opinião muito bem, ignorando o dia de S.João que este ano calhava a uma Segunda-Feira.
Assim a feira, com 3 dias oficiais, passa a realizar-se sempre num final de semana, seguindo assim a tendência crescente das feiras e festas vizinhas que há muito começaram a escolher os finais de semana para realizarem os eventos, e mesmo que na pratica tenham sido apenas dois dias de feira, pois a Sexta Feira foi ainda preenchido quase na integra para montagem e organização dos diferentes bares e pavilhões, o que importava mesmo era o Sábado e Domingo.
Começando pelos bares, e como já referi, estavam francamente melhores e mais bem elaborados, com balcões desmontáveis fornecidos pela marca de cerveja da Feira, a Sagres. Sem dúvida uma grande evolução em relação ás anteriores edições e que dava um aspecto mais certinho e profissional a cada bar, formando uma linha recta de ponta a ponta, com estrados também, entre os diferentes bares e que este ano eram cinco distribuídos por diferentes organizações, clubes e até um café local. Assim, tínhamos a Sociedade Recreativa Colense, O Café Restaurante o Periquito, o Clube de caçadores “Os Fixes” de Colos, a Cruz Vermelha e a Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Colos.
A comida este ano foi colocada em plano de destaque, talvez pelo embaraço que foi as anteriores edições onde a comida foi deixada para segundo plano dando primazia ás cervejas. Este ano foi “à fartazana”, como dizemos aqui pelo meu Alentejo. Desde os petiscos, como a orelha de porco assada com coentros, cachola frita com azeite salsa, mistas na telha , frangos assados, tostas, etc….. havia de tudo um pouco para todos os gostos, e até houve bares que faziam questão de vez em quando oferecer um prato com alguma coisa para puxar o cliente pela cerveja…..no Alentejo é assim, em Colos ainda melhor.
Em relação ás bebidas, também houve uma melhoria, para além da já eterna e tradicional cerveja, todos os bares tinham bebidas não alcoólicas à disposição dos visitantes, podendo-se pedir o Sprite ou a Cola entre os (poucos) que não bebiam álcool (eu próprio incluído), e claro muita água porque o calor apertava.
A tenda da exposição e venda de produtos regionais e artesanato, este ano ainda maior (tem vindo a crescer todos os anos), também estava bem composta, havendo apenas dois módulos vazios. Aqui havia um pouco de tudo, desde artesanato até produtos regionais, enchidos, presuntos,etc… tudo se podia apreciar e até comprar.
De destacar o pavilhão da Sociedade Recreativa Colense, que exibia uma parte do seu espólio, mostrando um pouco de todas as actividades desenvolvidas e apoiadas ao longo dos anos por esta colectividade quase centenária. Assim podíamos ver fotos de diferentes equipas de futebol através dos tempos, um manequim exibindo um equipamento actual da equipa de futebol, um livro de balancetes de contabilidade dos anos 50 do século passado, passando por fotos dos sócios fundadores, equipas de ciclismo em 1958, diplomas e alguns troféus conquistados ao longo de muitos anos de apoio e desenvolvimento do desporto na nossa terra.
A parte dedicada aos animais continuou a ser igual ás anteriores edições, sem nada de novo a assinalar, sem novidades e, pelo que pude constatar, com pouca afluência de público, embora seja sempre engraçado, bonito e curioso ver exposto as diversas cabras, ovelhas, vacas, bois, cavalos, bodes e porcos pretos da região.
Um restaurante da Escola Profissional de Odemira marcou presença, assim como uma versão mais fina para quem queria comer mais requintadamente e sem tanta confusão, mas foi um fiasco, contam-se pelos dedos de uma mão as refeições servidas ao longo dos três dias de feira, provando-se assim que o público que frequenta e visita este tipo de acontecimentos prefere nitidamente a confusão dos bares e tasquinhas ao requinte de um restaurante.
Ocuparam um espaço privilegiado que poderia ter sido utilizado para outra qualquer outra coisa ou actividade.
E chegamos à parte que eu mais critico, as variedades: Segundo a organização, e passo a citar: “esta é uma feira rural, não é um festival de música e não se deve perder a ruralidade da feira”, ora na minha modesta opinião uma coisa nada tem a ver com a outra, e nem mesmo outro exemplo dado por um membro da organização, que por exemplo a Ovibeja se transformou na Ovicopos, para mim serve de exemplo a nada, dado que este formato, e o anterior também, da feira de S.João, sempre foi muito dado à copofonia, e o pessoal que frequenta, visita e permanece neste tipo de feiras, dando a animação e colorido à festa, são os que gostam de beber as suas cervejitas.
Na noite de sexta feira, e depois de se saltar a fogueira de S.João, a banda 21st Century, uma banda de rock local, de miúdos, fez o que pode para animar a malta, e tocaram cerca de hora e meia, entretendo tudo e todos com temas originais e algumas covers de bandas nacionais conhecidas, mas a partir dai nada mais, a seguir o acordeonista contratado, um tal de Paulo das Vacas e Mário Neves não mais conseguiram “fazer mexer” ninguém e rapidamente o recinto ficou deserto, para além disso demonstrou arrogância e má educação.
