segunda-feira, 12 de abril de 2010

Actividades da SRC Abril de 2010 - Futebol Solteiros vs Casados

O mundo divide-se, quase sempre, em dois. Na politica em esquerda e direita, na religião, em cristãos e muçulmanos, na economia, em ricos e pobres, etc, etc..... Mas de todas as divisões que o mundo sofre, nenhuma é tão equilibrada quanto a disputa entre casados e solteiros.
Em Colos, esta é uma questão de futebol, já com alguma tradição mais ou menos por esta altura da páscoa, é sempre uma alegria conseguir juntar novos e antigos jogadores para alem de jogadores de ocasião, aqueles que nunca foram mesmo "jogadores".
Mais uma vez, este ano integrado nas comemorações do 25 de Abril em Odemira, a Sociedade Recreativa Colense voltou a organizar e promover uma partida de futebol entre Solteiros e Casados no velhinho campo de jogos de Colos.
O dia estava optímo, soalheiro, convidativo à festa, a presença do pessoal foi efectiva e a entrega total.
As equipas formaram-se normalmente e quanto ao jogo, este que teve mais uma vez como principal atractivo ver se os solteiros conseguiam ou não demonstrar em campo a sua melhor condição física e conseguiam dar a volta á maior experiência dos casados.
Eu não percebo nada de futebol, mas o domínio técnico por parte dos Casados foi evidente, e a garra e a melhor condição física por parte dos Solteiros é normal, por isso foi um jogo sempre equilibrado e onde o resultado não interessa muito.
Eu não cheguei a perceber porque a primeira parte teve quase uma hora e a segunda parte apenas 34 minutos, mas ok, no fim um penalty para cada jogador e estava a festa quase completa, estava porque depois as febras assadas, entremeadas e o convívio na sede da SRC fizeram o resto.












Actividades da SRC Abril de 2010 - Carrinhos de Rodas/Rolamentos

A 2ª edição da descida cronometrada em carrinhos de Rodas/Rolamentos, organizada e promovida pela Sociedade Recreativa Colense (SRC) em 2010, embora com menos participantes e menos carrinhos presentes, pode saldar-se por um enorme sucesso se pensar-mos as coisas a médio prazo.
É uma actividade única, que, pelo que sei, não se realiza em mais nenhuma freguesia do nosso concelho, e que tem adeptos em Colos, por isso assim pode também dizer-se que tem "pernas para andar" de futuro com melhores descidas e mais participantes.
Em relação a esta edição, e como já disse, os participantes existiam, os carrinhos é que não, por isso as descidas foram efectuadas apenas em cinco carrinhos diferentes e vários "malucos" a concorrer nas 3 mangas de descida repartidas pelas duas categorias existentes: Uma classe de Carrinhos de Rolamentos e outra classe de Carrinhos com outro tipo de rodas: borracha ou plástico.
Logo de inicio uma violenta queda, que uma das fotos ilustra bem, sem danos maiores para o valente piloto, com as seguintes descidas a efectuarem-se a bom ritmo e com bastante alegria entre pilotos e espectadores.
Mais que os resultados ficou uma manhã bem passada, de puro convívio entre todos, onde se reviveram velhas brincadeiras de infância e por alguns momentos, no tempo que demorava cada descida, todos nós voltamos a ser as crianças de outrora, que continuam cá dentro, escondidas, apenas desfrutando do puro prazer de deslizar por ali abaixo o mais rápido possível.

Os resultados foram os seguintes:

Classe Carrinhos de rolamentos:
1º Classificado: Nuno Ferreira
2º Classificado: Pedro Gonçalves
3º Classificado: André Correia
4º Classificado: Tiago Rebocho

Classe Carrinhos de Rodas de Borracha/Plástico/outras
1º Classificado: Nuno Ferreira
2º Classificado: Fernando M. Fraquito
3º Classificado:Tiago Rebocho
4º Classificado: André Correia
5º Classificado: Rodolfo

 
 
 
 

