sábado, 27 de fevereiro de 2010

Visita da Srª de Fátima a Colos 15/11/1947

No dia 15 de Novembro de 1947 a imagem de Nossa Senhora de Fátima, venerada na Cova da Iria, visitou Colos e esteve na Igreja Matriz, é dessa altura a placa que se encontra na entrada da Igreja e que disso faz memória, assim como as fotos que apresento, que testemunham a festa que foi organizada para receber a imagem, com as principais ruas de Colos a serem enfeitadas numa demonstração de unidade e orgulho pelo facto:
Mais uma vez as fotografias mais antigas que apresento foram cedidas pela Dona Maria Emília Guerreiro Figueira, a quem muito agradeço.
Muito obrigado!
Final da Rua 28 de Maio
 
 Rua Carlos Maia
Rua Carlos Maia
Rua Infante D. Henrique
 
Praça D.Manuel I / Rua 28 de Maio

Placa comemorativa 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Desporto em Colos - Ciclismo no século passado

O ciclismo é, seguramente, uma das mais bonitas e populares modalidades desportivas.
Em meados do século passado existiu em Colos uma forte tradição no ciclismo, prova disso é uma taça existente no espólio da Sociedade recreativa Colense e as fotografias que apresento de seguida, pena é que este desporto popular se tenha extinguido na nossa freguesia.
O sacrifício, a dor e a capacidade de resistência daqueles atletas marcam-nos de modo impressionante.
Correr por estradas enlameadas, sem pavimentos, com bicicletas arcaicas, era obra de uma admirável capacidade.
Saber reunir este tipo de fotografias e, com dignidade e com a devida homenagem, recordar as nossas referências desportivas, a todos orgulha.
Infelizmente nada mais sei sobre a história por trás das fotografias apresentadas, não sei os nomes dos valentes ciclistas nem sei as datas das corridas, mas a essência da paixão fica para sempre!
Mais uma vez as fotografias que apresento foram cedidas pela Dona Maria Emília Guerreiro Figueira, a quem muito agradeço.
Muito obrigado!

 
  
  
Taça existente no espólio da Sociedade Recreativa Colense, em que se pode ler:
PROVA DE CICLISMO
EQUIPE VENCEDORA
6-7-958 (1958)
 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Colos do antigamente

A identidade de um povo, de uma comunidade, de uma terra, só consegue sobreviver desde que não se perca a memória. Um ser que perdeu a memória ou que voluntáriamente a destrói, como acontece com o Portugal contemporâneo pela mão dos governantes da actual geração, está a condenar á morte a sua identidade, por efeito da amnésia e da herança delapidada; no fim torna-se um corpo esvaziado da sua alma, uma sombra do que foi.
Temos as nossas referências, os nossos princípios, os nossos valores, as nossas regras de vivência são, por enquanto, conhecidas,  e temos orgulho na nossa terra, por isso as nossas tradições devem manter-se vivas para as gerações futuras recordarem de onde vêm e quais são as suas raízes.
Devemos lutar contra a perca da nossa identidade cultural, religiosa e comunitária, num tempo de indecisões, de confusões e de escolhas, antes de sermos europeus devemos reanúnciar que somos alentejanos e portugueses!
Ignorar a nossa história, ignorar a maneira de ser das gerações anteriores a nós, é desconhecer a nós próprios, os Homens são, fundamentalmente, o seu passado, já que o presente é efémero e o futuro é uma incógnita.
As fotografias que apresento foram cedidas pela Dona Maria Emília Guerreiro Figueira, (a nossa conhecida Mila), a quem muito agradeço e que continua a ser uma das grandes guardiãs da tradições e memórias de Colos
Muito obrigado!

 Colos do antigamente, fotografias de cenas quotidianas, paisagens, animais e pessoas do passado da nossa terra, quase todas datadas da década de 40 do século passado:
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Grupo de alunas e suas mães na escola feminina, ao fundo a torre da Igreja Matriz
 
Amendoeira 1942 - Grupo de mulheres na monda
 
 Junta de Bois
 
Carrada de Trigo para debulha
 
Máquina fixa na debulha

Junta de Bois

Grupo de mulheres a descamisar milho
 

Grupo de mulheres na monda
 
  
 Tosquia manual de ovelhas
 
Tourada/Garraiada em Colos

 Um bezerro na Arrabacinha
 Uma égua e a sua cria
Quinta da Arrabacinha - anos 40

 Junta de Bois

Um dos primeiros automóveis da terra

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Um Colense na Selecção Europeia da Bass Eurocup

