O envelhecimento do país e do interior, e no nosso caso, do Alentejo, tem várias causas, falta de emprego, falta de esperança, perca de raízes, falta de natalidade, abandono generalizado por parte do governo, etc, a lista é grande e diversificada.
Uma delas, por exemplo, o factor natalidade, com uma taxa de natalidade baixíssima, deve-se, entre outras coisas, ao facto de nos dias de hoje ambos os membros de um casal trabalharem, tendo ambos pouco tempo para cuidarem dos filhos, devia de ser dever do Estado, aquele que supostamente zela pelo futuro da nação, incentivar o futuro desta, pois o futuro são sempre os bebes e os jovens! O que se passa é o seguinte: enquanto derem abonos ridículos como 40.00 Euros por filho, podem ter a certeza meus caros leitores que a população continuará a descer a grande velocidade e os números da desertificação e envelhecimento serão assustadores dentro de pouco tempo.
Depois tudo isto também se alia aos valores egoístas introduzidos pelo Liberalismo/Socialismo e o individualismo, que faz com que o indivíduo seja um micro cosmos, que única e simplesmente vive para si próprio e não para os que o rodeiam! Muitos pais se forem a ver nem sequer paciência para 1 filho têm, quanto mais para 2 ou 3! Perdeu-se aquele velho espírito da família, e esta, a partir dos finais do século XX entrou definitivamente em colapso, nomeadamente com os valores neo-liberalistas/socialistas em geral.
A única solução viável neste momento para Portugal, e nomeadamente para o interior do país, Alentejo em particular, era uma politica de natalidade como a que Mussolini levou a cabo na Itália, já este grande homem dizia, "A força de uma nação é seu povo!", a Itália no principio de século atravessava problemas graves com a natalidade, o Estado Fascista interveio, e resolveu esses mesmos problemas, e em pouco tempo, com as politicas de natalidade de Mussolini a Itália já tinha nos anos 30 uma taxa de natalidade que superava aos pontos a taxa de mortalidade!
Esta moda portuguesa recente de recrutar imigrantes ou residentes estrangeiros para repor "as reservas humanas" em dia, está ultrapassada, é perigosa e pode lavar a muitos dissabores no futuro, basta pensar um pouco, para alem de estarmos a ser colonizados por estrangeiros, os imigrantes/residentes estrangeiros em excesso, as ditas "minorias" nunca aceitaram, nem nunca vão aceitar de modo nenhum a cultura portuguesa, vivem em guethos, ou montes e sítios isolados, fechados sobre si mesmos e procuram-se apenas uns aos outros! Depois isolados, estes bandalhos estrangeiros, uns por um lado, os urbanos, não tem emprego e limitam-se a roubar os nacionais, outros, os rurais, dedicam-se ao cultivo e tráfico de droga e com isso, todos juntos, esta horda de alienados contribuem para destabilizar a ordem pública nacional!
Deve-se frisar a falta de inteligência dos governos liberais/socialistas/sociais-democratas, desde quando trazer gente de fora é a solução para os problemas do país? Não seria mais proveitoso para a pátria ter os seus próprios habitantes a povoá-la do que ter habitantes de outras paragens, alienados da realidade portuguesa!?
Por incrível que pareça existem "portugueses" que não vêm razão para preocupação com o facto de Portugal se tornar um país de maioria negra ou estrangeira dentro de poucas gerações, não é este o Portugal que quero para o meu filho.
Mais uma vez se prova, que o Liberalismo/Socialismo, desde a sua existência e implementação social, só tem chumbos atrás de chumbos na sua classificação como regime credível.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
A Minha Geração
Penso que a juventude de hoje, na faixa que vai até aos vinte anos, vinte e picos, está perdida. E está perdida porque não conhece os grandes valores, aventuras e vivências que orientaram os que hoje rondam os trinta, trinta e tais, como este vosso escriba. O grande choque, entre muitos, quando falo nisto é, por exemplo, quando falo no Tom Sawyer. "Quem? ", pergunta a maioria. Quem?! Então não sabem quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que se consegue viver sem saber isto? A música do genérico: "Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além..." ninguém sabe o que é, para a maioria é como o hino do Iraque cantado em chinês, enfim……
Claro que depois ocorre-me que, provavelmente, os nossos jovens e crianças não conhecem os outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse cão herói do tempo dos mosqueteiros; As Cidades de Ouro; Batllestar Galáctica, com as suas naves triangulares; Espaço 1999; O Automan, com o seu Lamborghini que fazia curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e os seus dedos em membrana; O Dallas; O Barco do Amor, (e a sua música de abertura), Os três Dukes e o seu Dodge Charger mais a prima Daisy e as camisas decotadas…. O McGyver e as suas engenhocas, o Bana e Flapy e as Fábulas da Floresta Verde, as aventuras de Os Cinco, O Justiceiro e o carro Kitt; O Passeio dos Alegres com o Júlio Isidro......E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul não conhece nada. Quem é não chorou com a morte do velho Shanquete? Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico do Verão Azul, não anda cá a fazer nada…..
Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Não sabem o que subir a uma árvore, e ainda pior, nunca caíram de cima de nenhuma, são uns moles. Eles não viveram a sua infância a sonhar que um dia iam ser duplos de cinema. Eles não brincaram aos cowboys com os amigos depois de ver um western na TV. Eles nunca rebentaram uma bomba de zorrada pelo carnaval, nunca fizeram uma zagaia a partir dos aros de uma vara de guarda chuva e nunca rebentaram cabeças de fósforos dentro de uma chave furada com um prego ou tão pouco sabem o que é uma garrafinha de mau cheiro jogada ao balcão de um café cheio de gente.
A juventude de hoje foi colocada a crescer à frente de um computador. Tudo bem? Não, por mim tudo mal, por exemplo, se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft ou pelo Super Mario. É óbvio, nunca se espalharam na terra quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas nem golpes, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta pelas ruas uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos umas horas no hospital, a levar pontos e a fazer exames a possíveis infecções, tudo e mais alguma coisa, e depois está dois meses em casa a fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído, coisas que não existiam antigamente. No meu tempo, se um gajo dava uma cacetada, nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse, ou se fosse picado por vespas, nada que uma mistura de terra e mijo não acalmasse.
Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os miúdos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola na rua, os miúdos já nem na rua podem andar. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo do dia-a-dia. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se andava na estrada. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atingiu objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam, e chamam, geração "rasca"?... Nós fomos foi a geração "à rasca", isso sim. Muitos sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, (os que lá chegavam, uma minoria), sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada ao pessoal, desde o computador até ao telemóvel, os meninos têm tudo.
Eu, para ter uns Walkie Talkies, tive que moer o meu pai e mãe durante mais de um ano. Hoje, são as Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um qualquer miúdo de 13 ou 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a pen, ou quantos gygas de capacidade tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quer dar à juventude de hoje, só estamos a criar especialistas em jogos de consola.
Para finalizar consegui reunir 100 recordações, actividades/brincadeiras, o que lhes queiram chamar, que hoje estão em desuso, pouco praticadas, em vias de extinção ou completamente extinguidas, leia o resto do artigo para descobrir quais:
LER MAIS ABAIXO NA CONTINUAÇÃO:
Claro que depois ocorre-me que, provavelmente, os nossos jovens e crianças não conhecem os outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse cão herói do tempo dos mosqueteiros; As Cidades de Ouro; Batllestar Galáctica, com as suas naves triangulares; Espaço 1999; O Automan, com o seu Lamborghini que fazia curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e os seus dedos em membrana; O Dallas; O Barco do Amor, (e a sua música de abertura), Os três Dukes e o seu Dodge Charger mais a prima Daisy e as camisas decotadas…. O McGyver e as suas engenhocas, o Bana e Flapy e as Fábulas da Floresta Verde, as aventuras de Os Cinco, O Justiceiro e o carro Kitt; O Passeio dos Alegres com o Júlio Isidro......E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul não conhece nada. Quem é não chorou com a morte do velho Shanquete? Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico do Verão Azul, não anda cá a fazer nada…..
Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Não sabem o que subir a uma árvore, e ainda pior, nunca caíram de cima de nenhuma, são uns moles. Eles não viveram a sua infância a sonhar que um dia iam ser duplos de cinema. Eles não brincaram aos cowboys com os amigos depois de ver um western na TV. Eles nunca rebentaram uma bomba de zorrada pelo carnaval, nunca fizeram uma zagaia a partir dos aros de uma vara de guarda chuva e nunca rebentaram cabeças de fósforos dentro de uma chave furada com um prego ou tão pouco sabem o que é uma garrafinha de mau cheiro jogada ao balcão de um café cheio de gente.
A juventude de hoje foi colocada a crescer à frente de um computador. Tudo bem? Não, por mim tudo mal, por exemplo, se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft ou pelo Super Mario. É óbvio, nunca se espalharam na terra quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas nem golpes, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta pelas ruas uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos umas horas no hospital, a levar pontos e a fazer exames a possíveis infecções, tudo e mais alguma coisa, e depois está dois meses em casa a fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído, coisas que não existiam antigamente. No meu tempo, se um gajo dava uma cacetada, nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse, ou se fosse picado por vespas, nada que uma mistura de terra e mijo não acalmasse.
Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os miúdos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola na rua, os miúdos já nem na rua podem andar. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo do dia-a-dia. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se andava na estrada. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atingiu objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam, e chamam, geração "rasca"?... Nós fomos foi a geração "à rasca", isso sim. Muitos sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, (os que lá chegavam, uma minoria), sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada ao pessoal, desde o computador até ao telemóvel, os meninos têm tudo.
Eu, para ter uns Walkie Talkies, tive que moer o meu pai e mãe durante mais de um ano. Hoje, são as Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um qualquer miúdo de 13 ou 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a pen, ou quantos gygas de capacidade tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quer dar à juventude de hoje, só estamos a criar especialistas em jogos de consola.
Para finalizar consegui reunir 100 recordações, actividades/brincadeiras, o que lhes queiram chamar, que hoje estão em desuso, pouco praticadas, em vias de extinção ou completamente extinguidas, leia o resto do artigo para descobrir quais:
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Abril na Vila de Colos
Embora para alguns possa parecer pouco, as actividades organizadas e em perspectiva para o mês de Abril na nossa terra, têm mérito e devem merecer a adesão de todos os colenses, de todos os sócios e amigos da Sociedade Recreativa Colense.
Mais uma vez relembro todas as actividades através dos três cartazes:
quinta-feira, 1 de abril de 2010
A Nacional 389
Estrada Nacional 389, designação pela qual é conhecida a ligação entre Cercal do Alentejo, no concelho de Santiago do Cacém, e Garvão, no concelho de Ourique, atravessando, claro está, a Vila de Colos, e é por esta via que, maioritariamente, se entra e sai de Colos.
Grande parte do movimento Sines / Algarve faz-se também por esta via, a camionagem pesada faz a ligação ao IC1 em Ourique evitando assim a deslocação via Grândola ou via Alvalade-Sado, encurtando caminho a partir do Cercal de Alentejo e poupando tempo e kilómetros, mas, inexplicavelmente, esta importante via de ligação interior com cerca de 40Km, não é alvo de uma reparação a sério á vários e longos anos, tornando a convivência entre ligeiros e pesados muito complicada em determinados pontos.
Enigmaticamente parece que ninguem sabe o porquê da nacional 389 nunca ser prioridade quando se fala de intervenções de fundo em infra-estruturas rodoviárias locais e regionais, uma fonte bem colocada nas Estradas de Portugal, a uma pergunta minha sobre o assunto respondeu assim: "na 389 não deixam fazer nada".....grande ponto de interrogação, mas porquê? Não se sabe, ao que tudo indica é segredo de estado, mas quando vemos algumas vias secundárias e outras estradas nacionais com menos movimento que a 389 serem alvo de grandes requalificações, intervenções e reparações, ficamos a pensar que isto é um ficheiro secreto.
A estrada tem sido alvo de pequenas reparações e manutenção, intervenções sorvedoras de dinheiro e desajustadas para o tráfego existente, rapidamente a estrada volta aos mesmos defeitos de sempre, buracos, bermas baixas, vegetação lateral, valetas entupidas, etc, etc.....com a agravante de a estrada cruzar três concelhos diferentes, Santiago do Cacém, Odemira e Ourique, com as diversas obras de empreitada de manutenção e reparação serem apenas concelhias a estrada parece partida em três bocados diferentes conforme é a área geográfica que atravessa.
Na altura que escrevo, Março de 2010, a estrada está razoável, alvo de reparações localizadas e cirúrgicas e embora com um inverno rigoroso e exigente, a 389 está transitável embora oscile, em termos de circulação e conforto, entre a bom e péssimo, e não se compreende as intervenções apenas em alguns pontos, onde a estrada ficou boa, com um bom tapete de asfalto, boas bermas, bom escoamento de águas residuais, etc.... quando noutros pontos a situação é exactamente a oposta, tudo na mesma estrada, curioso não é?
Grande parte do movimento Sines / Algarve faz-se também por esta via, a camionagem pesada faz a ligação ao IC1 em Ourique evitando assim a deslocação via Grândola ou via Alvalade-Sado, encurtando caminho a partir do Cercal de Alentejo e poupando tempo e kilómetros, mas, inexplicavelmente, esta importante via de ligação interior com cerca de 40Km, não é alvo de uma reparação a sério á vários e longos anos, tornando a convivência entre ligeiros e pesados muito complicada em determinados pontos.
Enigmaticamente parece que ninguem sabe o porquê da nacional 389 nunca ser prioridade quando se fala de intervenções de fundo em infra-estruturas rodoviárias locais e regionais, uma fonte bem colocada nas Estradas de Portugal, a uma pergunta minha sobre o assunto respondeu assim: "na 389 não deixam fazer nada".....grande ponto de interrogação, mas porquê? Não se sabe, ao que tudo indica é segredo de estado, mas quando vemos algumas vias secundárias e outras estradas nacionais com menos movimento que a 389 serem alvo de grandes requalificações, intervenções e reparações, ficamos a pensar que isto é um ficheiro secreto.
A estrada tem sido alvo de pequenas reparações e manutenção, intervenções sorvedoras de dinheiro e desajustadas para o tráfego existente, rapidamente a estrada volta aos mesmos defeitos de sempre, buracos, bermas baixas, vegetação lateral, valetas entupidas, etc, etc.....com a agravante de a estrada cruzar três concelhos diferentes, Santiago do Cacém, Odemira e Ourique, com as diversas obras de empreitada de manutenção e reparação serem apenas concelhias a estrada parece partida em três bocados diferentes conforme é a área geográfica que atravessa.
Na altura que escrevo, Março de 2010, a estrada está razoável, alvo de reparações localizadas e cirúrgicas e embora com um inverno rigoroso e exigente, a 389 está transitável embora oscile, em termos de circulação e conforto, entre a bom e péssimo, e não se compreende as intervenções apenas em alguns pontos, onde a estrada ficou boa, com um bom tapete de asfalto, boas bermas, bom escoamento de águas residuais, etc.... quando noutros pontos a situação é exactamente a oposta, tudo na mesma estrada, curioso não é?
quarta-feira, 31 de março de 2010
A minha escola de sempre
Na minha terra havia uma escola primária, antigamente chamada de escola feminina, dois pisos, dois pátios cobertos, terreno circundante, construção “sui generis”, inigualável, não era igual nem parecida á matriz arquitectónica das escolas típicas do Estado Novo, período quando foi construída, em termos técnicos não sei se era bonita ou feia, mas para mim era a mais linda, hall de entrada, duas salas, uma em cada piso, sala de trabalhos manuais, casas de banho com espaço para serem alteradas e ampliadas se fosse necessário, cantina, anexos, etc….
Situada no sitio mais elevado da terra, juntamente com a capela e a igreja, era bem identificada, as suas três janelas em semicírculo com caixilhos de madeira e envidraçadas, um ex-libris da terra, eram rapidamente reconhecidas pelos Colenses e pelas centenas ou até mesmo milhares de condutores e passageiros que através da Estrada Nacional atravessam e circundam quase por completo a minha bela localidade.
De fronte, uma entrada com arcadas dava acesso ao pátio anterior á entrada, por cima, três janelas rectangulares, por baixo das janelas, bem visível, gravado a fundo na cantaria, pintadas de preto sob a cal branca das paredes a inscrição “Escola Primária”, inimitável, inigualável, inesquecível, como se ali para sempre fosse o sitio onde dezenas de gerações aprenderiam a ler e a escrever, a fazer contas, a crescer educados.
