sábado, 25 de fevereiro de 2012

Quarta Feira de Cinzas - Morte e queima do entrudo em Colos

Colos assistiu na noite de 22 de Fevereiro, quarta feira de cinzas, a um espectáculo que não era realizado há muito na nossa terra: o Julgamento e Morte do Entrudo.
Edição quase espontânea, na sequência das recentes brincadeiras de Entrudo, e apesar da noite fria o público respondeu à chamada e foram cerca de 50 as pessoas que assistiram ao desfile pelas ruas da terra e ao desfecho do julgamento com a queima do entrudo.
Este sim, uma verdadeira parte do tradicional Carnaval português, 100% português, Entrudo como os antigos lhe chamavam, a “queima do entrudo” foi em tempos remotos uma tradição popular da região.
O entrudo, normalmente simbolizado por um boneco grotesco e personifica o carnaval deve ser julgado e queimado na quarta feira de cinzas.
O ritual foi cumprido: antes do cortejo leu-se o testamento, que com alguma sátira e boa disposição teve como alvo algumas pessoas e situações passadas na nossa terra ao longo do ano.
O “senhor prior” leu o testamento e de seguida teve lugar ao desfile, sempre com a viúva gemendo de lamentação pelo falecido.
No final sucumbiu às chamas após o seu julgamento.




 


 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Morte da Eira da Lagoa - Eterna recordação dos colenses com memória

É carnaval, ninguém leva a mal, é o que se costuma dizer, mas o que é certo é que uma brincadeira de carnaval na antiga e saudosa Eira da Lagoa ( agora mais conhecida como Jardim do Betão), já causou incómodo a algumas pessoas, vá-se lá saber porquê.
Bem, o que é certo é que nas condições em que está o antigo espaço da Eira da Lagoa, de eterna saudade, com as obras a arrastarem-se indefinidamente, há até quem diga que já estão acabadas, sim, porque isto para o que não tem remédio, remediado está, diz o povo, mas o que é certo é que a Eira, tal como a conhecíamos morreu em 2009 com o inicio dos trabalhos de destruição e descaracterização desta parte da nossa terra.
Como forma de brincadeira, e nesta coisa das brincadeiras por vezes despertam-se consciências, alguém se lembrou de colocar alguma placas a evocar o antigo espaço, em forma de lápides memoriais, como se de um cemitério se tratasse, e para dizer a verdade, aquilo ali em certos sítios até faz lembrar um cemitério sim senhor. E os "lagos", onde deveria haver água e peixinhos, só de papel e em desenhos.

Brincadeira ou não, a verdade é que passados 3 anos sobre o inicio das obras o espaço anteriormente conhecido como "Eira da Lagoa" morreu, desapareceu, sumiu-se, e agora nem para ali passear serve, não serve para nada, é o que é, digam o que disserem.
Podem até fazer alguma obras de acabamento, algumas varandas e varandins, mais tijolo menos tijolo, mais isto ou aquilo, o que é certo e sabido é que mais de meio hectare de terreno público que podia e deveria ser aproveitado com o máximo de cuidado e sabedoria em prol do bem estar e lazer da população de Colos foi dizimado, exterminado, limparam o sebo à nossa Eira da Lagoa e ninguém fez nada.
Já diz o povo, sempre o povo, "o que nasce torto nunca mais se endireita".
Não estivássemos nós no pacato Baixo Alentejo e já alguns protestos mais ruidosos se teriam feito ouvir, atrevo-me mesmo a pensar que o espaço, tal como está, seria vandalizado sem dó nem piedade, e por mim penso que seria muito bem feito, pois eu sou daqueles que penso que apenas a total destruição do que está feito abriria caminho a nova obra. Olho por olho, dente por dente!

A pergunta que toda a gente faz, eu pelo menos faço, é para quê uma obra destas em Colos? Mas por acaso alguém parou para pensar que aquele projecto nada tinha que ver com a terra em questão? Por acaso o arquitecto, ou lá o que seja, que desenhou e projectou aquilo alguma vez visitou Colos, alguma vez visitou o espaço em questão? Para quê aquele campo de jogos por cima dos telhados das habitações, será que vai servir para alguma coisa algum dia? As pessoas esperavam era espaços verdes, sobras, onde estão os espaços verdes, os passeios, os canteiros para flores, as árvores, o espaço para caminhar, para descansar, para estar, simplesmente para estar, onde está o espaço que nos faça lembrar que estamos no Alentejo e não num qualquer arrabalde de grande cidade?