Eu francamente não percebo como se pode contratar um acordeonista para tocar a seguir a uma banda de rock, como se isso fosse uma coisa normal e segurasse o público, a única explicação que encontro será o nome do artista (Paulo das Vacas), que assim mantém a ruralidade da feira, até no nome do artista.
O segundo dia, sábado, foi diferente, na tarde quente com o palco virado ao sol o Grupo Musical Amoreirense lá fez o sacrifício de cantar umas modas alentejanas na torreira do calor e os Saramagos de Garvão igual, é um pesadelo e uma tortura o palco ser colocado daquela forma para ser utilizado durante o dia com o sol de frente. Tem de se pensar em mudar o palco para outro lugar se quiserem continuar a exibir espectáculos musicais pelas tardes da feira.
Os Trio Odemira, grande atracção da feira deste ano, continuam a viver no imaginário de todas aquelas pessoas na faixa etária para lá dos cinquenta, e realmente foi uma enchente de público para ver os veneráveis senhores artistas a cantarem os maiores êxitos da longa carreira composto com uma pitadinha de humor dado que ainda contavam anedotas nos intervalos entre canções. Hilariante!!
Novamente igual, acabam os Trio Odemira e todo aquele mar de gente desaparece sem deixar rasto, neste caso rasto de consumirem algo nos diversos bares, nada, nicles, zero…… e novamente colocam uma acordeonista em palco para dar inicio a um baile que ainda foi mais paupérrimo que na noite anterior, horrível e decadente. Para fechar a noite, e reparem bem nisto, a organização contrata um DJ para martelar os ouvidos ao pessoal fora de horas, é de um extremo ao outro esta organização.
Na minha modesta opinião, e aqui em Colos quem tem opinião costuma ser colocado de parte, não é incompatível ter uma feira, “rural”, como a organização tanto quer, e fazer espectáculos musicais dignos desse nome, com bandas a sério e que façam nome e arrastem as pessoas até à Feira, que consumam cervejas e comida, e que dêem animação e colorido á feira, será sempre uma mais valia. Com o mesmo cache que os Trio Odemira levaram por este espectáculo em Colos existem diversas e inúmeras outras bandas e artistas que trazem um outro tipo de publico á feira. Ao menos público que fique mais um pouco depois do espectáculo acabar.
Mais uma vez o vou repetir, nada tenho contra os Trio Odemira, e até acompanhei o espectáculo dos veneráveis senhores com atenção, mas num evento de 3 dias, é natural que exista espaço para uma noite mais jovem, afinal o futuro são os jovens, o futuro da Feira de S.João são os jovens de hoje, nós todos amanhã seremos uns sacanas de uns velhos ao pé deles e ainda nos irão odiar porque neste tempo não tiveram as noites jovens na Feira de S.João.
O Domingo despertou quente, demasiado quente, o último dia da feira iniciava com o Passeio de Cavalos, mas novamente algo não corria bem, repetiu-se o erro do ano passado, um passeio de cavalos com início marcado para as 9:00 horas não pode ser atrasado daquela forma e apenas começar já perto das 12.00 horas, é inconcebível e o calor já se fazia sentir de forma abrasadora para cavaleiros e cavalos.
Como se isto não chegasse, ao que tudo indica, e eu nem conheço o programa próprio do passeio, nos sítios onde pararam para comer e beber alguma coisa deixaram algum lixo espalhado, penso que fica um bocado mal, irem para as herdades dos outros, sem avisarem os donos, passearem a cavalo, com o apoio da Junta de Freguesia, com carro de apoio e tudo o resto e no fim ainda deixarem rasto de lixo......fica um bocado mal.
O dia continuou sem grandes novidades, muito calor, apetecia estar sentado e pouco mais, esperou-se pelo sim da tarde e novamente debaixo de um enorme calor com o sol de frente lá subiram ao palco o agrupamento musical Violas Campaniças da Corte Malhão para apanharem mais um escaldão.
Mas o pior estava para vir no fim, a Tourada Alentejana correu mal, registando-se um ferido grave, tendo tido de ser evacuado de Helicóptero. Ora este tipo de espectáculos taurinos, habituais por esse Alentejo fora, na minha opinião são completamente desnecessários em festas deste tipo, ao final do dia, quando já está tudo alcoolizado. É certo que só para lá vai quem quer, mas se não tivesse lugar este tipo de espectáculos os acidentes não aconteciam e a festa não tinha acabado estragada.
Uma chamada de atenção aqui para um bando de desordeiros organizados vindos dos lados norte da Freguesia com o intuito de armar confusão, situação que já se verificou mais vezes e sempre com os mesmos intervenientes.
Estes indivíduos, depois do trágico e lamentável acontecimento, trataram de armar a maior desordem e lançar o pânico entre as pessoas já de si chocadas e assustadas com o que se tinha passado anteriormente.
Faltaram ao respeito ás autoridades e provavelmente o melhor calmante para este tipo de gente seria uma noite no calabouço.
Para que se perceba, segundo estas pessoas, na próxima edição da feira, a organização terá de ter em permanência, obrigatóriamente, uma ambulância do INEM com suporte de vida, uma VMER com médico e enfermeiro, um hospital de campanha equipado com sala de cirurgia e um helicóptero de prevenção para qualquer emergência que possa, lamentavelmente, surgir.