Soalhos de madeira, escada de madeira antiga, corrimão envolvente e polido pelas milhares, milhões de vezes que mãos que o percorreram, quer para cima quer para baixo.
Esta era a minha escola, ou melhor, foi a minha escola, mas para sempre seria a minha escola, recordada como tal, foi a de meu pai e seria a do meu filho, onde tantas gerações de Colenses aprenderam as suas primeiras letras, os seus primeiros números, a sua educação básica, o que equivale dizer que comparado com o que se ensina actualmente, era bem melhor que o actual secundário.
Esta era a escola de todos nós, e digo era porque as “novas politicas” de educação determinaram e decidiram que as novas exigências educacionais já não eram compatíveis com as condições oferecidas pelas instalações da velhinha escola primária. E isto para mim é, no mínimo, discutível!
Porquê? Pode-se perguntar, os terrenos circundante tinha sido pavimentado, o edifício tinha sido pintado de novo não havia muitos anos….reconheço que é pouco, faltava mais manutenção, faltava a velha escola passar por uma profunda intervenção, das fundações ao telhado….mas então porque não se avançou para essa solução? Porque não se fez um projecto de remodelação e se avançou para obras? Não, em vez disso as três emblemáticas janelas superiores foram emparedadas e tapadas com tijolos, ficando o edifício, naquela altura, a parecer uma sinistra prisão, actualmente essas janelas de madeira foram substituídas por caixilhos de alumínio, que continuam a ser igualmente aberrantes.
E porque razão entregar o edifício á Cruz Vermelha? Nada tenho contra a Cruz Vermelha, para que não hajam dúvidas, e muitos vão-me condenar, mais uma vez, por esta opinião, mas não havia mais opções a ponderar? Porque não uma biblioteca, um cineteatro, um museu, certamente haveria mais ideias, mais projectos a discutir.
E depois porque razão se decidiu pela construção de uma escola primária nova dentro do recinto da actual Escola EB 2+3 e já a meio caminho do Vale Rodrigues?
Será que a verba disponível para a construção da nova escola não podia ter sido usado na recuperação da velha escola primária? Será que os 200.000,00 euros, ou lá quanto custou a construção da nova escolinha, não serviam ou chegavam para recuperar o antigo edifício da velha escola? Dotá-la de tudo o que era necessário para o fim a que se destina, ou seja, ensinar e educar?
Ao que parece, e seguindo a politica do chefe máximo da Nação, Sócrates, é importante apagar a memória colectiva, é importante obliterar anos e anos de convívio no mesmo espaço, brincadeiras, zangas, jogos, aulas, testes, notas, ilusões e desilusões.
Pergunto eu, isto é ou não passar um atestado de imbecilidade e estupidez a todos os antigos alunos da velhinha e antiga escola?
Porque razão se torna tão objectivo o esconder o passado, quantos de nós jogaram ali á apanhada, a berlinde, ás escondidas, ao pião, a funcho, na lama, á chuva, ao frio e ao vento, e não estamos cá todos homens e mulheres fortes e educados?
Penso que sei que estas são actividades não praticadas na nova escola, não devem constar no “programa educacional” do (des)governo pinócrates/PS
Pode-se mesmo dizer que todas estas brincadeiras e jogos tradicionais estão extintos ou para lá caminham, ultrapassadas pelo tempo voraz da era dos computadores, pessoais e individuais, inúteis, …….playstations e jogos de PC de onde se passou directamente do berlinde e do rodopiar do pião para jogos com os sugestivos nomes de Street Combat, Street Fight, Mortal Combat, Evil Dead, etc, etc…….onde os tiros virtuais, morte, guerra e violência gratuitas passam a fazer parte da educação dos novos tempos.
Será as inócuas aulas de ginástica melhores que as intermináveis corridas dos jogos da apanhada ou escondidas? Ou os computadores melhores que os jogos de berlinde ou pião?
Não são, nunca serão porque fora do recinto da escola o mundo continua a ser o mesmo, com a diferença de ser muito mais perigoso, mas as respostas continuam a não existir, muda-se a forma e o conteúdo, mas a vida real continua difícil, mais difícil e exigente, e as nossas crianças não estão a receber a educação nem a formação correcta e adequada para enfrentar de futuro esses novos desafios e dificuldades!
Uma nova escola precisava-se, mas não um novo edifício num novo lugar, o que precisávamos, e vamos continuar a precisar, é de uma nova politica educativa orientada para a construção de um Portugal novo, remodelado, portador do peso histórico, desafiante e combativo, exigente e incorruptível, tradicionalista e orgulhoso do seu glorioso passado.
Situada no sitio mais elevado da terra, juntamente com a capela e a igreja, era bem identificada, as suas três janelas em semicírculo com caixilhos de madeira e envidraçadas, um ex-libris da terra, eram rapidamente reconhecidas pelos Colenses e pelas centenas ou até mesmo milhares de condutores e passageiros que através da Estrada Nacional atravessam e circundam quase por completo a minha bela localidade.
De fronte, uma entrada com arcadas dava acesso ao pátio anterior á entrada, por cima, três janelas rectangulares, por baixo das janelas, bem visível, gravado a fundo na cantaria, pintadas de preto sob a cal branca das paredes a inscrição “Escola Primária”, inimitável, inigualável, inesquecível, como se ali para sempre fosse o sitio onde dezenas de gerações aprenderiam a ler e a escrever, a fazer contas, a crescer educados.
Soalhos de madeira, escada de madeira antiga, corrimão envolvente e polido pelas milhares, milhões de vezes que mãos que o percorreram, quer para cima quer para baixo.
Esta era a minha escola, ou melhor, foi a minha escola, mas para sempre seria a minha escola, recordada como tal, foi a de meu pai e seria a do meu filho, onde tantas gerações de Colenses aprenderam as suas primeiras letras, os seus primeiros números, a sua educação básica, o que equivale dizer que comparado com o que se ensina actualmente, era bem melhor que o actual secundário.
Esta era a escola de todos nós, e digo era porque as “novas politicas” de educação determinaram e decidiram que as novas exigências educacionais já não eram compatíveis com as condições oferecidas pelas instalações da velhinha escola primária. E isto para mim é, no mínimo, discutível!
Porquê? Pode-se perguntar, os terrenos circundante tinha sido pavimentado, o edifício tinha sido pintado de novo não havia muitos anos….reconheço que é pouco, faltava mais manutenção, faltava a velha escola passar por uma profunda intervenção, das fundações ao telhado….mas então porque não se avançou para essa solução? Porque não se fez um projecto de remodelação e se avançou para obras? Não, em vez disso as três emblemáticas janelas superiores foram emparedadas e tapadas com tijolos, ficando o edifício, naquela altura, a parecer uma sinistra prisão, actualmente essas janelas de madeira foram substituídas por caixilhos de alumínio, que continuam a ser igualmente aberrantes.
E porque razão entregar o edifício á Cruz Vermelha? Nada tenho contra a Cruz Vermelha, para que não hajam dúvidas, e muitos vão-me condenar, mais uma vez, por esta opinião, mas não havia mais opções a ponderar? Porque não uma biblioteca, um cineteatro, um museu, certamente haveria mais ideias, mais projectos a discutir.
E depois porque razão se decidiu pela construção de uma escola primária nova dentro do recinto da actual Escola EB 2+3 e já a meio caminho do Vale Rodrigues?
Será que a verba disponível para a construção da nova escola não podia ter sido usado na recuperação da velha escola primária? Será que os 200.000,00 euros, ou lá quanto custou a construção da nova escolinha, não serviam ou chegavam para recuperar o antigo edifício da velha escola? Dotá-la de tudo o que era necessário para o fim a que se destina, ou seja, ensinar e educar?
Ao que parece, e seguindo a politica do chefe máximo da Nação, Sócrates, é importante apagar a memória colectiva, é importante obliterar anos e anos de convívio no mesmo espaço, brincadeiras, zangas, jogos, aulas, testes, notas, ilusões e desilusões.
Pergunto eu, isto é ou não passar um atestado de imbecilidade e estupidez a todos os antigos alunos da velhinha e antiga escola?
Porque razão se torna tão objectivo o esconder o passado, quantos de nós jogaram ali á apanhada, a berlinde, ás escondidas, ao pião, a funcho, na lama, á chuva, ao frio e ao vento, e não estamos cá todos homens e mulheres fortes e educados?
Penso que sei que estas são actividades não praticadas na nova escola, não devem constar no “programa educacional” do (des)governo pinócrates/PS
Pode-se mesmo dizer que todas estas brincadeiras e jogos tradicionais estão extintos ou para lá caminham, ultrapassadas pelo tempo voraz da era dos computadores, pessoais e individuais, inúteis, …….playstations e jogos de PC de onde se passou directamente do berlinde e do rodopiar do pião para jogos com os sugestivos nomes de Street Combat, Street Fight, Mortal Combat, Evil Dead, etc, etc…….onde os tiros virtuais, morte, guerra e violência gratuitas passam a fazer parte da educação dos novos tempos.
Será as inócuas aulas de ginástica melhores que as intermináveis corridas dos jogos da apanhada ou escondidas? Ou os computadores melhores que os jogos de berlinde ou pião?
Não são, nunca serão porque fora do recinto da escola o mundo continua a ser o mesmo, com a diferença de ser muito mais perigoso, mas as respostas continuam a não existir, muda-se a forma e o conteúdo, mas a vida real continua difícil, mais difícil e exigente, e as nossas crianças não estão a receber a educação nem a formação correcta e adequada para enfrentar de futuro esses novos desafios e dificuldades!
Uma nova escola precisava-se, mas não um novo edifício num novo lugar, o que precisávamos, e vamos continuar a precisar, é de uma nova politica educativa orientada para a construção de um Portugal novo, remodelado, portador do peso histórico, desafiante e combativo, exigente e incorruptível, tradicionalista e orgulhoso do seu glorioso passado.
terça-feira, 30 de março de 2010
Curiosidades de Colos
Cuidado, a quinta dimensão chegou à nossa terra, o insólito existe em Colos num sitio, onde, para alem do seu portão, podemos estar em qualquer destes lugares ou situações:
- Campo de Concentração do Tarrafal (Agro Turismo)
- Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus
- Proibido colher cogumelos, espargos e outros produtos silvestres
- Área de não caça
- Campo de treino de caça
- Caminho agrícola particular, acesso reservado
segunda-feira, 29 de março de 2010
A minha terra (e arredores)
Gosto de pensar as fotografias como objectos de memória, onde lugares e pessoas são vistos, sentidos, num exercício de memória, ou lembrança: lembrar o presente e o ausente; perceber os esquecimentos.
As imagens do passado, por exemplo, são, ao mesmo tempo, o que pensamos hoje sobre ele e o que dele ficou retido na fotografia – um outro modo de pensá-lo novamente. Quando voltamos à fotografia, temos a mesma possibilidade de ver a rua, o lugar, o sitio, nas grandes dimensões que o nosso olhar infantil via.
O passado tem cheiro, forma, textura, sabor, sons, luminosidade, mas de tudo isso construímos uma só imagem, uma fotografia para a eternidade, como forma de transmitir algo de nós, das nossas raízes e da nossa cultura ás gerações futuras.