Actividades da SRC Abril de 2010 - Fitness

A Sociedade Recreativa Colense, no âmbito das comemorações do 25 de Abril em Odemira, promoveu dia 10 de Abril, uma aula de Fitness para quem quisesse aparecer no pavilhão da Escola Secundária de Colos.
Infelizmente, e por motivos diversos, a adesão não foi significativa, mas realizou-se com quem estava, cerca de 8 pessoas (mulheres) dispostas a "dar ao litro" e dois professores a monitorizar.
Mais uma iniciativa da SRC, a primeira iniciar o atribulado mês de Abril em Colos, de futuro espera-se mais e melhor, mais divulgação e mais adesão.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Marcos da terra

“(...) a memória é historicamente condicionada, mudando de cor e forma de
acordo com o que emerge no momento; de modo que, longe de ser transmitida
pelo modo intemporal da ‘tradição’, ela é progressivamente alterada de
geração em geração. Ela porta a marca da experiência, por maiores mediações
que esta tenha sofrido. Tem estampadas as paixões dominantes de seu tempo.
Como a história, a memória é inerentemente revisionista, e nunca é tão
camaleônica como quando parece permanecer igual”
(SAMUEL, Raphael. Teatro da Memória, 1997, p. 41-45).

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O envelhecimento e a falta de soluções

O envelhecimento do país e do interior, e no nosso caso, do Alentejo, tem várias causas, falta de emprego, falta de esperança, perca de raízes, falta de natalidade, abandono generalizado por parte do governo, etc, a lista é grande e diversificada.
Uma delas, por exemplo, o factor natalidade, com uma taxa de natalidade baixíssima, deve-se, entre outras coisas, ao facto de nos dias de hoje ambos os membros de um casal trabalharem, tendo ambos pouco tempo para cuidarem dos filhos, devia de ser dever do Estado, aquele que supostamente zela pelo futuro da nação, incentivar o futuro desta, pois o futuro são sempre os bebes e os jovens! O que se passa é o seguinte: enquanto derem abonos ridículos como 40.00 Euros por filho, podem ter a certeza meus caros leitores que a população continuará a descer a grande velocidade e os números da desertificação e envelhecimento serão assustadores dentro de pouco tempo.
Depois tudo isto também se alia aos valores egoístas introduzidos pelo Liberalismo/Socialismo e o individualismo, que faz com que o indivíduo seja um micro cosmos, que única e simplesmente vive para si próprio e não para os que o rodeiam! Muitos pais se forem a ver nem sequer paciência para 1 filho têm, quanto mais para 2 ou 3! Perdeu-se aquele velho espírito da família, e esta, a partir dos finais do século XX entrou definitivamente em colapso, nomeadamente com os valores neo-liberalistas/socialistas em geral.
A única solução viável neste momento para Portugal, e nomeadamente para o interior do país, Alentejo em particular, era uma politica de natalidade como a que Mussolini levou a cabo na Itália, já este grande homem dizia, "A força de uma nação é seu povo!", a Itália no principio de século atravessava problemas graves com a natalidade, o Estado Fascista interveio, e resolveu esses mesmos problemas, e em pouco tempo, com as politicas de natalidade de Mussolini a Itália já tinha nos anos 30 uma taxa de natalidade que superava aos pontos a taxa de mortalidade!
Esta moda portuguesa recente de recrutar imigrantes ou residentes estrangeiros para repor "as reservas humanas" em dia, está ultrapassada, é perigosa e pode lavar a muitos dissabores no futuro, basta pensar um pouco, para alem de estarmos a ser colonizados por estrangeiros, os imigrantes/residentes estrangeiros em excesso, as ditas "minorias" nunca aceitaram, nem nunca vão aceitar de modo nenhum a cultura portuguesa, vivem em guethos, ou montes e sítios isolados, fechados sobre si mesmos e procuram-se apenas uns aos outros! Depois isolados, estes bandalhos estrangeiros, uns por um lado, os urbanos, não tem emprego e limitam-se a roubar os nacionais, outros, os rurais, dedicam-se ao cultivo e tráfico de droga e com isso, todos juntos, esta horda de alienados contribuem para destabilizar a ordem pública nacional!
Deve-se frisar a falta de inteligência dos governos liberais/socialistas/sociais-democratas, desde quando trazer gente de fora é a solução para os problemas do país? Não seria mais proveitoso para a pátria ter os seus próprios habitantes a povoá-la do que ter habitantes de outras paragens, alienados da realidade portuguesa!?
Por incrível que pareça existem "portugueses" que não vêm razão para preocupação com o facto de Portugal se tornar um país de maioria negra ou estrangeira dentro de poucas gerações, não é este o Portugal que quero para o meu filho.
Mais uma vez se prova, que o Liberalismo/Socialismo, desde a sua existência e implementação social, só tem chumbos atrás de chumbos na sua classificação como regime credível.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Minha Geração