Deixando a palhaçada e resumindo, a edição 2013 da Feira de S.João em Colos teve de facto evoluções, mas continuaram algumas coisas, simples, por resolver ou colmatar:
O problema das casas de banho por exemplo, como é possível que apenas exista uma casa de banho pública para um evento desta dimensão e com esta afluência de público? É uma vergonha. Será que a organização sabe que existem alternativas, por exemplo, contentores casa de banho, grandes e com muito espaço, e que podia ficar concentrada apenas num local. Ou então diversas casas de banho portáteis que poderiam ficar espalhadas por todo o recinto da feira, são duas alternativas válidas e melhores do que a existente.
Outro problema são os balneários públicos, porque existe muitas pessoas, feirantes e expositores, que ficam aqui os 3 dias da feira e necessitam de um espaço para poderem tomar seu banho e trocar de roupa, e este até é um dos problemas mais simples de resolver porque os balneários já existentes junto ao recinto da feira poderiam bem ser reactivados para esse serviço público.
Para fechar o postal vou falar do tema dos bares de novo, e gostava de perguntar aos senhores da organização se, por acaso, hipoteticamente, todos os cafés de Colos quisessem um bar na feira? Ou todos os clubes da Freguesia? Ou outro tipo de casas comerciais? Ou pessoas individuais? Qual é o critério para a atribuição das bares na Feira?
Uma coisa, por exemplo, é ter a Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Colos, que tinha o seu bar, a pagar para ter dos trampolins e um insuflável para que a criançada pudesse brincar e saltar os dias inteiros, e para isso pagar, e pagar bem pela instalação dessas diversões, e outra coisa é ter o resto dos bares apenas a facturar sem muito mais despesas e sem fazerem nada pela feira ou para a feira.
Penso que será uma das grandes questões para a edição 2014, o critério de atribuição dos bares da feira. A questão será dar e receber, o tempo das borlas tem de passar, a organização tem de pensar em formas de ganhar dinheiro ou então formas de animar a feira durante os períodos mortos. Não sei como vai ser para o próximo ano, mas creio que esta questão da atribuição dos bares e o seu critério, e a parte musical, será fundamental para o sucesso da próxima edição.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Gente de cá - A Oficina de Ferrador do Ti Joaquim Ismael

Mais uma pérola, esta fotografia, tirada provavelmente nos anos 80 do século passado, na oficina de ferrador do Ti Joaquim Ismael (e vou chama-lo assim porque era assim que todos os conheciam e chamavam).
Na imagem podem ver-se o o Ti Zé do Forno segurando a sua burra que está a ser ferrada a uma das patas pelo Ti Joaquim Ismael, atentamente observados pelo Jacinto Guerreiro (também vulgarmente conhecido pelo Rei Coxo)

terça-feira, 18 de junho de 2013

Exposição " A Vaca Garvonesa" também na Feira de S.João 2013 em Colos


Alentejo é power!
Finalmente foi possivel o entendimento com a organização da Feira de S.João 2013 e a exposição fotográfica " A Vaca Garvonesa", da autoria do fotógrafo e meu amigo Ricardo Guerreiro, vai estar presente em Colos no decorrer da Feira de S. João 2013, nos dias 21, 22 e 23 de Junho.
A não perder!!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Premonição


Aldous Huxley escreveu isto na primeira metade do século XX, foi uma premonição que, infelizmente se revelou muito acertada.
É fácil perceber que estamos caminhando para o caos total.
Estamos a beira do precipício moral e vemos tudo girar em torno do dinheiro, do poder e da inveja.
A nossa sociedade está cada vez mais cada um por si, é o salve-se quem poder, está cega e principalmente muda diante dos problemas que ela mesma criou, com seu consumismo desenfreado, cada um a lutar para ter sempre mais do que precisa realmente ter, para querer parecer sempre acima de tudo e de todos.
Ilusão!
Não notamos, mas as nossas crianças terão um futuro perverso, elas poderão vir a ter de enfrentar uma verdadeira guerra urbana de classes, o rico e o pobre lutando para ter mais espaço, para ter mais dinheiro e poder.
Vemos acontecer isso todos os dias, basta olhar qualquer jornal uma vez por semana para ver adolescentes, jovens, crianças, matando ou morrendo por um telemóvel, por um par de ténis da marca ou por alguns míseros euros, é verdade, e não podemos fechar os olhos para isso, o nosso futuro caminha para esse destino, a vida não vale nada, e até podes ter tudo pela frente, mas estás em contagem decrescente.
E os únicos culpados disto somos nós, exactamente, nós todos, porque insistimos em colocar sempre a mesma escumalha no poder, políticos corruptos e agarrados ao poder como lapas, ou saltitando de município em município, passando entretanto por empresas públicas ou privadas, pelo futebol, numa promiscuidade sem limites, roubando o povo descaradamente em nome de interesses internacionais mais ou menos obscuros.
Quem diz não ter sonhos mente, faz-se tudo para ganhar, mas por vezes perde-se, a vida é uma ilusão. A única coisa certa é o morrer!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Diferenças que fazem a diferença

Feira de S. João em Colos - Divulgação na Agenda Cultural de Odemira

A Câmara Municipal de Odemira (CMO) publica e distribui, todos os meses, um pequeno livrinho intitulado "Odemira em Agenda" onde pretende efectuar a divulgação de todos os acontecimentos culturais, desportivos e recreativos do concelho de Odemira.
Propriedade da CMO, este pequeno livro é de extrema importância num concelho grande e diversificado como é o nosso, onde existem disparidades e desigualdades entre litoral e interior, é mais uma forma tentada de aproximar as pessoas e dar-lhes a conhecer novas alternativas para os fins de semana e tempos livres.
Não sei qual o critério utilizado na publicação das diversas noticias, nem qual a linha editorial seguida pelos autores da referida agenda, mas existe, na minha opinião, um tratamento diferenciado entre diversas noticias e acontecimentos publicados.
Um qualquer acontecimento ser noticiado e descrito sumariamente, e fazer parte da cronologia normal apresentada na agenda é certamente diferente e tem muito menos impacto para quem lê, do que outro acontecimento que tem honras de "página cheia".
Não sei se é realmente tratamento diferenciado ou preferencial por parte de quem tem a responsabilidade editorial, ou se realmente são algumas das diversas organizações que efectuam as actividades que sabem divulgar as coisas e têm um tipo de comunicação e imagem diferentes dos restantes.
Não sei, sei sim que existem diferenças para quem folheia a agenda deparar-se, por exemplo, no mês de Maio, com uma página cheia com o cartaz das Festas das Amoreiras, e no mês de Junho ao folhear a agenda reparar que a única informação e divulgação acerca da Feira de S.João em Colos se resume a um titulo e três linhas, remetendo no final para o site da CMO se quiserem saber o programa completo.
Devo dizer que fiz isso, fui ao site da CMO, e procurei o programa completo da Feira de S.João em Colos, e constato que, ou eu não sei consultar o site da CMO, ou o referido programa está bem escondido.
O mais provável é que ainda nem deve existir, até hoje, programa oficial, pois acredito que nem mesmo a organização da Feira de Colos saiba ainda qual o programa completo.
A Associação Colos XXI, a tal que quer tratar do desenvolvimento de Colos, começa a ter vários problemas nitidamente visíveis, um dos quais será um problema de falta de imagem e marketing, outro de falta de comunicação, e no que à feira diz respeito, e ainda sem saber o programa oficial, terão um problema de falta de sensibilidade para o que realmente pode fazer movimentar e dinamizar o acontecimento, agradando a todos os públicos e a todas as faixas etárias, trazendo assim mais pessoas à Feira e por conseguinte a Colos..
Não será certamente apenas com o Trio Odemira que as noites da Feira terão mais animação e atracção, e escrevo isto com o devido respeito pelos senhores cantores odemirenses, mas ao terceiro ano com este formato de feira, começa-se a esperar mais e melhor da organização, ao menos que se perceba qual a estratégia para o futuro, porque o que não cresce definha e morre.
A organização não pode apenas olhar para as feiras e festas vizinhas (Garvão, Amoreiras, etc..) e tentar copiar ou imitar. Esses formatos estão preenchidos e não devemos imitar na continuidade mas sim inovar numa perspectiva de futuro, pensando em novas actividades ou conceitos, para além do que já têm na feira conforme tem estado até agora, deviam pensar alguma coisa nova ou única que os outros ainda não tenham. 
A Feira de S. João, praticamente extinta devido à ocupação do seu recinto natural, a Eira da Lagoa, foi resgatada, e bem, pela Junta de Freguesia, criando-se uma nova dinâmica e entusiasmo, mas sem uma estratégia de desenvolvimento e comunicação. Sem a atracção de novos públicos ao acontecimento, ou sem a criação de actividades únicas e inovadoras, a feira, no seu todo, continuará a caminhar lentamente para a agonia final.
Basta dizer, por exemplo, que a organização da Feira e de tudo o que isso acarreta, começou à pouco mais de dois meses atrás, tempo nitidamente curto e demasiadamente tardio, eu diria mesmo "em cima da hora",  para qualquer organização que se preze e que queira apresentar um evento que se propunha cada vez mais desenvolvido.
O espaço de dois meses antes da realização da Feira, penso eu, seria o tempo para já estar tudo planeado, organizado e concluído, tendo a organização tempo de sobra para problemas de última hora, que quase sempre aparecerem.
Resta-nos esperar pela edição de 2013.

Odemira em Agenda mês de Maio 2013

Odemira em Agenda mês de Junho 2013

 Maio de 2013 - Páginas 14 e 15 da Agenda Cultural
Podemos ver a página ocupada pelo cartaz das Festas de Maio nas Amoreiras gare

Junho de 2013 - Páginas 20 e 21 da Agenda Cultural
Podemos ver a simples noticia da realização da Feira de Colos na cronologia normal da agenda, sem qualquer destaque especial

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Sociedade Recreativa Colense - Requalificação do espaço

Mais se fez numa semana que em quatro anos:

A nova direcção da Sociedade Recreativa Colense (SRC), mal tomou posse, meteu logo mãos à obra e, mesmo sem disponibilidade financeira, requalificaram o quintal da SRC, que como todos sabemos, estava transformado num depósito de lixo, mal aproveitado e abandonado.
Assim, com muito boa vontade e disponibilidade de alguns membros dos novos corpos gerentes, o quintal foi limpo e requalificado, e embora não pareça nada de mais à primeira vista, é uma obra de extrema importância para a nova estratégia de desenvolvimento e sustentabilidade da SRC, para além de tentar criar um novo ambiente num espaço que estava completamente desaproveitado.
De salientar ainda a colaboração da Junta de Freguesia, que forneceu mão de obra e logística, fundamentais para o bom andamento das obras.
Criou-se um novo bar, com explanadas cobertas e musica ambiente, para as noites de verão que se avizinham, e onde se poderão efectuar novas actividades e passatempos, com vista a chamar de novo os sócios à SRC e transformar as pálidas e aborrecidas noites dos últimos anos em alegria e descontracção, num salutar convívio entre sócios e amigos da SRC.
Por agora é o que se pode fazer, é já é muito, de futuro outros planos existem para a requalificação total e completa do espaço, tornando assim a sede da SRC mais moderna e funcional.

É caso para dizer: Mais faz quem quer do quem pode!

Primeira comunhão - Colos 2.6.2013

Ao fim de alguns anos de ausência, voltou-se a celebrar em Colos, dia 2 de Junho de 2013, na Igreja Matriz, a primeira comunhão para algumas crianças.
Para isto ser possível foi essencial o total empenho do Padre Rueber Daltio e da catequista Susana, provando assim a inutilidade de outras organizações ligadas à Igreja Católica e que nada fizeram no passado recente para revitalizar este acontecimento que no passado era dia de muita festa e alegria.
Estão de parabéns todas as crianças envolvidas, o Sr. Padre e a catequista Susana.


terça-feira, 28 de maio de 2013

SRC - Novos corpos gerentes 2013/2015

Reuniu por fim a assembleia geral da Sociedade Recreativa Colense (SRC) para eleição de novos corpos gerentes.

No passado dia 20 de Maio, pelas 21:00 horas, reuniu finalmente a Assembleia Geral da SRC com o objectivo de eleger novos corpos gerentes e acabar, finalmente, com um dos períodos mais negros, desorganizados e decadentes da história da nossa colectividade.

Depois de aberta a sessão pela Presidente da Mesa da Assembleia Geral, foi dada a palavra aos sócios para que pudessem, querendo, apresentar algumas questões à Direcção cessante.
Foram questionados, entre outras coisas, principalmente sobre a situação financeira da colectividade, sobre a contabilidade actual, eventuais dividas correntes e sobre o real montante em caixa neste final de mandato.
Tudo foi respondido e aparentemente esclarecido, nada levando a suspeitar que alguma irregularidade ou maior desorganização pudessem ter acontecido, embora alguns sócios mais "calejados" nestas matérias já suspeitassem que depois de se começar a "cavar" alguma coisa haveria de aparecer.