As imagens do passado, por exemplo, são, ao mesmo tempo, o que pensamos hoje sobre ele e o que dele ficou retido na fotografia – um outro modo de pensá-lo novamente. Quando voltamos à fotografia, temos a mesma possibilidade de ver a rua, o lugar, o sitio, nas grandes dimensões que o nosso olhar infantil via.
O passado tem cheiro, forma, textura, sabor, sons, luminosidade, mas de tudo isso construímos uma só imagem, uma fotografia para a eternidade, como forma de transmitir algo de nós, das nossas raízes e da nossa cultura ás gerações futuras.













sexta-feira, 26 de março de 2010
Feira Romana na Escola de Colos
O dia 25 de Março vai ficar na memória da nossa escola pela realização da Feira Romana e pela presença do conhecido humorista Ricardo Araújo Pereira, dos Gato Fedorento.
Uma boa organização garantiu o sucesso da realização da I Feira Romana na Escola de Colos, professores, auxiliares, alunos e alunas, todos, ou quase todos, envolvidos de alma e coração no acontecimento proporcionaram a todos os pais, visitantes e amigos um dia diferente e agradável.
Por toda a escola havia barraquinhas com venda de produtos feitos pelos alunos, também desde produtos hortícolas, doçaria da região entre outras coisas, a escolha era variada e foi uma agradável surpresa.
Havia também uma feira do livro e realizaram-se diversas actividades como jogos, música, exposição de cabras anãs, actividades desportivas romanas e até um desfile de moda romana.
Artesãos estiveram presentes, com a mostra de artesanato popular, cerâmica, madeiras e cantadoras acompanhadas de viola campaniça.
No periodo após o almoço foi a vez de entrar em cena Ricardo Araújo Pereira, que encheu por completo a sala polivalente com os inúmeros visitantes que acorreram à escola.
Numa conversa informal de perguntas e repostas entre o convidado e os presentes, o "gato fedorento" lá foi respondendo a coisas tão insólitas como "qual o número dos teus sapatos?" ou "qual a tua altura?" até "não imitas o Sácrates?" e cujas respostas arrancaram algumas boas gargalhadas.
Uma iniciativa com muito mérito, bem organizada, a escola está de parabéns pela forma como conseguiu mobilizar, tanto os alunos e corpo docente, mas também a população de Colos e restantes terras do agrupamento de escolas.
Uma iniciativa que se quer repetida e ampliada, para isso tenho a certeza que não faltará o apoio da Junta de Freguesia em futuras iniciativas.


















Uma boa organização garantiu o sucesso da realização da I Feira Romana na Escola de Colos, professores, auxiliares, alunos e alunas, todos, ou quase todos, envolvidos de alma e coração no acontecimento proporcionaram a todos os pais, visitantes e amigos um dia diferente e agradável.
Por toda a escola havia barraquinhas com venda de produtos feitos pelos alunos, também desde produtos hortícolas, doçaria da região entre outras coisas, a escolha era variada e foi uma agradável surpresa.
Havia também uma feira do livro e realizaram-se diversas actividades como jogos, música, exposição de cabras anãs, actividades desportivas romanas e até um desfile de moda romana.
Artesãos estiveram presentes, com a mostra de artesanato popular, cerâmica, madeiras e cantadoras acompanhadas de viola campaniça.
No periodo após o almoço foi a vez de entrar em cena Ricardo Araújo Pereira, que encheu por completo a sala polivalente com os inúmeros visitantes que acorreram à escola.
Numa conversa informal de perguntas e repostas entre o convidado e os presentes, o "gato fedorento" lá foi respondendo a coisas tão insólitas como "qual o número dos teus sapatos?" ou "qual a tua altura?" até "não imitas o Sácrates?" e cujas respostas arrancaram algumas boas gargalhadas.
Uma iniciativa com muito mérito, bem organizada, a escola está de parabéns pela forma como conseguiu mobilizar, tanto os alunos e corpo docente, mas também a população de Colos e restantes terras do agrupamento de escolas.
Uma iniciativa que se quer repetida e ampliada, para isso tenho a certeza que não faltará o apoio da Junta de Freguesia em futuras iniciativas.


















Comunicado da Câmara Municipal de Odemira à população de Colos
Acerca da transferência da Farmácia Colense a Câmara Municipal de Odemira emite o seguinte comunicado e envia uma carta ao Infarmed:
Pode ler-se AQUI
Clicar nas imagens para ampliar
Comunicado
Carta para o Infarmed
quinta-feira, 25 de março de 2010
Gente de cá - Zé do Forno
Em tempos que já lá vão não existiam padarias em Colos, nem ninguém que viesse de fora vender pão. Eram as próprias famílias que amassavam á medida das necessidades de cada uma, levando de seguida o pão para cozer num dos três fornos existentes na freguesia.José Pereira, mais conhecido em Colos por Zé do Forno, nasceu em Garvão há 85 anos. Com cerca de 20 anos, veio viver para Colos com os pais e os dois irmãos, à procura de uma vida melhor, depois de em moço ter ajudado o pai, que era moiral, a guardar porcos.
Ao chegarem a Colos, o pai comprou um dos três fornos que coziam o pão na terra, pondo-o a ele, que era o mais velho, a cuidar do negócio. Tudo isto nos anos 40 do século passado.
Trabalhando sozinho, era pau para toda a obra: apanhava lenha «onde a agarrava e a deixavam trazer», acendia o forno, ia buscar os tabuleiros com o pão cru e mais tarde ia entregá-los aos donos com o pão já cozido.
Para que tudo corresse bem, tinha que ir de véspera a casa dos fregueses para saber que é que precisava de cozer no dia seguinte. As pessoas amassavam de noite pois tinham de trabalhar de dia.
O pagamento da cozedura era feito no sistema da “maquia”: o dono do forno, em vez de receber em dinheiro, ficava com um certo número de pães de entre o total da cozedura. Já não se lembra das quantidades exactas, mas a coisa rondava um pão de “maquia” por cada 12 ou 15 pães cozidos. A partir de certa altura mudou o sistema de “maquia”, passando o serviço a ser pago em dinheiro.
Casou com 22/23 anos, mas nunca teve filhos «porque não calhou». A mulher morreu ainda nova, com cerca de cinquenta anos. Como não tem descendentes directos, a casa do forno vai ficar para os sobrinhos.
Deixou de cozer no inicio dos anos oitenta, depois de ter tido que arranjar «um livro de contabilidade para assentar os pães que cozia e o ordenado que tirava» e de lhe terem exigido «condições para continuar a cozer que ele não tinha», tendo decidido por isso «da baixa do forno».
Neste momento, ele e o irmão mais novo, de 79 anos, vivem no Lar da Misericórdia em Colos.Tem uma pensão de 42 contos (210 euros) que serve para pagar o alojamento e ainda lhe dão «algum troco».
Esteve doente há cerca de dez anos atrás. Levaram-no para Odemira e a seguir para Beja e «desde essa altura ficou a viver no Lar», onde «come, dorme, vê televisão e vem até cá fora apanhar sol quando o tempo deixa».
Obrigado Ti Zé, por ter cozido o pão que durante quatro décadas alimentou muitos dos habitantes da Vila de Colos.
Publicado no Jornal Costa a Costa
terça-feira, 23 de março de 2010
Grande Noite de Fados em Colos
O agrupamento 1179 de escuteiros de Colos, com o apoio da Junta de Freguesia de Colos e da Câmara Municipal de Odemira, promove e organiza uma noite de fados em Colos
O evento terá lugar dia 27 de Março, com inicio ás 21:30 Horas e conta com os seguintes artistas:
Sandra Tomaz
Celso
Zé Rato
Artur "D`Odemira"
Guitarra: Celestino Guerreiro
Viola: António Serápio
O evento terá lugar dia 27 de Março, com inicio ás 21:30 Horas e conta com os seguintes artistas:
Sandra Tomaz
Celso
Zé Rato
Artur "D`Odemira"
Guitarra: Celestino Guerreiro
Viola: António Serápio
segunda-feira, 22 de março de 2010
1º Passeio de Motorizadas da Sociedade Recreativa Colense
Um dia, na primeira metade do século XX, alguém disse que no começo dos anos 50 desse mesmo século, a motorizada ia transformar o Portugal rural e das aldeias. Assim aconteceu. A motorizada implementou-se por todo o país, num êxito que se deve, em parte, aos inúmeros fabricantes de motorizadas, principalmente do Norte, mas também aos inúmeros importadores e comerciantes ligados ao meio com enorme paixão.Se a roda marcou a evolução da humanidade, duas rodas e um motor abriram, no século XX, novos horizontes ao homem, dando-lhe uma nova mobilidade, novas capacidades, desafiando os limites da velocidade, estimulando a competição e permitindo-lhe circular com uma outra versatilidade.
O termo «moto» é hoje convencionalmente usado para definir um veículo com duas rodas e um motor. Todavia muitas foram as designações que, até hoje, desde a sua criação, se utilizaram para a identificar: bicicleta-automóvel; bicicleta ou triciclo com motor; motociclo; motocicleta; motoreta; motorizada; velomotor; petrolete; velocípede com motor; bicicleta a petróleo e por ai fora……entre nós, no Alentejo, em Colos, são conhecidas por motorizadas, e são essas mesmas motorizadas que pretendemos recordar no 1º Passeio de Motorizadas da Sociedade Recreativa Colense.
De terra em terra, de monte em monte, de lugar em lugar, vamos reviver tempos idos e percorrer os velhos caminhos que os nossos antigos tantas vezes trilharam, de verão e de inverno, nos seus afazeres diários, idas e vindas do trabalho ou por puro divertimento, vamos recordar as Casal, as Zundapps, as SIS, as Macal, as Sachs, as Vilar, as Famel e todas as outras que nos honrarem com a sua presença.
1º Concurso de Fotografia da Sociedade Recreativa Colense
"Fotografia é imagem. Mas não apenas. Ela é o tempo detido, é a memória. É a evidência da luz que incidiu sobre um objecto específico, num lugar específico, num momento específico. Se por um lado isto soa como uma limitação, por outro é o próprio mistério da fotografia. Aquilo que vemos numa foto aconteceu. Às vezes de uma maneira que não sabemos como ou porquê - a fotografia não explica. Mas aqueles objectos e pessoas que se gravaram sobre o filme e hoje são imagens, ontem existiram. É isso que estimula nossa imaginação."A Sociedade Recreativa Colense (SRC), integrada no âmbito das comemorações do 25 de Abril no concelho de Odemira, promove o 1º Concurso de Fotografia subordinado ao tema "Vila de Colos".
Clóvis Loureiro em: A linguagem da fotografia
Os trabalhos devem ser entregues ou enviados para a sede da SRC até ao próximo dia 20 de Abril, onde ficarão expostos até ao dia 28 de Abril, data em que serão divulgadas as três fotografias vencedoras.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Procissão dos passos em Colos
Realiza-se no próximo domingo, dia 21 de Março, em Colos, a já tradicional festa / procissão dos passos.