Nos dias 4,5 e 6 de Fevereiro realizou-se na Barragem de Santa Clara a edição 2010 da Bass Eurocup.
A Bass Eurocup é a competição de pesca ao achigã mais importante da Europa.
Realizada anteriormente em Espanha com o nome de Eurobass, a Eurocup põe frente a frente pescadores profissionais americanos e europeus. Em cada barco competem dois pescadores, um europeu e um americano; aquele que conseguir um maior peso ganha um ponto para a sua equipa, vencendo assim aquela que somar a maior pontuação. Esta competição é organizada por Javier Galiana no âmbito do Lisboa Sport Show e Lisboa Boat Show.
O português Pedro Félix, natural e residente em COLOS, campeão de Portugal em 2005, foi o capitão da equipa que era também integrada por Joaquim Moio (campeão de Portugal nos dois últimos anos), António Gonçalves (vencedor do último Encuentro Latino de Bass), José Moreira, José Cruz (campeão da Norbass 2009), Rui Carreira (campeão em 2007 do Encuentro Latino de Bass), Nuno Feijoca e ainda pelos espanhóis José Collado, Eloy Fernández e Fran Pérez, todos bem conhecidos dos aficionados da Península Ibérica.
Por sua vez a equipa americana foi constituída pelos seguintes pescadores profissionais: Greg Gutierrez, que será o capitão, André Moore, Kim Bain (primeira mulher da História Participou Bassmaster que no clássico), Jimmy Mize, Pete Lagoas, Preston Clark, Vince Fulks, Paul Hirosky , Bink Desaro e Bret Gouvea. 

 
  

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Tradições Orais e Instrumentais de Colos & S. Martinho das Amoreiras

Foi efectuada uma recolha de tradições orais e instrumentais nas freguesias de Colos e S. Martinho das Amoreiras e foi gravado um CD
Esta recolha teve como principal objectivo o registo áudio de interpretes e/ou autores não profissionais, de forma a que estes sons nunca se percam no tempo.
Foi gravado em salas de aula de uma escola e de uma antiga escola das freguesias de Colos e S. Martinho, evitando-se as estúdios e o consequente "stress" que uma gravação em estúdio iria provocar nos interpretes.

Fazem parte deste CD as seguintes faixas musicais:

Por S.Martinho das Amoreiras:
  1. A roseira enxertada
  2. Abalaste para Lisboa
  3. Eu gostava de cantar
  4. Na tua casa está entrando outro macho
  5. Cheira bem, cheira a Lisboa
  6. Hoje não há vergonha
  7. Laurindinha
  8. Os meninos de Huambo
  9. Ó minha pombinha branca
  10. Para lá de Lisboa ainda
  11. Não é tarde nem é cedo
  12. Sol de Badajoz
  13. Corridinho de S.Martinho
  14. Incêndios na Serra de Monchique
  15. Pastorinha
  16. Vamos a elas
  17. Fonte das sete bicas
  18. Rola cobiçada
  19. Venho da Ribeira Nova
  20. Marcha ribatejana
  21. Tudo isto é S.Martinho
  22. Ó tempo volta para trás
  23. Viagra
  24. Rosas da despedida
  25. São Martinho em festa
Por Colos:
  1. Moda do Zé Pancinha
  2. Pensei em mudar de vida
  3. Morena da raça
  4. Estas moças de hoje em dia
  5. O passarinho
  6. Anedota da pachacha
  7. Nasce o sol no Alentejo
  8. Anedota do cigano
  9. Aldeia das Amoreiras
  10. Fui à campa de minha mãe
 
  
 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Eira da Lagoa - As obras continuam

Em Portugal, por todo o lado, é muito comum utilizar-se a expressão popular "... é como as obras de Santa Engrácia" para designar qualquer tarefa que depois de iniciada, não tem fim à vista.
Assim começa a população de Colos a falar para se referirem ás obras na Eira da Lago.
Costuma-se também dizer, popularmente, que "...o que nasce torto nunca mais se endireita", e como tal já são muitas as histórias em redor desta estranha obra, desde a aprovação de um projecto mal concebido e que em nada beneficia o espaço para onde foi projectado, passando pela indignação dos residentes das ruas inferiores adjacentes ao largo da Eira que viram crescer, de um dia para o outro, paredes duas ou três vezes mais altas que a altura das suas residências, ficando literalmente virados para o betão, passando também pelo bloqueio total das ruas que directamente davam acesso à Escola EB 3+2, deixando apenas uma rua como acesso directo, já ela bastante mal tratada e mal projectada e agora também prejudicada pelas obras de urbanização do terreno contiguo, e finalmente, acontecendo o impensável, com um dos muros de betão já entretanto construídos, a colapsar e cair totalmente deixando no ar e a nu a má qualidade de construção, é caso para perguntar: se agora é assim como será de futuro?