Amigos e leitores, a Eira da Lagoa morreu mesmo em 2009, fica a lembrança de todos, vive na recordação daqueles que, como eu, tivemos o previlegio de ali correr e brincar sem medos de encalhar em algum bloco de betão, sem medos de armadilhas escondidas ou cair em algum buraco traiçoeiro, as crianças de agora já não podem dizer o mesmo.



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

SRC - 3º Passeio Colos TT 2011 - Rescaldo

Realizou-se no passado dia 13 de Novembro a 3ª edição do Passeio todo o terreno conhecido por Colos TT.
Mais uma vez organizado pela SRC (Sociedade Recreativa Colense) a edição de 2011 esteve longe do sucesso alcançado nas edições anteriores.
Dentro da minha opinião estritamente pessoal e na condição única de participante no passeio, e mesmo correndo o risco de ser mal interpretado (eu, normalmente, sou sempre mal interpretado), vou tentar fazer aqui um rescaldo do passeio e explicar, repito, na minha opinião, o que correu mal e podia ter corrido melhor:

Planeamento e execução:
Começo pelo antes, ou seja, o pensamento e planeamento do passeio não existiu, ou se existiu foi mal planeado e mal pensado. Cada edição deve ser pensada e planeada com alguns meses de antecedência, o percurso deve ser planeado e posteriormente estudado, com verificações e passagens no terreno, ao vivo, não basta apenas fazer um percurso virtual no Google Earth, anuncia-lo no facebook e discuti-lo ao balcão da Sociedade entre uma cerveja e outra, assim só a coisa não funciona, os computadores e a tecnologia ajudam bastante hoje em dia, são ferramentas importantes, mas não se podem sobrepor à realização efectiva das coisas.
Nas edições anteriores os percursos escolhidos e pensados, e as devidas alternativas, começaram a ser vistos e revistos cerca de mês e meio antes da data do passeio, quer de mota quer de jipe, para decidir o percurso final e para evitar problemas de última hora.
Este ano nada disso foi feito, ao que parece o percurso não foi revisto e depois o ter percorrido no passeio a sensação que dá é que foi sendo escolhido na mesma altura das marcações, sem qualquer planeamento e ao sabor do vento e da cabeça de cada um, sendo inexplicáveis algumas voltas e voltinhas sem nexo nem sentido, alguns estradões muito percorridos por transito local que, para além de serem perigosos, eram também um inferno de pó.
Cartazes e propaganda: 
Os cartazes de divulgação do passeio servem, ou deveriam servir, dois propósitos: divulgar o passeio e angariar verbas extras com a venda de publicidade.
A divulgação, essa ficou muito comprometida pelo facto de os cartazes apenas terem ficado prontos e entregues cerca de cinco dias antes da realização do evento, impossibilitando qualquer divulgação mais aprofundada e abrangente e condicionando até a adesão de mais participantes.
Como é óbvio a publicidade fica altamente comprometida com este facto, os cartazes não foram espalhados com o devido tempo e com uma abrangência muito limitada, defraudando assim todas as pessoas e casas comerciais que tinham comprado espaço de publicidade nos cartazes.
Já nos anos anteriores esta questão dos cartazes foi um problema persistente, sempre chegaram atrasados e a más horas, não compreendendo eu ainda bem onde está o problema, mas dá que pensar!
Percurso e extensão: 
Sendo um passeio conhecido nas edições anteriores, entre outras coisas, pela extensão do seu percurso, cerca de 120 quilómetros, do agrado de todos e muito superior aos passeiozinhos que por ai existem, um dos maiores problemas deste ano foi a redução da extensão no percurso, segundo a organização o percurso teve de ser reduzido em 30Km devido à proibição de passagem na zona da Ribeira do Torgal, e com isso impossibilitando a ida a Odemira, e a informação apenas foi comunicada à SRC quinta feira dia 10 de Novembro, três dias antes da data do passeio, até aqui tudo bem, sendo este um passeio legalizado e devidamente autorizado por todas as autoridades competentes, é normal que surjam problemas deste tipo em zonas ambientalmente sensíveis, o que já não foi normal é a completa imobilidade da organização para lidar com o problema e encontrar soluções alternativas para compensar os quilómetros perdidos, o que na minha opinião tinha sido simples de resolver se as alternativas estivessem devidamente estudadas.
Os percursos pensados devem ter sempre alternativas e complementos, apêndices importantes para qualquer eventualidade como a que se verificou e que amputou 30Km ao percurso original do passeio.
Com isto o passeio principiou pelas 10 horas e acabou pelas 13 horas, com uma imobilização para reforço nos Ameixiais onde a paragem durou cerca de 1:30 horas, contas feitas o real tempo a andar foi reduzidíssimo como se pode facilmente calcular.
O resultado disto tudo foi um descontentamento geral entre os participantes das motos e quads, o que se compreende quando existem pessoas que vêem de Lisboa ou Portimão, por exemplo, na expectativa de fazerem um passeio de grande extensão e depois verificam que afinal vieram para uma “voltinha”.
Podem perguntar: Mas afinal qual é a grande diferença disto tudo em relação ao ano passado?
Eu explico: Nas edições anteriores o tempo foi mais preenchido, a sensação de um dia passado no passeio era mais efectiva, porque? Porque o passeio iniciava mais cedo e terminava mais tarde, tinha duas fases distintas, várias paragens para reagrupamento pelo meio e duas paragens efectivas, Odemira e Ameixiais, de forma a chegar a Colos sempre a meio da tarde dando uma plena satisfação a todos os concorrentes, na edição deste ano não houve paragens para reagrupamento e a única paragem, nos Ameixiais, foi insuficiente para ocupar o tempo.
Não se compreende porque é que não se percorreram mais trilhos na zona da Sra. das Neves, por exemplo, dentro da freguesia e local de excelência para a prática do TT e onde se poderiam ter ido buscar, pelo menos, metade dos quilómetros perdidos antes, o dia de marcações deveria ter servido para isto tudo, mas nota-se bem que a execução e escolha do percurso este ano foi efectuada “em cima do joelho”.
O alto das neves deveria também ter servido para efectuar uma paragem e mostrar uma das melhores paisagens da freguesia e do concelho, aproveitando para reagrupar e preencher tempo.
Abastecimentos: 
Outro dos problemas em não ir a Odemira era o reabastecimento de combustível, mas afinal esse era apenas um problema fictício, a totalidade do percurso não exigia, para a maior parte das motas, um depósito bastava, afinal o passeio resumiu-se a uma “voltinha”, mas antes ninguém sabia disso sem ser a organização, e por isso a informação que foi passada a todos era que cada concorrente tinha de enviar gasolina extra num dos carros da organização para assim assegurarem o reabastecimento das suas motas.
Ora isto é um absurdo, para alem de nem ser necessário para a maioria das motas, como eu já referi, a informação foi apenas divulgada na hora das inscrições, lançando o pânico entre alguns participantes que foram apanhados completamente desprevenidos. Mais uma situação evitável que tinha sido também resolvida com a manutenção da totalidade da extensão inicial do passeio.
Tudo isto deu um mau aspecto de amadorismo e má organização que deveria e podia ser simplesmente evitado.
Preço e ofertas: 
Mas as surpresas não se ficaram por aqui, desenganem-se aqueles que pensam que estas são apenas excepções e azares que confirmam a regra, não, a organização deste ano resolveu ir mais longe ao oferecer menos por mais, ou seja, ao invés das outras duas edições onde as inscrições sempre tiveram um custo de 15,00 euros, este ano a novidade foi a de aumentar para 20,00 euros.
Esta é mais uma medida importante e gravosa e uma machadada no bom nome do passeio, porque mexe na carteira dos participantes.
Um exemplo: a mim que sou da terra o passeio ficou-me num custo total de quarenta euros, sendo vinte euros para a inscrição, e mais vinte euros para gasolina, e destes vinte, dez euros foram desnecessários, porque um depósito apenas dava para fazer a “voltinha”.
Imagine-se agora alguém que vem de longe, como os participantes que vieram de Lisboa ou do Algarve, o sentimento final foi de muita frustração.
O problema em si não é o valor em causa, mas sim o que é oferecido e proporcionado por esse valor ao participante, vinte euros não teria sido um valor elevado se o pacote oferecido tivesse sido idêntico ás edições anteriores, temos de reconhecer que vinte euros por uma “voltinha” de 70Km, uma T-Shirt e alguma coisa para comer é um preço considerado elevado para a maioria, a manutenção do anterior valor de 15,00 euros teria sido a medida mais acertada.
Até os autocolantes com os números de cada concorrente foram suprimidos este ano, e para quem pensa que os autocolantes servem unicamente para colar nas viaturas, motas e jipes, desenganem-se de novo, existe muita gente que os colecciona e o pessoal dos jipes gosta de os colocar e manter nos jipes muito para além dos passeios, sendo a prova e recordação dos percursos efectuados e de dias bem passados.
O passeio dos Jipes: 
Quanto aos Jipes pouco tenho a dizer, sempre pensei que os Jipes não deveriam fazer parte do passeio, não tenho nada contra os Jipes, pelo contrário, mas penso e defendo que são coisas diferentes, ou se faz um passeio para motas ou se faz um passeio para Jipes, ou então faz-se dois passeios simultâneos mas separados, porque esta ideia de fazer o percurso igual para Jipes e Motos esta provado que está errada e longe de dar bons frutos.
Juntar Jipes e Motos no mesmo passeio e em percurso igual é errado.
Conclusão:
A sensação que deu, para quem conhece a organização e funcionamento da SRC com esta actual direcção, foi que o passeio era para despachar e andar, porque de tarde, pelas 15:00 horas, tinham o compromisso de um jogo de futebol do campeonato a realizar em Luzianes-Gare.
Compreendo o problema, mas devidamente organizadas as coisas, e com um bocadinho de boa vontade e sacrifício, a SRC tinha, ou devia ter, pessoal para conseguir leva a cabo os dois compromissos sem problemas de maior.
O passeio de Colos, embora conte apenas com três edições, tomou uma grande notoriedade e fama da primeira para a segunda edição, e a segunda edição confirmou tudo o que os participantes esperavam, enquanto este ano as expectativas criadas defraudaram tudo e todos, transformando esta edição num vulgar passeiozinho igual a tantos que por ai proliferam, desperdiçando assim a organização uma oportunidade para cimentar a fama e excelência que este passeio tinha adquirido em apenas dois anos, ao ponto de ser apelidado como um dos melhores passeios a sul do Tejo.
Espero muito sinceramente que não tenham prejudicado irreparavelmente as futuras edições do passeio, e que entendam as minhas criticas como criticas construtivas, para que no próximo ano o passeio volte a ter o encanto e mística alcançadas nas edições anteriores e que tanta gente trouxe à nossa terra.

Pela minha parte, estou completamente à vontade para falar e escrever, fiz com muito orgulho parte da organização das anteriores edições, sempre com bons resultados, e a opção de não fazer parte da organização este ano foi inteiramente minha, penso que depois de dois bons anos de lançamento e desenvolvimento da ideia de passeio TT em Colos, e porque não sou dono de nada nem tão pouco gosto ou quero sobrepor-me à direcção da SRC, cabe a outros tomar a responsabilidade e a acção, desenvolver ideias próprias, fazer acontecer, mas tentando sempre que aconteça melhor, com mais qualidade e mais excelência, coisa que este ano não, manifestamente, não aconteceu.

Até para o próximo ano no Colos TT 2012

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Para que serve um blogue

Para aqueles que ainda não perceberam para que serve um blogue, ou este blogue em particular, aqui fica a minha explicação pessoal: serve apenas e só para eu dizer e mostrar aquilo que quero e bem me apetece, neste caso para tentar promover a minha terra, já que quem, por direito e obrigação, o devia fazer e não o faz.
Tentar promover mas também criticar e denunciar tudo aquilo que está mal, os vícios e maus hábitos do “status quo” instituído, instalado e alimentado por um sistema corrupto, podre e mal nascido.
Orgulho-me de ser alentejano, mas porra, fazia aqui falta um pouco de espírito de revolta, daquela identidade que vemos, por exemplo, nas pessoas do norte, já estou a ver o pessoal todo de marretas em punho a gritarem palavras e ordem e a partir as toneladas de betão que foram despejadas na saudosa Eira da Lagoa, talvez as coisas andassem mais depressa e não gozassem tanto com os colenses como têm feito nos últimos anos.
Não me preocupa nada aquilo que os outros pensam ou deixam de pensar de mim ou do que sou e penso. Não estou a soldo de nenhum partido politico, não sou filiado em nenhum e a minha ideologia politica situa-se acima da ideologia partidária prejudicial ás nações, afinal os partidos não governam, governam-se.
Não escrevo propositadamente para alguém ver, não escrevo para agradar a ninguém e muito menos para alguém comentar, portanto não aceito comentários no blogue, afinal de contas eu sou um ditador em potencial! Quem manda aqui sou eu e quem não gosta, tem bom remédio… ou vê, come e cala, ou então não come, e vai chatear outro para longe daqui.
Uma atitude que não se limita apenas a este blogue, é também uma das regras na minha vida: ou as coisas são como eu quero, ou não são, e quem não gosta pode ir morrer longe. Não suporto “graxistas”, não sou ovelha e não mudo a minha atitude por causa dos outros e principalmente nunca precisei de andar a da graxa a amigos, familiares, conhecidos ou quem quer que seja, como muita gente que por aí anda, para ter ou conseguir alguma coisa.
Se é uma atitude de presunção e arrogância? Talvez, mas eu sei o que sou, o que valho e acima de tudo que até sou bom em algumas coisas que faço, por isso, quem não gosta pode sempre vir dizer-me pessoalmente, já que todos me conhecem, ou desamparem a loja e vão ler outras coisas, como o Correio da Manhã ou o jornal A Bola!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Gente de cá - Carlos Júlio vence Prémio Gazeta de Rádio

É o mais prestigiado prémio existente em Portugal na área da rádio. Anualmente distingue os melhores.
Carlos Júlio é um dos melhores. O Prémio Gazeta Rádio deste ano é dele. O anúncio foi feito dia 4 de Julho no sítio do Clube de Jornalistas:
"O Prémio Gazeta de Rádio foi atribuído a Carlos Júlio, da TSF, pela sua reportagem “A terra a quem a trabalha”, um útil, actual e significativo exercício de recuperação da memória, com base em depoimentos de protagonistas de – sublinha o autor – “um tempo ainda hoje muito polémico na sociedade portuguesa” – a Reforma Agrária."
Deixo aqui a reportagem para quem quiser ouvir, basta clicar a setinha:

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Moção sobre as obras "em curso" na Eira da Lagoa

Na passada Quinta-Feira dia 30 de Junho, foi apresentada na Assembleia de Freguesia de Colos, uma moção acerca das Obras "em curso" na Eira da Lagoa.
A moção foi apresentada por Pedro Gonçalves, membro da Assembleia de Freguesia eleito pelo Bloco de Esquerda, mas isso nem é o mais importante, o importante é que alguém se preocupa e quer fazer chegar a voz de descontentamento da população aos orgãos competentes, neste caso a Câmara e a Assembleia Municipal, assim como aos meios de comunicação social regionais.
A moção foi aprovada com apenas uma abstenção.