Ao longo dos séculos, na época quaresmal, os cristãos souberam traduzir, por diferentes formas, os mistérios principais da sua Fé na Morte e Ressurreição do Senhor. A Procissão dos Passos é uma maneira visível e silenciosa de proclamar o Mistério da Paixão e Morte de Jesus Cristo. A comunidade cristã da Colos, goza a felicidade de acolher no seu seio uma das mais antigas manifestações de religiosidade popular, que tem por tradição reconstituir os momentos mais marcantes alusivos à morte de Cristo, com a realização da solene procissão do “Senhor dos Passos”, no próximo fim-de-semana.
Os pontos altos das cerimónias de domingo residem na Celebração da Eucaristia e Sermão, na saída das imagens da igreja matriz e subsequente caminhada pelas duas ruas de Colos, uma rua para cada imagem, culminando com o derradeiro encontro, realizado na Praça D. Manuel I, numa simbologia do encontro de Cristo com sua mãe, a caminho do calvário, seguindo-se além do Cantar da Verónica, no Sermão do Encontro, e o Sermão do Calvário.
A Procissão dos Passos em Colos oferece a participantes e espectadores, em quadros alegóricos e encenação dramática, a caminhada de Cristo até ao Calvário. A própria imagem de Jesus, o “Senhor dos Passos”, levando a cruz às costas (a imagem do Senhor dos Passos, apresenta-o com um dos joelhos no chão e a Cruz aos ombros), percorre as ruas da Vila de Colos, como outrora percorreu as de Jerusalém, numa autêntica “via-sacra”
Relembrando o passado, num acto de nostalgia e saudosismo pelos magníficos e defuntos anos 80 do século passado, recordo com saudade as procissões dessa altura, na inocência da minha infância, ainda com o meu pai presente.
Nessa época, esta procissão em Colos tomou forma, grandiosidade e fama, com a visita de inúmeras pessoas à nossa terra para assistir, presenciar e participar na festa religiosa.
São desse tempo as fotos que hoje coloco aqui, a chegada da imagem do senhor dos passos ao Largo D. Manuel I, a Verónica, o regresso à Igreja feito através da Rua Carlos Maia.
Deixo o exercício de reconhecimento das pessoas nas fotos para todos, algumas já não se encontram entre nós, outras estão longe, afastadas da sua terra por motivos diversos.
Concerteza que estas imagens a alguns colenses trará recordações, emoção e saudades.
Quero mais uma vez agradecer a Maria Emília Guerreiro Figueira pela cedência das fotos
Ao longo dos séculos, na época quaresmal, os cristãos souberam traduzir, por diferentes formas, os mistérios principais da sua Fé na Morte e Ressurreição do Senhor. A Procissão dos Passos é uma maneira visível e silenciosa de proclamar o Mistério da Paixão e Morte de Jesus Cristo. A comunidade cristã da Colos, goza a felicidade de acolher no seu seio uma das mais antigas manifestações de religiosidade popular, que tem por tradição reconstituir os momentos mais marcantes alusivos à morte de Cristo, com a realização da solene procissão do “Senhor dos Passos”, no próximo fim-de-semana.
Os pontos altos das cerimónias de domingo residem na Celebração da Eucaristia e Sermão, na saída das imagens da igreja matriz e subsequente caminhada pelas duas ruas de Colos, uma rua para cada imagem, culminando com o derradeiro encontro, realizado na Praça D. Manuel I, numa simbologia do encontro de Cristo com sua mãe, a caminho do calvário, seguindo-se além do Cantar da Verónica, no Sermão do Encontro, e o Sermão do Calvário.
A Procissão dos Passos em Colos oferece a participantes e espectadores, em quadros alegóricos e encenação dramática, a caminhada de Cristo até ao Calvário. A própria imagem de Jesus, o “Senhor dos Passos”, levando a cruz às costas (a imagem do Senhor dos Passos, apresenta-o com um dos joelhos no chão e a Cruz aos ombros), percorre as ruas da Vila de Colos, como outrora percorreu as de Jerusalém, numa autêntica “via-sacra”
Relembrando o passado, num acto de nostalgia e saudosismo pelos magníficos e defuntos anos 80 do século passado, recordo com saudade as procissões dessa altura, na inocência da minha infância, ainda com o meu pai presente.
Nessa época, esta procissão em Colos tomou forma, grandiosidade e fama, com a visita de inúmeras pessoas à nossa terra para assistir, presenciar e participar na festa religiosa.
São desse tempo as fotos que hoje coloco aqui, a chegada da imagem do senhor dos passos ao Largo D. Manuel I, a Verónica, o regresso à Igreja feito através da Rua Carlos Maia.
Deixo o exercício de reconhecimento das pessoas nas fotos para todos, algumas já não se encontram entre nós, outras estão longe, afastadas da sua terra por motivos diversos.
Concerteza que estas imagens a alguns colenses trará recordações, emoção e saudades.
Quero mais uma vez agradecer a Maria Emília Guerreiro Figueira pela cedência das fotos
segunda-feira, 8 de março de 2010
Gente de cá - André Guerreiro
André Guerreiro, verdadeiro filho da freguesia, a mãe é da Ribeira do Seissal e o pai e o nosso super conhecido Fontainhas, colense de gema.
Multifacetado e irreverente, André Guerreiro enveredou por uma carreira de barman com enorme sucesso, conforme testemunha o video:
É um artista de Colos, pois claro....
Multifacetado e irreverente, André Guerreiro enveredou por uma carreira de barman com enorme sucesso, conforme testemunha o video:
É um artista de Colos, pois claro....
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