 
  
  
  
  
  
 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A modernidade necessária ou o futuro indesejado?

Ainda existem pessoas no meu país que apenas querem viver e criar os filhos num ambiente tranquilo e livre da urbanização progressiva e galopante.
Infelizmente o tempo, esse maldito não perdoa, e não se compadece com as pessoas, mas pode-se tentar fintar o progresso indesejado, a muito custo e com inúmeros sacrifícios pessoais, profissionais e sociais.
A vida das aldeias, a vida rural, sossegada e longe do rebuliço das cidades, está ameaçada tal como a conhecemos, o chamado progresso invade territórios até agora inexplorados e é preciso agir o quanto antes.
Sou um crítico severo da vida urbana, do progresso tal como é normalmente entendido e da agitação moderna que apenas leva a vidas desgastadas, rancorosas e perdidas por entre a poluição generalizada e do betão das grandes urbes.
Escolhi viver na aldeia, na província, não porque me tenha mudado de um outro sítio qualquer, mas sim porque já aqui nasci e fui criado, e como tal aqui pertenço, as minhas raízes são estas e aqui estão bastante enterradas, não emigrei, não fui em busca de outra vida, não sinto nem nunca senti falta desses expedientes, entendo que o homem deve viver na sua terra e da sua terra, no seu povo e com o seu povo, sem interferências exteriores estranhas e destabilizantes.
Não escolhi viver na urbe como inúmeros conterrâneos que a seu tempo fizeram malas e escondidos numa qualquer cidade sem nome, por entre os prédios que chegam ao céu, comem diariamente o pão que o diabo amassa para terem o que chamam de salário justo e nível de vida dentro do que eles próprios chamam moderno e entendem como melhor, salário mínimo ou pouco mais, décimo terceiro e subsidio de férias em troca de qualquer trabalho que ninguém precisa de saber qual é, uma casa para pagar em 30 ou 40 anos, carro, electrodomésticos, móveis e sabe-se lá mais o quê comprados com recurso ao crédito no tempo das vacas gordas.
Algumas viagens à terra repartidas pelo Natal e férias de verão, montados no melhor automóvel que o crédito pôde comprar para fazer vista aos “parvos” que por cá ficaram no fim do mundo, não interessa o resto, o que faz falta é fazer vista e causar inveja, mesmo que depois o banco venha buscar o carrinho ou o resto das coisas por falta de pagamento.
Parvos sim, porque para esta gente que foi embora, para a urbe ou para o estrangeiro, os que por cá ficam são eternamente parvos e menos inteligentes apenas porque decidiram que as suas raízes são mais fortes que qualquer chamamento modernista e monetário.
Nada tenho contra os emigrantes, desejo-lhes as maiores felicidades, apenas quero salvaguardar a minha identidade, residência e nacionalidade histórica, não gosto de ser considerado mais estúpido ou menos inteligente porque fiz uma escolha em consciência e tento preservar intactas as minha raízes até ao dia da minha morte.
Tenho pena que as actuais famílias apenas acreditam na ditadura do dinheiro, é a cultura do materialismo, e demitiram-se do resto, educação tradicional, valores, história, heranças, etc.
Eu escolhi viver assim, escolhi viver na minha terra, escondida na imensidão do Alentejo, por entre a serra e a planície, entre sobreiros e azinheiras, decidi viver de forma habitual, tranquila, sem pressas nem confusões, e fico triste, revoltado e confuso quando vejo a modernidade indesejada a tentar furar o bloqueio e instalar-se de forma permanente, corrompendo, gerando a confusão, criando um falso sentido modernista que não é mais que niilismo politico/partidário encapotado sob a forma de progresso e bem estar mas aos olhos mais treinados e para as cabeças menos manipuladas não passa da tentativa descarada e crescente da destruição da identidade pessoal, histórica e arquitectónica dos lugares, aldeias e vilas do Alentejo.
Exemplos disto tudo que acabei de escrever são as inúmeras pequenas e medias obras públicas que proliferam por ai como cogumelos e que nada têm a ver, por exemplo, com as questões de arquitectura regional e local.
Escolas, ruas, avenidas, edifícios públicos, privados, jardins, fontanários, fachadas, etc., etc.……tudo foge ao tradicional e histórico numa vertigem alucinante de horríveis projectos e desenhos saídos da pena de jovens arquitectos e projectistas que muito devem ao bem senso e à inteligência, possivelmente pressionados por superiores quadros municipais que por sua vez são pressionados pelos superiores quadros políticos e partidários que dominam os municípios em Portugal, contra a vontade da maioria dos cidadãos.
O cidadão comum, como eu, vê a sua vila ou aldeia, o espaço físico e afectivo da sua identidade, destruído pelo avanço do betão e demais ofensivas progressistas que nada de bom trazem para a província.
Não se pega num largo quase abandonado com cerca de dois hectares no centro de uma aldeia para o transformar em qualquer coisa que apenas me ocorre o nome de Jardim de Betão, tal é as toneladas dessa matéria que tenho visto ser derramada por entre os espaços onde eu brinquei em miúdo, por entre um pontapé na bola ou um jogo de berlindes em tardes intermináveis de alegria próprias das infâncias que nunca deviam acabar.
É um verdadeiro atentado à memória colectiva e um desperdício de recursos e de um espaço que se queria aproveitado de forma diferente mas dentro dos limites do razoável e digno.
Fazer uma obra que custa cerca de 600.000 Euros e essa obra ser do desagrado da maioria da população a quem se destina é no mínimo revelador do estado de coisas que chegou este país.
Pouco a pouco a vida e as vivências que são próprias das grandes cidades e centros populacionais invadem as aldeias e generalizam-se um pouco por todo o lado, a vida dita moderna, aquela vida onde as pessoas foram reduzidas a meras unidades de produção, onde deixaram de ter vida própria, em verdadeira liberdade, essa vida, como uma erva daninha, tenta e vai conseguindo abrir caminho por entre os escombros derrotados da vida rural e tradicional, é a vitória da globalização nas suas mais tenebrosas facetas escondidas.
As aldeias alentejanas estão a ser transformadas em dormitórios das sedes de concelho ou das sedes distritais, tal como aconteceu com as periferias das grandes cidades, onde não existe vida para além da vida dentro das paredes da habitação de cada um, são bairros mortos, sem vida própria ou social, sem tradições, sem cultura ou identidade próprias, muitas vezes mais parecem campos de refugiados ou simplesmente confundem-se com a periferia de uma qualquer país africano, tal é a quantidade de emigrantes, legais e ilegais, que os escolhem para servir de casa ou esconderijo nas suas vidas perdidas ou criminosas.
A contínua descaracterização das vilas e aldeias da província tem passado por várias fases e etapas, todas mais ou menos elaboradas e premeditadas pelos sucessivos governos e autarquias saídos da revolução dos cravos, etapas essas que foram gradualmente aceleradas e incentivadas a partir de 1986 com a adesão, não referendada, à CEE, agora chamada de União Europeia, ou vulgarmente também apelidada de clube dos federastas europeus.
Promessas de combate ao isolamento e à desertificação são meras palavras ao vento em tempo de eleições, na prática nada é feito no sentido de inverter a situação existente, mas no sentido oposto sim, são tomadas medidas e aprovadas leis que contribuem e muito para a chamada desertificação do interior.
Por mim, sinto-me um vencido da vida, mas recuso-me a render perante a realidade arrepiante e um pensamento de futuro negro, o maior bem de um homem tem de ser, sempre, o seu passado, memória e identidade.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Team Colos TT - Sociedade Recreativa Colense na Resistência de Odemira