Penso que a juventude de hoje, na faixa que vai até aos vinte anos, vinte e picos, está perdida. E está perdida porque não conhece os grandes valores, aventuras e vivências que orientaram os que hoje rondam os trinta, trinta e tais, como este vosso escriba. O grande choque, entre muitos, quando falo nisto é, por exemplo, quando falo no Tom Sawyer. "Quem? ", pergunta a maioria. Quem?! Então não sabem quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que se consegue viver sem saber isto? A música do genérico: "Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além..." ninguém sabe o que é, para a maioria é como o hino do Iraque cantado em chinês, enfim……
Claro que depois ocorre-me que, provavelmente, os nossos jovens e crianças não conhecem os outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse cão herói do tempo dos mosqueteiros; As Cidades de Ouro; Batllestar Galáctica, com as suas naves triangulares; Espaço 1999; O Automan, com o seu Lamborghini que fazia curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e os seus dedos em membrana; O Dallas; O Barco do Amor, (e a sua música de abertura), Os três Dukes e o seu Dodge Charger mais a prima Daisy e as camisas decotadas…. O McGyver e as suas engenhocas, o Bana e Flapy e as Fábulas da Floresta Verde, as aventuras de Os Cinco, O Justiceiro e o carro Kitt; O Passeio dos Alegres com o Júlio Isidro......E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul não conhece nada. Quem é não chorou com a morte do velho Shanquete? Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico do Verão Azul, não anda cá a fazer nada…..
Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Não sabem o que subir a uma árvore, e ainda pior, nunca caíram de cima de nenhuma, são uns moles. Eles não viveram a sua infância a sonhar que um dia iam ser duplos de cinema. Eles não brincaram aos cowboys com os amigos depois de ver um western na TV. Eles nunca rebentaram uma bomba de zorrada pelo carnaval, nunca fizeram uma zagaia a partir dos aros de uma vara de guarda chuva e nunca rebentaram cabeças de fósforos dentro de uma chave furada com um prego ou tão pouco sabem o que é uma garrafinha de mau cheiro jogada ao balcão de um café cheio de gente.
A juventude de hoje foi colocada a crescer à frente de um computador. Tudo bem? Não, por mim tudo mal, por exemplo, se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft ou pelo Super Mario. É óbvio, nunca se espalharam na terra quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas nem golpes, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta pelas ruas uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos umas horas no hospital, a levar pontos e a fazer exames a possíveis infecções, tudo e mais alguma coisa, e depois está dois meses em casa a fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído, coisas que não existiam antigamente. No meu tempo, se um gajo dava uma cacetada, nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse, ou se fosse picado por vespas, nada que uma mistura de terra e mijo não acalmasse.
Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os miúdos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola na rua, os miúdos já nem na rua podem andar. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo do dia-a-dia. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se andava na estrada. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atingiu objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam, e chamam, geração "rasca"?... Nós fomos foi a geração "à rasca", isso sim. Muitos sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, (os que lá chegavam, uma minoria), sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada ao pessoal, desde o computador até ao telemóvel, os meninos têm tudo.
Eu, para ter uns Walkie Talkies, tive que moer o meu pai e mãe durante mais de um ano. Hoje, são as Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um qualquer miúdo de 13 ou 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a pen, ou quantos gygas de capacidade tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quer dar à juventude de hoje, só estamos a criar especialistas em jogos de consola.
Para finalizar consegui reunir 100 recordações, actividades/brincadeiras, o que lhes queiram chamar, que hoje estão em desuso, pouco praticadas, em vias de extinção ou completamente extinguidas, leia o resto do artigo para descobrir quais:
   LER MAIS ABAIXO NA CONTINUAÇÃO:

Abril na Vila de Colos

Embora para alguns possa parecer pouco, as actividades organizadas e em perspectiva para o mês de Abril na nossa terra, têm mérito e devem merecer a adesão de todos os colenses, de todos os sócios e amigos da Sociedade Recreativa Colense.

Mais uma vez relembro todas as actividades através dos três cartazes: