terça-feira, 28 de junho de 2011

Feira de S.João 2011

A edição 2011 da tradicional Feira de S.João em Colos salda-se, na minha opinião, por um balanço muito positivo.
De facto, se tivermos em conta as dificuldades vividas pela feira nos últimos anos, orfã do desaparecimento do seu lugar de realização de sempre, a Eira da Lagoa, com a sua deslocalização para os terrenos “emprestados” do Campo de Futebol, e se olharmos para os resultados atingidos, quero ao nível de feirantes, expositores, quer ao nível de público ou quer ao nível de entusiasmo gerado na população, os organizadores só têm de estar muito satisfeitos.
A edição 2011 da Feira cumpriu os seus objectivos, ou seja, injectar uma nova dinâmica na data, muito simbólica para todos os colenses, revitalizando e reinventando o evento com novas propostas e ideias, exposições e receitas.
Todo o ambiente que se viveu em torno desta realização comprova a vitalidade e o sucesso, penso que todos os colenses e visitantes se divertiram num espírito de festa e amizade.
A feira estava montada segundo um plano da CMO (Câmara Municipal de Odemira), dividindo as diversas facetas do evento. Nos terrenos do Campo de Futebol foi efectuada a feira de tendeiros, ordenados por ruas, e todo o espaço ficou preenchido com o habitual colorido das feiras tradicionais.
No terreno adjacente foi então implementada a nova face desta realização, com exposição de gado, tenda para exposição e venda de produtos regionais e artesanato, bar e restaurante a cargo da SRC, bar da Cruz Vermelha, exposição de máquinas agrícolas e palco para espectáculos musicais.
O gado foi uma grande atracção e numa região predominantemente agropecuária, este tipo de exposições em ambiente controlado é sempre motivo de visita. Estiveram presentes vários exemplares de diversos tipos entre bovinos, ovinos, caprinos e equinos, faltando apenas os suínos.
Nos espectáculos musicais a oferta na noite de dia 24 era apenas a banda Karisma, que, apesar de dar um bom espectáculo, não teve a adesão de público que se esperava, no dia 25 a oferta residia em grupos corais variados e no grupo etnográfico Gente do Alto Mira que, apesar do enorme calor que se fazia sentir, deu um bom espectáculo sobre as tradições e costumes do interior do concelho de Odemira, um dos destaques da feira e um dos melhores momentos do certame.
Existiram lacunas este ano, sim, mas deverá a organização aprender com os erros e corrigi-los de futuro. A iluminação foi deficitária, a parte da feira dos tendeiros ficou de fora do plano de iluminação para muitas queixas dos utilizadores, o cartaz musical do dia 24 deveria ser mais preenchido e deveriam ser criadas as condições para que todos, novos e velhos, pudessem assistir aos espectáculos, nomeadamente com a colocação de cadeiras e bancos para a assistência, o pavimento deveria ser tratado de forma a levantar o menor pó possível e deveriam ter sido criados espaços próprios para expositores que não se enquadrassem nas actividades tradicionais de artesanato ou produtos regionais, nomeadamente os serviços e os comércios diversos que existem em Colos.
Outras situações ouve, mais ou menos incompreensíveis, mas a que apenas os responsáveis devidos podem responder, nada tendo a ver com a organização. Por exemplo, porque é que os escuteiros não tinham nada na feira? Sendo este um certame aberto ás forças vivas da freguesia fazia todo o sentido o agrupamento de escuteiros ter visibilidade, como por exemplo a Cruz Vermelha, que tinha uma representação em dois locais da feira distintos.

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A edição 2012 e o futuro:
Na minha opinião, a principal preocupação da organização das futuras edições da feira deverá ser a valorização da Vila de Colos, proporcionando ao comércio local e regional, ao artesanato regional, aos produtos regionais, aos serviços e a todas as forças vivas da freguesia, a oportunidade de se promoverem e promoverem os seus produtos ou serviços num espaço de visibilidade ampliada como é a Feira de S.João.
Para isso a Junta de Freguesia, em conjunto com a Câmara Municipal, a partir de agora, começar a pensar na edição 2012 do evento, deveriam manter e ampliar o actual espaço existente, com novas ideias e actividades, novas exposições, assim como deveriam envolver todas as forças vivas da Freguesia, lançando o desafio a todos os que participaram na edição 2011 e procurando novos parceiros, novos expositores e novas ideias para que o certame se alargue a outros expositores e muito mais público.
É fundamental que a data passe a ser móvel dentro do mês de Junho, mas sempre coincidindo num final de semana, esse deve ser o próximo e fundamental passo para a solidificação e futuro da Feira, não se pode ficar agarrado ao dia 24, data de S.João, para a realização do evento.
A organização deste certame anual, nos moldes em que se propõem efectuar de futuro, obriga a um orçamento já considerável, mas deve ser encarado sempre como um investimento por parte da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, para que os resultados finais sejam também eles, sempre gratificantes.

Fogueira de São João 2011

Já não se via uma coisa assim em Colos desde há vários anos, uma fogueira a sério na noite de S.João.
Integrado no programa da feira, a fogueira foi o mote ideal para o inicio dos dias de folia. Viu-se alegria na cara de toda a gente, novos e velhos, dos 8 aos 80, todos quiseram pular a fogueira de S.João. Bem hajam.
De origem europeia e pagã, as fogueiras de S. João , fazem parte da antiga tradição pagã, de celebração do solstício de Verão. A fogueira da noite de 23 para 24 de Junho, tornou-se pouco a pouco na Idade Média, um atributo da festa de São João, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João europeias.
Uma lenda católica, em mais um exemplo da usurpação cristã do paganismo, cristianizando a fogueira pagã de verão, afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do Verão Europeu, tinha as suas raízes num acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Esta teria de fazer uma fogueira no cimo do monte, para avisar que estava prestes a nascer o seu filho (João Baptista), assim Maria iria em seu auxílio.

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Escola Básica Integrada Aviador Brito Paes - Sarau 2011

O dia 22 de Junho foi o escolhido esta ano para a realização do já tradicional Sarau promovido pelo Grupo de Professores de Desporto Escolar da Escola Básica Integrada Aviador Brito Paes e que marca o culminar do ano lectivo para os alunos.
Iniciativa de grande valor, promove a abertura da escola à comunidade em geral, a todos os pais em particular.
O espectáculo deste ano teve mais uma vez lugar no pavilhão desportivo e no recinto exterior da escola, com o figurino a não fugir ás anteriores edições.
A projecção de imagens numa das paredes do pavilhão revelou muitas das actividades escolares e desportivas dos alunos no decorrer do ano lectivo que findava, no decorrer da passagem de imagens foram recordados os falecidos professor Gonçalo e o aluno António, momento marcante e comovente.
Seguiu-se a apresentação das coreografias pelos alunos, sempre com especial relevo para a ginástica, mas também para a dança. com momentos apreciados pela assistência mas que, opinião pessoal, já começam a ser muito repetitivos de ano para ano.
Já no exterior, arraial promovido pela Direcção da escola com a colaboração de alguns funcionários, animação com baile, sardinhada e a habitual barraquinha das cervejas, ponto de encontro para os habitués deste tipo de festas.
Penso que é uma iniciativa de louvar e continuar, mas nos dias a seguir à noite do sarau ouvi algumas conversas sobre o facto de se vender alcool no recinto da escola não ser o melhor exemplo para os alunos. De facto pode existir aqui um paradoxo, por um lado a escola tenta promover ao longo do ano as melhores formas de educação e no ultimo dia espalha-se ao comprido colocando bebidas alcoólicas no interior da escola e facilitando o consumo.
Podem argumentar que os alunos estavam com os pais, sim, é verdade, mas os pais muitas vezes são o pior exemplo.
Fica aqui um resumo de imagens:


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