MOÇÃO
Assunto: Obras “em curso” na Eira da Lagoa
Em 2009 iniciaram-se as obras de requalificação da Eira da lagoa, que qual obras de Santa Engrácia, esperamos possam um dia vir a ter um fim.
No passado mês de Maio de 2009 iniciaram-se os trabalhos de esventramento nas ruas adjacentes à Eira da lagoa.
A destruição das ruas envolventes e de acesso à Escola Aviador Brito Pais não se ficou pelas obras da Eira da lagoa, mas também teve o seu contributo através de outras obras simultâneas, fosse a abertura de valas na Rua Nº 2 e adjacentes, fosse o abandonado projecto de loteamento junto à principal rua de acesso à escola, que em grande parte destruiu o pavimento, destruindo ainda de forma irresponsável alguns troços do único passeio que liga a vila à Escola.
Como todos sabemos a situação arrasta-se, as promessas e prazos vão sendo adiadas para as calendas gregas e a deterioração chegou a um ponto insustentável.
Na questão da obra da Eira da Lagoa e sobre a sua tão propalada beleza ou falta dela, foi a escolha de quem tinha poder para tal e como facto consumado resta-nos aceitar, gostando ou não.
Quanto ao rumo que a obra tomou, esse, é nossa obrigação levantar a voz e discordar. 
A obra esteve quase tanto tempo parada como em funcionamento. 
Condições de segurança, não existem, tal como nunca existiram a partir do inicio .
A qualidade de construção, mesmo para um simples leigo na matéria, está à vista de todos e é mais do que duvidosa. Seja pelos muros que caíram na primeira intempérie que enfrentaram, seja pelo que ainda vai caindo ou pelos buracos que se apresentam em parte das estruturas, seja pelo estado em que se encontram o que supostamente serão lagos.
Na parte da obra virada para a escola, i.e., Rua Eira da lagoa, num passeio já de si reduzido, ainda tiveram o desplante de colocar candeeiros de iluminação no meio do passeio, inviabilizando por completo a utilização do mesmo por pessoas com mobilidade reduzida ou por um simples carrinho de bebé.
Há entulho e lixo espalhado por algumas zonas da obra, situação que acarreta alguns perigos como é bom de verificar.  Não existem protecções de segurança, pois as únicas que a isso se assemelhavam foram retiradas pela Junta de Freguesia, tal era o mau aspecto que davam a quem passavam e não tinham qualquer utilidade.
Embora os Colenses saibam que a obra se encontra em abandono e não concluída, para que vem de fora, a imagem que passa é de um parque abandonado, sem segurança e num lastimável estado de degradação.
Em toda a obra, as condições de segurança são inconcebíveis, seja pelos passeios bastante altos em relação ao solo, onde já aconteceram alguns acidentes, seja por obstáculos colocados na zona de passagem das pessoas.
O material que foi colocado, nomeadamente as mesas e bancos, os lagos ou o parque infantil, devido ao estado de abandono da obra, encontra-se numa fase avançada de deterioração, essencialmente por falta da manutenção regular que um equipamento destes exige e também, diga-se de passagem, fruto de alguns actos de vandalismo.
É uma vergonha o estado em que coisas estão actualmente, e as obras, de momento, continuam paradas sem fim à vista. 
Guardamos ainda na memória, tempos não muito distantes, em que muitos sonhavam  por finalmente se ir recuperar o espaço da Eira da Lagoa, sonho de décadas de quase todos nós.
Será que teremos que desejar o regresso ao tempo antigo em que apenas havia um espaço aberto e com muito pó, mas sem perigo algum?
Não pode ser, a obra tem que chegar a bom porto.
Não é este o futuro que queremos para a nossa Eira da Lagoa. 
 Assim, a Assembleia de Freguesia de Colos, reunida em 30 de Junho de 2011 delibera:
1 – Solicitar à Câmara Municipal de Odemira um rigorosa vistoria técnica ao curso da obra e bem como verificar a sua concordância com o projecto original, nomeadamente no que diz respeito a boas práticas de construção e de legalidade.
2 – Solicitar à Câmara Municipal de Odemira uma vistoria de segurança a tudo o que se encontra na Eira da Lagoa e envolventes.
3 - Solicitar à Câmara Municipal de Odemira um parecer sobre os candeeiros que foram colocados no meio do passeio.
4 – Inquirir a Câmara Municipal de Odemira sobre o que está previsto para o futuro em relação à obra.
5 – Caso seja aprovada, esta Moção deve ser enviada ao Presidente da Câmara Municipal de Odemira, Presidente da Assembleia Municipal de Odemira bem como a todos os Grupos Políticos nela representados e ainda  comunicação social   regional.

Colos, 30/06/2011
Pedro Miguel Bernardino Gonçalves
Membro da Assembleia de Freguesia de Colos
Eleito pelo Bloco de Esquerda

quarta-feira, 29 de junho de 2011

SRC - 1º Passeio Equestre

Os cavalos regressaram a Colos alguns anos depois de termos visto por cá as carvalhadas.
Inserido no programa da Feira de Junho em Colos, a SRC organizou um passeio equestre no dia 25 de Junho no qual estiveram presentes vários cavaleiros e entusiastas.
Com a concentração inicialmente prevista para as 9:30 junto ao Campo de Futebol, cedo começaram a aparecer os primeiros participantes e suas montadas embora alguns tenham deixado para bem mais tarde a sua comparência atrasando um pouco o inicio do passeio naquele dia de muito calor.
Sempre muito bem dispostos, esta malta dos cavalos semeia a boa disposição por onde passa, pese embora o facto de nunca se lhes deixar acabar as cervejas.
O passeio inicio em direcção á Ferraria, passando pelo Pego do Seixo, Tisnada, Monte Novo e retornando a Colos para o repasto e convívio.
A meio uma paragem na Tisnada para descanso e abastecimento de água e cervejas,especialmente cervejas, este pessoal dos cavalos bebe que se farta...

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