Realizou-se no passado dia 27 de Dezembro a I Resistência/Troféu TT Lontras do Mira, que teve lugar na Herdade do Telheiro a cerca de 3 Km de Odemira.
A prova, aberta a motos TT e Quads, teve a primeira participação oficial de uma equipa do Team Colos TT /SRC (Sociedade Recreativa Colense), que inscreveu duas motos pilotadas pelos colenses Luis Matias e Ricardo "Boga" Loução.
Organizada pelo moto clube Lontras do Mira, a prova tinha a duração de 50 minutos mais uma volta e estava repartida por três classes: MX1, MX2 e Quads.
O Team Colos TT /SRC, que integrava a classe MX2 com uma Yamaha YZ426 e uma Honda XR400, teve uma participação positiva, mesmo que apenas uma das motos tivesse completado a prova, o piloto Luis Matias teve problemas logo na 3ª volta e desistiu com o cabo de embraiagem da sua Yamaha partido, por sua vez o piloto Ricardo "Boga" Loução, na sua Honda XR400, completou a totalidade do tempo de prova conseguindo assim um excelente resultado para quem se iniciava nestes lides desportivas.
Esta de parabéns o Team Colos TT /SRC, por mais esta iniciativa que espero seja para repetir no futuro e em mais provas desta natureza, abrindo assim uma nova actividade na historia da SRC.