Seguidamente passou-se à apresentação da única lista concorrente aos Corpos Gerentes, e tratando-se de uma lista única, esta foi submetida a votação pelo processo de braço no ar, na forma de sim, aprovação da lista, ou não, não aprovação da lista.
Dado a reduzida participação de sócios votantes na Assembleia Geral, dado o estado de degradação colectiva e descrédito generalizado a que chegou o nome da nossa colectividade, o número total de votantes foi de quinze (15), tendo sido apurados os seguintes resultados:
- SIM = Quinze votos
- Não = Zero votos
Estava eleita a única lista concorrente a estas eleições.

Dois dias depois, a 22 de Maio, teve lugar uma reunião entre os sócios eleitos para votação e distribuição dos eleitos pelos diversos orgãos dos corpos gerentes, ficando assim organizados para os próximos dois anos:
 Corpos Gerentes 2013/2015

Direcção
Presidente: Humberto José André Gonçalves - Sócio Nº 66
Vice-Presidente: Alfredo José Da Silva - Sócio Nº 54
1º Secretário: Vitor José Ramos dos Santos - Sócio Nº 308
2º Secretário: Márcio Alexandre Alves da Silva - Sócio Nº 270
Tesoureiro: Fernando André Alves da Silva - Sócio Nº 227 
Assembleia Geral
Presidente: Catarina de Brito Matos Esteves - Sócio Nº 290
Vice-Presidente: Jessica Gonçalves Guerreiro - Sócio Nº 390
1º Secretário: João de Brito Trinchante - Sócio Nº 313
2º Secretario: Tiago Miguel Mendes Rebocho - Sócio Nº 341
Conselho Fiscal
Presidente: Alexandre de Sousa Fernandes - Sócio Nº 88
1º Secretário: Luis Filipe da Silva Machado - Sócio Nº 230
Relator: Nuno Miguel Fonseca Ferreira - Sócio Nº 112
 
Por fim, e não menos importante, aqui vos deixo os estatutos da SRC, para que todos possam ler, guardar, reler, observar, analisar e finalmente perceberem que a casa é um clube privado, de todos os sócios, e tem um regulamento interno que deve ser consultado, percebido e respeitado.
Regulamento Geral Interno da Sociedade Recreativa Colense

terça-feira, 21 de maio de 2013

Entendam como quiserem....

Não tens de ter só sonhos
E nada acontecer
Para aqueles que criticam 
E dizem que não consegues 
É porque eles não o conseguiram ser

Gazua:
Album: Convocação 
Musica: " O que é que estas aqui a fazer"

Gerações - Colos, talvez 1981 ou 1982 - Escadinhas do Lar

Colos, escadinhas do Lar, o ano não sei, calculo algures entre 1981 / 1982
Recordo que o pessoal andava na preparação de mais uma Festa dos Passos.
Reconhecem-se por cima, da esquerda para a direita:
(De pé) Paulo Pacheco, José Pais (Zézinho), (Sentados) Joaquim Ismael, Nascimento, Padre Horta, Mateus de Sousa e Esposa, Nascimento, Paradinhos.
Mais abaixo, da esquerda para a direita: Maria da Fé, esposo e filha, Suzete, Maria Antonieta, Susana Félix, Irene Guerra
Mais abaixo: Inaicinha, Fernando Martinho (eu), Rogério Félix, Paulo Martinho

Bons tempos, já não voltam!!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Vaca Garvonesa - Património Alentejano a Preservar

Exposição fotográfica do meu amigo Ricardo Guerreiro, a não perder, na Feira de Garvão 2013 entre 10 e 12 de Maio, no centro de convívio de Ourique entre 13 e 27 de Maio e no VII Congresso Mundial do Presunto, Ourique entre 28 e 31 de Maio de 2013